O DITADOR CUBANO MIGUEL DIAZ-CANEL VOLTA A DESAFIAR OS ESTADOS UNIDOS E DIZ QUE CUBA SEMPRE SERÁ SOCIALISTA
O ditador sanguinário cubano, Miguel Diaz-Canel, desafia o governo dos Estados Unidos e diz que os cubanos continuarão a ser submetidos ao socialismo que nem mesmo Fidel Castro soube construir. O governante deixa claro que não haverá mudanças no modelo político imposto em Cuba, ao encerrar o Congresso da CTC. Ele disse que as reformas promovidas pelo regime para tentar estancar o colapso da economia cubana não incluem mudanças no modelo político imposto à população, que há mais de seis décadas é privada da liberdade de escolher seus governantes e nem sabem o que é uma urna eleitoral. “É claramente visível como os inimigos da Revolução estão trabalhando juntos para atacar este processo, tentando promover propostas neoliberais e exigindo mudanças no modelo político cubano, que jamais serão incluídas no plano de transformações econômicas e sociais que empreendemos”, declarou o governante em seu discurso de encerramento no XXII Congresso da Central Operária de Cuba.
Em seu segundo discurso no conclave destinado a abordar os problemas dos trabalhadores cubanos — destacando a subordinação da CTC aos interesses do regime
—, Díaz-Canel, como de costume, culpou os Estados Unidos pela grave crise que afeta os cubanos. É socialismo culpando o capitalismo. Da mesma forma, ele impôs às gerações mais jovens de cubanos, mesmo àqueles que não tinham idade suficiente em 2002, para “endossar” a irreversibilidade do socialismo consagrada na Constituição cubana: “a responsabilidade histórica de salvar e continuar a Revolução”. O ditador finge não consegue ver as agruras que seu pobre povo passa no dia a dia, enquanto a liderança do governo vive muito bem. Dias na escuridão, sem energia, água, sem petróleo ou combustíveis e com muito lixo pelas ruas das cidades.
Diaz-Canel teve que concentrar boa parte de seu discurso em convencer os presentes e a população cubana de que as 176 medidas anunciadas em 18 de junho visam “salvar a Revolução e suas conquistas sociais”, ou seja, a orientação socialista da economia, independentemente do que diga a propaganda contrarrevolucionária. No início de seu discurso, ele afirmou que “esta é uma sociedade socialista onde os trabalhadores mandam”, reiterando a ideia com a qual tenta refutar as dúvidas geradas pelas medidas. ´Na verdade é tragicômico. Para ele, ” As transformações econômicas e sociais adotadas pelo regime visam responder à questão de como continuar a construção do socialismo na ilha e salvar a Revolução e suas conquistas sociais, ou seja, a orientação socialista da economia, independentemente do que diga a propaganda contrarrevolucionária”.
Em seu discurso, o ditador cubano disse que “Quero dirigir-me sobretudo aos meus concidadãos que expressam
dúvidas, preocupações e genuínas expectativas sobre este processo crucial para a nação, e não há melhor lugar do que esta ampla representação da classe trabalhadora, pilar e garantia fundamental da Revolução.”
“Começo por enfatizar algo: estas são transformações socioeconômicas. Que jamais permitamos que o termo ‘social’ seja omitido simplesmente por necessidade de abreviar palavras, porque não se trata apenas de transformar a economia com respeito ao meio ambiente, mas também de fazê-lo em termos de desenvolvimento social e com justiça social, que é a própria essência da Revolução“, afirmou. Mas, após usar repetidamente termos e frases como “socialismo”, “construção do socialismo” e “construção socialista“, Díaz-
Canel teve que admitir que não tem ideia de como construir esse modelo. Para piorar ainda mais a situação, o primeiro-secretário do PCC reconheceu que ninguém jamais soube como construir o socialismo — cuja suposta superioridade como modelo político e econômico o regime vem alardeando há décadas — e invocou o falecido ditador assassino, Fidel Castro, que há duas décadas também teve que admitir sua ignorância sobre o assunto .
“Até hoje, ninguém explicou, muito menos comprovou na prática, como construir o socialismo em uma nação sob as condições de cerco que Cuba sofre da maior potência mundial desde o início do triunfo da Revolução, em 1º de janeiro de 1959, até os dias incertos destes anos, em que as relações políticas e econômicas internacionais deixaram de ser guiadas por regras mínimas e o multilateralismo se tornou uma aspiração de muitos que poucos
frustram constantemente“, disse o líder cubano, antes de citar o falecido tirano.
Mas duas décadas depois, com os cubanos sofrendo ainda mais com os efeitos de um modelo imposto por ignorância, Díaz Canel deixou “muito claro” que nada mudará, exceto o necessário para que o regime se mantenha no poder.
“Não propomos, nem jamais será nosso objetivo, restaurar o capitalismo em Cuba! Trata-se, e que ninguém duvide, de salvar a Revolução e suas inegáveis conquistas sociais, porque jamais renunciaremos à aspiração majoritária da construção socialista“, enfatizou. “Mas para alcançar a justiça social, para manter e expandir as conquistas da Revolução na saúde, educação, esportes, ciência, cultura e tantos outros campos do desenvolvimento humano, é necessário gerar e dispor de recursos materiais e financeiros, dos quais o Estado cubano está cada vez mais privado,
para garantir uma redistribuição justa.“
O governante também negou que as medidas fossem uma resposta à pressão do governo dos Estados Unidos, embora tenham sido tomadas em um contexto de intensificação das sanções de Washington contra o regime e o conglomerado militar cubano, GAESA, fonte de riqueza em dólares da cúpula da ditadura castrista no país. “Não nos importa o que o governo dos EUA pensa dessas medidas. Elas não foram concebidas para agradá-los. Esta é uma decisão soberana de Cuba, do povo cubano“, afirmou, contradizendo a realidade de que a população da ilha não possui soberania para eleger seus representantes ou tomar decisões na esfera econômica.

publicada em 29 de junho de 2026 às 5:00 




