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O FÓRUM DAS ASSOCIAÇÕES DO SETOR ELÉTRICO VAI ENTREGAR PROPOSTAS AOS PRESIDENCIÁVEIS, MAS SEM SUGESTÕES SOBRE ENERGIA NUCLEAR

O Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE) vai entregar aos candidatos à Presidência a Agenda 2027-2030, com sete compromissos e 50 propostas para o próximo governo. O documento é assinado por 15 entidades representativas de toda a cadeia produtiva do setor elétrico. A agenda aponta que o Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, mas ainda não converteu essa vantagem em  benefício da indústria, emprego e redução do Custo Brasil. “O desafio do próximo governo não é escolher uma fonte. É governar o sistema para que energia confiável e competitiva vire produção, investimento, emprego, renda e competitividade“, afirma a cartilha.

Para alcançar os avanços necessários, foram estabelecidos sete compromissos centrais: governar e orquestrar a arquitetura institucional; garantir segurança energética com menor custo; corrigir sinais econômicos e tornar a conta de luz transparente; usar a energia disponível de forma eficiente; entregar energia a quem produz; eletrificar a economia; e abrir o mercado com consistência. O documento foi construído a partir de escuta das associações, separando consensos de interesses específicos e evidenciando medidas necessárias para o desenvolvimento do país. “Primeiro, é preciso governar melhor. Depois, garantir segurança com racionalidade econômica. Em seguida, corrigir sinais de preço e tornar a conta de luz transparente. Só então o país conseguirá usar melhor a energia que já tem“, diz o texto.

O trabalho não está completo. Falta uma importante matriz de energia: a nuclear. Temos duas usinas em funcionamento e uma em construção, além de já produzirmos o nosso combustível, estar desenvolvendo um reator multipropósito e um programa nuclear bem estruturado, embora precisando do reconhecimento governamental, que insiste em deixar o setor capenga, as vezes propositalmente. Para os primeiros 100 dias, o FASE propõe 11 ações imediatas como o fortalecimento da Aneel, a profissionalização de dirigentes setoriais e um plano nacional de redução do curtailment. Cada proposta indica responsável institucional, instrumento e prazo. O suporte técnico-regulatório é da Volt Robotics.

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