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O GOVERNO BRITÂNICO APLICA O MAIOR PACOTE DE SANÇÕES CONTRA A TRANSNEFT POR USAR NAVIOS PETROLEIROS SANCIONADOS

O governo britânico  revelou nesta terça-feira (24) o que chamou de seu “maior pacote de sanções” contra a Rússia desde a invasão em grande escala da Ucrânia, visando a operadora de oleodutos Transneft e dezenas de outras empresas acusadas de comercializar petróleo bruto russo por meio da chamada rede de navios “frota paralela”. Londres, que programou o anúncio do novo pacote de sanções para coincidir com o quarto aniversário da guerra, afirmou estar tomando “medidas decisivas para interromper o financiamento crucial, o fornecimento de equipamentos militares e as fontes de receita que sustentam a agressão da Rússia”. O Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou que a Transneft transporta mais de 80% das exportações de petróleo bruto da Rússia, observando que as novas sanções contra a empresa prejudicariam ainda mais as receitas energéticas de Moscou.

Londres também sancionou 48 petroleiros da “frota paralela”, bem como 175 empresas do grupo 2Rivers, com sede em Dubai, que as autoridades britânicas acusam de ser um dos maiores operadores de “frota paralela” do mundo e um importante comerciante de petróleo bruto russo. “Dissuadir, interromper e degradar a frota clandestina russa continua sendo uma prioridade para este governo”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores. “Para o Kremlin e para aqueles que buscam lucrar com esse comércio ilícito, a mensagem é clara: o petróleo russo está fora do mercado.” No total, o Reino Unido sancionou 3.000 pessoas, entidades e navios como parte de suas sanções contra a Rússia. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que as sanções internacionais custaram a Moscou até agora US$ 450 bilhões, o equivalente a dois anos de gastos com a guerra. A Rússia, um fornecedor global de energia crucial, continuou a vender petróleo bruto apesar das restrições ocidentais às suas exportações desde 2022. No entanto, foi forçada a vender petróleo bruto a preços muito mais baixos, principalmente para países como a China e a Índia.

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