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O GRUPO ENERGISA ASSINA UM TERMO DE INTENÇÃO DE VENDA DE PARTE DE SEUS ATIVOS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA

O Grupo Energisa assinou um termo de intenção de venda de cinco dos seus ativos de transmissão já em operação – Energisa Tocantins Transmissora 1 (ETT 1), Energisa Tocantins Transmissora 2 (ETT 2), Energisa Pará 1 (EPA 1), Energisa Pará (EPA 2) e Energisa Goiás (EGO) – pelo valor de R$ 2,3 bilhões para a Taesa. A transação integra a estratégia da Companhia de gestão de portfólio e reforça seu compromisso com a geração consistente de valor para os acionistas, ao mesmo tempo em que contribui para a redução do endividamento e melhora da estrutura de capital, como explicou Maurício Botelho, CFO do Grupo: “A operação permite cristalizar o valor intrínseco dos ativos de transmissão, maduros, bem construídos, estáveis e oriundos de um ciclo de investimentos bem-sucedido, fortalecendo a estrutura de capital e ampliando a flexibilidade financeira para os próximos ciclos de crescimento. Considerando a base da receita anual permitida (RAP) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para estes ativos, o múltiplo do valor pelo EBITDA foi de aproximadamente 10x, enquanto as ações da Energisa (ENGI11) estão negociadas em bolsa de valores em múltiplos próximos de 7x, reforçando a geração consistente de valor da operação.”

O valor da operação, com data-base em 31/12/2025, será ajustado pela taxa de juros e por demais condições usuais para esse tipo de negociação. Considerando essa alienação de ativos, somada à venda de ações preferenciais da subsidiária Denerge, anunciada na divulgação dos resultados do primeiro trimestre, no montante de R$ 1,4 bilhão, a expectativa é de que o indicador de alavancagem dos covenants junto aos credores, isto é, a razão Dívida Líquida/Ebitda, seja reduzido de 3,5x para 3,2x. O Banco BTG Pactual atuou como advisor exclusivo do Grupo Energisa para esta transação. Pelo lado da Taesa, o advisor foi o Bank of America Merrill Lynch.

A conclusão da venda está sujeita às aprovações aplicáveis a esse tipo de operação, incluindo a anuência da ANEEL e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A Energisa seguirá atuando no segmento de transmissão por meio da operação dos ativos EAM 1, EPT, EAP, LMTE, LXTE e LTTE. Além disso, a companhia possui outros três ativos em construção: a fase 2 da Energisa Amazonas 1 (EAM-1), a Energisa Amazonas 2 (EAM-2) e a Energisa Maranhão (EMA), com entregas previstas entre agosto de 2027 e junho de 2030. Juntos, esses projetos somam uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 777 milhões.

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