O INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS TESTA COM SUCESSO UM CARRO QUE ANDA 140 KM COM 1 KG DE HIDROGÊNIO
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentou um importante avanço para a mobilidade sustentável no Brasil. Durante a Pulsar Expo IPT 2026, no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos, o veículo percorreu 140 quilômetros utilizando apenas 1 quilograma de hidrogênio produzido no próprio Instituto. O carro, um Toyota Mirai, opera com tecnologia de célula a combustível, que converte hidrogênio em eletricidade para movimentação. Nesse sistema, uma bateria de menor porte é utilizada apenas para gerenciamento e recuperação de energia, reduzindo significativamente a dependência de grandes bancos de baterias e os desafios associados à destinação desses materiais ao final da vida útil.
Anderson Correia(direita), diretor-presidente do IPT, disse que “O hidrogênio vem sendo apontado mundialmente como uma das principais alternativas para a
descarbonização do transporte. Levar essa tecnologia para condições reais de uso é fundamental para ampliar a confiança do mercado e acelerar sua adoção.” Segundo Correia, o resultado alcançado remete a outro momento marcante da história da inovação brasileira. “Há cerca de 50 anos, o motor a álcool desenvolvido pelo ITA e testado pelo IPT começava a chegar ao mercado e transformava a matriz energética do transporte brasileiro. Hoje, temos a oportunidade de contribuir novamente para uma transição energética, mostrando que o hidrogênio já é uma alternativa tecnicamente viável e segura para a mobilidade de baixa emissão de carbono.“
Antes do percurso, foram abastecidos cerca de cinco quilogramas de hidrogênio produzido no IPT. Ao final da viagem entre São Paulo e São José dos Campos, apenas um quilograma foi efetivamente consumido, evidenciando a eficiência energética do sistema. O projeto de hidrogênio do IPT recebeu investimentos da ordem de R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo e integra uma estratégia voltada
ao desenvolvimento de tecnologias para energia limpa, mobilidade sustentável e descarbonização da indústria. Além dos avanços já alcançados, os pesquisadores trabalham na otimização dos processos de produção e no desenvolvimento de soluções capazes de reduzir custos e ampliar a competitividade da tecnologia.
“Estamos mostrando, na prática, que o hidrogênio não é uma tecnologia do futuro, mas uma solução disponível hoje. O desafio agora é ampliar a escala de produção, reduzir custos e criar as condições para que essa alternativa ganhe espaço na matriz energética e na mobilidade brasileira. O IPT atua para reduzir riscos tecnológicos, validar soluções e apoiar a chegada dessas inovações ao mercado com segurança e competitividade“, afirma João Cordeiro(esquerda), diretor da Unidade de Negócios de Energia do IPT. O Instituto atua em toda a cadeia tecnológica do hidrogênio, incluindo pesquisa, produção, armazenamento, distribuição e aplicações em mobilidade e indústria. Com investimentos em infraestrutura, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico, o IPT vem contribuindo para consolidar essa fonte energética como uma alternativa estratégica para a construção de uma economia de baixo carbono no Brasil.

publicada em 23 de junho de 2026 às 14:00 




