O IRÃ DIZ QUE NÃO VAI ABANDONAR SEU PROGRAMA NUCLEAR E CRIA UM IMPASSE QUE PODE ACABAR COM O CESSAR-FOGO
A principal exigência do Presidente Donald Trump para o fim da guerra está condicionada diretamente ao abandono do Irã ao seu programa nuclear bélico, principalmente ao enriquecimento de urânio a níveis militares. Mas, com certeza depois da declaração de Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), isso será um problema. Ele disse que “Nenhuma autoridade policial ou pessoa seria capaz de deter o programa de enriquecimento nuclear do Irã”. A declaração foi feita diretamente para a agência de notícias estatal iraniana ISNA, divulgada na manhã desta quinta-feira(9). “As alegações dos inimigos ( Estados Unidos e Israel) de que podem impedir são desejos que irão para o túmulo. Todas as conspirações e ações inimigas, incluindo esta guerra, não produziram resultados “, acrescentou. “Eles agora querem chegar a um resultado por meio de negociações. Isso é apenas para o prazer deles e dos sionistas Após décadas de hostilidade e ações hostis, os inimigos chegaram hoje ao estágio do desespero, e um pedido de cessar-fogo indica sua derrota”, concluiu.
O presidente Trump afirmou que trabalhará com o Irã para uma “mudança de regime muito produtiva, sem enriquecimento de urânio”. Ele escreveu na
quarta-feira no Truth Social que “Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em colaboração com o Irã, irão desenterrar e remover toda a ‘poeira’ nuclear (dos bombardeiros B-2) profundamente enterrada. Ela está agora, e tem estado, sob rigorosa vigilância por satélite (Força Espacial). Nada foi tocado desde a data do ataque. Os Estados Unidos trabalharão em estreita colaboração com o Irã, que, segundo nossa avaliação, passou por uma transição de regime que será muito produtiva”,
Ele também afirmou que os EUA trabalharão com o Irã para estabelecer uma “mudança de regime muito produtiva” durante as próximas negociações de cessar-fogo, e acrescentou que as negociações se concentrarão no alívio de tarifas e sanções, alegando ainda que muitos dos 15 pontos propostos pelos Estados Unidos já foram acordados. Além disso, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que Israel ainda tem mais objetivos a alcançar, incluindo a questão do urânio enriquecido do Irã, que, segundo ele, será resolvida por meio da diplomacia ou da força. “Este não é o fim da guerra“, disse Netanyahu, “mas uma parada no caminho para alcançar todos os objetivos“, enfatizando a necessidade tanto da Operação Leão Ascendente quanto da Operação Leão Rugidor, afirmando que, se qualquer uma delas não tivesse ocorrido, “o Irã já teria uma arma nuclear há muito tempo. Não destruímos apenas os mísseis do Irã. Destruímos sua capacidade de fabricar mísseis. Os iranianos estão disparando o que lhes resta em estoque. Prejudicamos gravemente o programa nuclear, destruímos usinas de centrífugas e eliminamos mais cientistas nucleares.”
UM PASSEIO PELAS MINAS
Assim que o Ormuz foi aberto, depois das negociações pelo Cessar-Fogo, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã divulgou um mapa para orientar navios ao
redor das minas que estavam instaladas pelo Estreito de Ormuz, segundo a mídia iraniana. Mas logo depois de reaberto, ele foi fechado devido aos ataques israelenses ao grupo terrorista Hezbollah, no sul do Líbano e em Beirute, capital do país. A situação agora voltou à estaca zero e ele voltou a ser fechado. Ela permanece incerta após a divulgação de informações contraditórias por veículos de comunicação iranianos a respeito da permissão ou não de atravessá-lo para petroleiros.
O mapa mostrava as rotas de navegação alternativas no Estreito de Ormuz para ajudar os navios em trânsito a evitar minas navais, informou a agência de notícias semioficial iraniana ISNA na manhã de quinta-feira. Segundo a emissora estatal
iraniana Press TV, o estreito foi totalmente fechado e todos os petroleiros que tentaram atravessá-lo foram impedidos de prosseguir. A emissora estatal iraniana Student News Network (SSN) informou que rotas de passagem seguras pelo Estreito de Ormuz foram designadas e devem ser usadas por navios em coordenação com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, assim que a passagem dos navios for permitida, se os bombardeios contra os terroristas do
Hezbollah, apoiados e financiados pelo Irã, for paralisado. Por enquanto, “Qualquer embarcação que tente navegar no mar, será alvejada e destruída.”
A organização afirmou que a rota de entrada segura é pelo Mar de Omã em direção ao norte da Ilha de Larak, enquanto a rota de saída segura do Golfo passa ao sul da Ilha de Larak em direção ao Mar de Omã. O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que seria inaceitável que os navios tivessem que pagar uma taxa para atravessar o Estreito de Ormuz, como sugeriu o Irã, e que tal medida criaria um precedente perigoso para a liberdade de navegação. A guerra com o Irã ameaçou os portos do Golfo e interrompeu o comércio global através do estreito, uma via navegável por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. A Grécia controla uma das maiores frotas mercantes do mundo em termos de capacidade de transporte de carga.

publicada em 9 de abril de 2026 às 11:00 




