O PREÇO DO PETRÓLEO CONTINUA ACIMA DOS 101 DÓLARES COM A GUERRA ENVOLVENDO OS TERRORISTAS HOUTHIS E AS FORÇAS SAUDITAS
Com o aumento das atividades terroristas financiadas e apoiadas pelo Irã, faz todo sentido o mercado do petróleo estar instável como nunca nesses últimos dias, com o barril do Brent voltando a casa dos US$ 100, provocando altas nos preços dos derivados. No início desta tarde (10), o barril do Brent está cotado a US$ 101,94 enquanto o petróleo WTI, a US$ 99,56 o barril. Agora, as forças formais iemenitas obtiveram informações e mapas que mostram plano da Guarda Revolucionária Islâmica para tomar o Estreito de Bab al-Mandab, no Mar Vermelho, que está sendo usado como alternativa ao Estreito de Ormuz. De acordo com os militares, as informações foram encontradas no laptop de um comandante houthi capturado pelas forças governamentais no oeste do Iêmen. As forças da Frente de Resistência Nacional, uma coalizão de forças anti-Houthi liderada por Tareq Saleh, ex-aliado dos Houthi e membro sênior do governo iemenita, obtiveram informações nesta quarta-feira (9) e mapas que revelam um plano da Guarda Revolucionária Islâmica para um avanço gradual e tomada de Bab al-Mandab.
As informações foram encontradas no laptop de um comandante Houthi capturado pelas forças governamentais no oeste do Iêmen, de acordo com os militares, que
acrescentaram que o indivíduo era responsável pelas operações dos Houthi. Imagens de mapas militares que mostravam quatro etapas de um avanço em direção a Bab al-Mandab e à cidade de Hodeidah, bem como partes dos planos e movimentos militares dos Houthis, de acordo com a Iran International. A captura de Mocha representa uma conquista significativa para os Houthis, permitindo-lhes consolidar o seu controlo sobre o Mar Vermelho e o Estreito de Bab el-Mandeb. As Forças legais do Iêmem, anti-Houthi, afirmam que um contingente foi enviado para reforçar Mocha, e confrontos com a marinha Houthi foram relatados. “A reorganização e consolidação das forças de defesa de Mocha estão em andamento em coordenação com a coalizão anti-Houthi“, informou o veículo de comunicação oficial das forças locais. A NRF entraram em confronto com as forças navais Houthi acrescentou a agência de comunicação do Iêmen.
A PALAVRA DO PAQUISTÃO
O Paquistão, que faz fronteia ao sul do Irã e está a frente das mediações de paz com os Estados Unidos, advertiu o governo Iraniano para que controle os houthis. Na terça-feira(8), os houthis atacaram uma base aérea em Khamis Mushait e a infraestrutura petrolífera em cidades próximas, ferindo 73 pessoas, em um dos maiores ataques contra a Arábia Saudita desde o início da guerra. Fontes sauditas, paquistanesas e iranianas disseram que o Paquistão transmitiu um alerta da Arábia Saudita ao Irã para que este controle seus aliados houthis iemenitas, após a intensificação dos ataques contra o reino, em um esforço coordenado para evitar que a crise se agrave Os terroristas atacaram a base aérea saudita em um dos maiores
ataques contra a Arábia Saudita desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro. O Iêmem também faz fronteira com o Sul da Arábia Saudita. O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, afirmou hoje que aviões de guerra sauditas realizaram 54 ataques aéreos em diversas províncias iemenitas nas últimas 12 horas, acrescentando que eles “não ficarão sem resposta e impunes”.
O conflito crescente, que representa um segundo teatro de guerra a ameaçar o fornecimento global de energia, ocorre no momento em que o Irã e os Estados Unidos travam a maior onda declarada de ataques retaliatórios contra navios na região do Golfo desde o início da guerra. O alerta do Paquistão ao Irã tem um peso significativo devido ao seu pacto de defesa com a
Arábia Saudita e a Turquia. Embora as autoridades em Islamabad tenham enfatizado que qualquer atuação militar se limitaria à defesa do território saudita, o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, afirmou que ataques que se alastrassem para o reino poderiam desencadear um acordo de segurança conjunto envolvendo Riad, Ancara e Islamabad. “Uma agressão contra um país será considerada uma agressão contra os três países”, disse Asif na televisão paquistanesa. “Não há ambiguidade nem dúvida. Uma agressão não provocada ou um efeito cascata. Na Arábia Saudita certamente tornarão este acordo operacional.”
Temores de que uma guerra por procuração se transforme em uma crise regional mais ampla A intervenção do Paquistão, após anos de relações equilibradas com a Arábia Saudita e o Irã, ressalta a gravidade dos ataques dos houthis. A mensagem para Teerã é clara: conter os houthis ou correr o risco de transformar um conflito por procuração em uma crise de segurança regional mais ampla. Um diplomata sênior da região afirmou que o Paquistão transmitiu a mensagem ao Irã nas últimas 24 horas, instando Teerã a usar sua influência para deter os ataques dos houthis contra a Arábia Saudita.
APOIO AOS SAUDITAS
Fontes confirmaram que as autoridades sauditas se reuniram com altos representantes militares do Paquistão e da Turquia em Riad para coordenar uma resposta. Os
três países concordaram que suas tropas não entrariam no Iêmen e que qualquer resposta seria lançada a partir do território saudita. Uma segunda fonte paquistanesa afirmou que nenhuma decisão havia sido tomada para participar de ataques retaliatórios, enfatizando que o pacto militar com Riad era defensivo e limitado à proteção do território saudita. As forças paquistanesas poderiam fornecer apoio militar, técnico, terrestre ou aéreo dentro da Arábia Saudita, mas não participariam de operações de combate em solo estrangeiro.
A campanha de pressão promovida pelo Irã e pelos houthis pode ter o efeito oposto ao pretendido por Teerã, afirmou o diplomata regional. Ao visar a segurança do Golfo numa tentativa de pressionar Washington sobre o bloqueio dos portos iranianos, Teerã corre o risco de levar a Arábia Saudita, o Paquistão, a Turquia e outros estados alinhados aos EUA a uma coordenação de segurança mais estreita, em vez de romper os seus laços.
BLOQUEIO CONTINUA
Autoridades regionais também veem poucos indícios de que Washington esteja preparado para ceder. O presidente Donald Trump parece empenhado em manter o bloqueio dos EUA até que o Irã chegue a um acordo com Washington, disse o diplomata, enquanto o Catar explora discretamente novas propostas com o objetivo de trazer ambos os lados de volta às negociações. Outra fonte regional afirmou que a resposta militar da Arábia Saudita continuará focada nos houthis e não no próprio Irã. Autoridades sauditas também não acreditam que ataques houthis alcancem o objetivo mais amplo de Teerã de encerrar o bloqueio americano. Não se espera que Riade pressione Washington para que suspenda o bloqueio, disse a fonte, lembrando que Trump acredita que a coerção econômica contínua é o caminho mais eficaz para as negociações. “A questão é quanta dor o Irã pode suportar e por quanto tempo. Trump não quer uma solução militar. Ele quer forçá-los a passar pelo bloqueio.”
O presidente Trump disse que concederá um dividendo de US$ 5.000 a todos os americanos adultos se os republicanos vencerem as eleições de meio de mandato,

Se Republicanos vencerem, cada adulto americano vai receber US$ 5 mil para gastar nos Estados Unidos
previstas para novembro. Ele afirmou que faria isso devido à “tremenda força e sucesso econômico dos EUA“, observando que o dividendo se aplicaria a todos os adultos americanos. Ele observou ainda que o dividendo “deve ser gasto nos Estados Unidos da América“, dizendo que não quer que seja gasto no “Canadá ou na Alemanha“. O presidente dos EUA fez esses comentários durante um discurso na Convenção Nacional Republicana em Dallas, Texas, onde também afirmou estar considerando renomear o Estreito de Ormuz para “Estreito Trump”. “Devo tirar algum proveito disso“, disse ele. “Tenho certeza de que a liderança iraniana ficará encantada com isso.”
O presidente americano também afirmou que os EUA podem atacar a Monanha da Picareta e pediu cautela a Teerã. “Notamos alguma atividade na montanha e aconselho o Irã a não tentar ser esperto, pois teremos que atacá-los com muita força.” A Montanha da Picareta, localizada perto da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã, que foi severamente danificada, é um local fortificado com dois complexos de túneis profundamente enterrados. Fica a 220 km ao sul de Teerã e a 2 km do complexo de Natanz.
BASES AMERICANAS
Os ataques contra a base americana de Muwaffaq Salti, na Jordânia causaram estragos em aeronaves militares. Um avião A-10 Thunderbolt e cerca de oito caças F-15 foram danificados. A Guarda Revolucionária Islâmica reivindicou a autoria do ataque. O A-10 Thunderbolt, conhecido como Warthog, ficou com uma asa faltando, enquanto cerca de oito F-15 sofreram danos leves e voltaram a operar. Os danos ocorreram apesar dos sistemas de defesa aérea dos EUA terem disparado mais de 30 mísseis Patriot durante o ataque iraniano. Irã e forças americanas realizam ataques retaliatórios em toda a região. O
ataque ocorreu depois que os EUA atacaram cinco petroleiros iranianos no Estreito de Ormuz ontem (9) de madrugada
Essa ação, por sua vez, foi uma retaliação do Irã contra um navio de guerra da Marinha dos EUA que operava no estreito. Nos dois dias anteriores, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também alegou ter lançado ataques contra oito petroleiros e dois navios de guerra, além da captura de um submarino americano não tripulado na entrada do estreito. Mais tarde, na quarta-feira, a mídia estatal iraniana informou que várias áreas em Sirik(direita), no sul do Irã, foram atingidas por projéteis.

publicada em 10 de setembro de 2026 às 13:00 





