O PRESIDENTE DO IBP QUE ESTAVA ARÁBIA SAUDITA NA CONFERÊNCIA DO PETRÓLEO JÁ ESTÁ EM SEGURANÇA NO BAHREIN DEPOIS DO ATAQUE DOS TERRORISTAS HOUTHIS EM RIADE
O Presidente do IBP, Roberto Ardenghy, já está em segurança no Bahrein. Seu nome foi confirmado na lista entre os primeiros executivos que tiveram o retorno antecipado aos países de origem. As autoridades sauditas tiveram o cuidado de levar a primeira turma via transporte rodoviário para o Bahrein. O Petronotícias conseguiu falar com o presidente do IBP, que deu maiores detalhes da situação atual, que é ainda muito tensa: “Nós fomos evacuados de Riade pelo deserto e chegamos no Bahrein, já que nenhum aeroporto da Arábia Saudita, com exceção dos aeroportos de Meca e Medina, usados pelos peregrinos, está aberto neste momento. Acho que praticamente todos os
participantes estrangeiros estão deixando o país desta maneira em direção a Doha, no Catar, e também ao Bahrein, onde acabei de chegar.”
Roberto Ardenghy lembrou que a situação ainda requer muito cuidado pelas ameaças dos terroristas Houthis, do Iêmen, apoiados, financiados e treinados pela Guarda Islâmica do Irã. Ele disse que apesar de grande distância, a travessia pelo deserto foi feita com segurança: “A jornada é longa mas é um transporte seguro e as estradas aqui são padrão europeu. Daqui estou indo para Dubai para apanhar o voo para o Brasil. O Congresso ocorreu normalmente com alguns cancelamentos, especialmente dos CEOs das empresas de Petróleo. Nenhum incidente foi reportado depois do ataque dos Houthis no domingo e a segurança foi reforçada em todos os locais. Hotéis, centro de convenções e a própria cidade.”
O Petronotícias teve a confirmação de que o grupo da Petrobrás que havia sido selecionado para fazer a viagem e participar dos eventos em Riade foi desaconselhado de viajar pela serviço de segurança da própria companhia. Um decisão de última hora. Vários executivos estavam na lista, inscritos para o 25º Congresso de Energia da WPC, que começou no sábado (11) e a 17ª Conferência Ministerial de Energia Limpa (CEM17) e da 11ª Conferência Ministerial de Inovação (MI-11). Um dos nomes era de Wagner Victer, que estaria indicado pelo Brasil, pelo próprio IBP, para ser o Vice-Presidente de estratégia da próxima WPC. Todas as pessoas que participariam do evento atenderam ao aconselhamento e cancelaram a viagem.
AMEAÇAS HOUTHIS
Além de ameaçar o aeroporto de Riade, a sede e as instalações da Saudi Aramco, os terroristas Houthis estão levando novas ameaças contra Israel. As autoridades de defesa alertam que terroristas podem
realizar ataques por terra ou pelo mar contra Israel, que já está em estado de alerta máximo devido à possibilidade de um ataque desse tipo, considerando os esforços dos houthis para aprimorar sua capacidade de realizar ataques em ambas as direções. A ameaça representada pelos houthis no Iêmen se intensificou em meio aos combates com a Arábia Saudita, avaliam autoridades de defesa israelenses, o que levou a um aumento nos preparativos para um possível ataque surpresa contra Israel por terra ou mar. Como parte desses preparativos, espera-se que as Forças de Defesa de Israel (IDF) estabeleçam um centro de coordenação de incêndios na Divisão de Edom.
Nos últimos dois anos, os Houthis divulgaram inúmeros vídeos que documentam exercícios de treinamento simulando ataques terrestres contra Israel, incluindo cenários envolvendo postos militares simulados e torres de guarda fortificadas. Segundo autoridades da defesa, os terroristas têm alertado cada vez mais nas últimas semanas e meses que poderiam s realizar ataques
terrestres, inclusive contra Israel. Autoridades da Defesa afirmam que os Houthis são imprevisíveis e representam desafios significativos para a Arábia Saudita por meio de seus métodos de guerra, bem como por sua cultura e ideologia extremistas e intransigentes. Como resultado, Israel não está correndo riscos e está se preparando para desdobramentos inesperados por meio de diversas medidas paralelas.
Essas medidas incluem a manutenção de tropas de reserva e de resposta rápida na área de Eilat, a realização de exercícios de treinamento, o destacamento de sistemas de armas e a melhoria da
coordenação e conectividade entre as unidades terrestres, navais e aéreas. Os preparativos também incluem a redução dos tempos de resposta e a realização de exercícios conjuntos com a Polícia de Israel e a Polícia de Fronteiras que operam na área. Além disso, as autoridades de defesa israelenses não descartam a possibilidade de uma reação em cadeia, na qual os houthis intensifiquem significativamente seus ataques contra o território saudita, causando mais vítimas e danos substanciais. Tal desenvolvimento poderia forçar a Arábia Saudita a intensificar sua resposta militar, potencialmente arrastando as forças armadas dos EUA para um confronto mais contundente.
Nessas circunstâncias, os houthis poderiam atacar interesses americanos em território israelense, o que potencialmente exigiria uma resposta das Forças de Defesa de Israel. “Há muito tempo que os houthis deixaram de ser considerados representantes dos iranianos e estão demonstrando independência operacional com uma determinação inexplicável contra os sauditas”, disse um oficial da defesa. A ameaça proveniente do Iêmen ocupa um lugar de destaque nas avaliações de segurança israelenses, juntamente com extensos esforços de coleta de informações destinados a monitorar as intenções e capacidades dos Houthis. Ao mesmo tempo, a coordenação operacional e de inteligência entre as Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Comando Central dos EUA (CENTCOM) visa aprimorar os mecanismos de alerta precoce contra tentativas de surpreender Israel e reduzir ao máximo a probabilidade de ataques inesperados.

publicada em 14 de outubro de 2026 às 17:40 




