O RIO DE JANEIRO SERÁ PALCO DE UM EVENTO QUE FALARÁ SOBRE OS RISCOS DA CORROSÃO QUE PODE CAUSAR UMA SÉRIE DE PROBLEMAS
Na busca por soluções, o Centro Tecnológico de Corrosão Fernando Fragata (CTCFF) irá reunir os maiores especialistas do setor público e da iniciativa privada no 1º Fórum Brasileiro de Combate à Corrosão, no dia 12 de maio, no Rio de Janeiro. A proposta do evento é lançar um alerta público sobre os riscos, os prejuízos e a dimensão econômica da corrosão, que ainda costuma ser tratada como um tema restrito à engenharia e à indústria. “Corrosão não gera apenas ferrugem, reparo e gasto”, alertou Thomas Fink, presidente do CTCFF. “Ela também pode desencadear vazamentos, contaminação, degradação de equipamentos críticos e
desastres ecológicos. Há milhares de pontes, estádios, prédios, dutos e estruturas metálicas que demandam urgentemente de intervenções, inspeções e manutenção. Precisamos de uma mobilização nacional e contínua para evitar acidentes que podem machucar pessoas seriamente, além de gerar perdas financeiras brutais“.
A Association for Materials Protection and Performance (AMPP) estima que o custo global da corrosão chegue a cerca de US$ 2,5 trilhões por ano, o equivalente a 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. A entidade também afirma que práticas adequadas de controle podem reduzir esse impacto entre 15% e 35%, o que reforça a lógica de que prevenir custa menos do que corrigir danos já instalados. No Brasil, alguns acidentes poderiam ter sido evitados por meio de ações preventivas. No Sul, a ponte pênsil entre Torres (RS) e Passo de Torres (SC) teve a corrosão como causa base da ruptura, em 2023, com registro de uma morte. No Nordeste, o colapso do antigo Estádio da Fonte Nova, em Salvador, em

Terminais petrolíferos expõem tubulações 24 horas por causa da maresia. As inspeções devem ser frequentes
2007, deixou sete mortos e entrou para a história da engenharia como caso extremo de degradação estrutural associada à corrosão severa.
Há ainda exemplos a queda de uma caixa d’água no telhado de uma escola pública, em 2017, no município de Nossa Senhora das Dores (SE). O acidente deixou duas crianças mortas e 20 feridos. A extensa corrosão da estrutura foi a causa do desastre, segundo a Defesa Civil. “É por isso que o combate à corrosão não pode ficar restrito a equipes técnicas ou a
iniciativas isoladas de empresas do segmento”, lembra Fink. “O país precisa aproximar poder público, setor privado, entidades técnicas, universidades e tecnologias de inspeção para ampliar a prevenção, melhorar a gestão de risco e reduzir perdas que hoje recaem sobre obras, operações, patrimônio, orçamento, meio ambiente e pessoas inocentes.”
Esse é justamente o objetivo do 1º Fórum Brasileiro de Combate à Corrosão: criar um espaço de articulação entre diferentes atores
para discutir soluções, políticas públicas, normas, tecnologia e estratégias de prevenção. O encontro será realizado das 8h às 18h e pretende consolidar uma agenda mais ativa e permanente em torno de um problema que afeta diretamente a vida útil de infraestruturas e a segurança da população. O evento conta com apoio da Associação Brasileira de Corrosão (Abraco), da Association for Materials Protection and Performance (AMPP) e do Centro de Tecnologia em Dutos e Terminais (CTDUT). A programação prevê painéis, palestras, debates institucionais e mesas-
redondas voltadas à prevenção, à integridade estrutural, à proteção de ativos e à ampliação do debate público sobre corrosão.
O Presidente da Liderroll, Paulo Fernandes(esqueerda), é um dos profissionais que conhece bem este problema. A Liderroll já proporcionou diversas soluções para muitas obras da Petrobrás, com os roletes produzidos em um plástico especial, que elimina a corrosão, justamente nos pontos de tensão das tubulações: ” As tubulações estão sujeitos a expansão do material durante todo dia. A temperatura faz com que elas se movimentem criando pontos de atrito, amasso e pontos ferrugem, se o rolete for de aço. Essa movimentação, a maresia, o tempo, acabam por criar esses problemas. No caso dos roletes da Liderroll, não. Eles facilitam esta movimentação, proporcionam conforto para tubulação, evitando o travamento natural, que provoca rompimentos dos tubos, o que é muito comum quando os roletes de suporte são de aço. Isto é um perigo para os oleodutos e gasodutos.”

publicada em 27 de abril de 2026 às 13:00 








