OPERAÇÃO DAS FORÇAS DE ISRAEL ELIMINA MAIS UM SUPER ALVO DA LISTA DE LÍDERES INFLUENTES DA POLÍTICA IRANIANA
Enquanto o mercado do petróleo abria em alta esta manhã, com o barril do Brent a US$ 101,49, Ali Larijani, o principal alvo após a morte de Ali Khamenei, foi rastreado e morto hoje (17) pelas Forças de Defesa de Israel, depois de semanas tentando escapar da detecção. Segundo fontes de alto escalão da defesa, foram mobilizados enormes recursos operacionais e de inteligência para localizá-lo. Ele era um mestre em evitar ser detectado e tomou diversas precauções para atrasar e evitar ser localizado por Israel. Para começar, ele estava constantemente se deslocando para diferentes locais secretos ao longo das últimas duas semanas, disseram fontes da defesa. As fontes acrescentaram que a extensão das precauções tomadas por Larijani para se manter fora da mira de Israel durante duas semanas também demonstra o quão perseguidos se sentem os principais líderes iranianos sobreviventes. Isso está em consonância com o caso do líder nacional da Basij (força do Exército regular), que foi encontrado e assassinado em tendas improvisadas, numa tentativa de evitar ser detectado num quartel-general oficial da Basij.
As “capacidades especiais” que permitiram rastrear Larijani, juntamente com uma decisão rápida do Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa israelenses, Tenente-General Eyal Zamir, e da cúpula política, tornaram o morte do iraniano possível. A conexão das informações de inteligência com os principais tomadores de decisão, que rapidamente ordenaram o envio de caças da Força Aérea para uma nova missão crítica a 1.600 quilômetros de distância, abriu caminho para o sucesso operacional, afirmaram fontes da defesa. Mais uma vez, na mesma noite, Larijani foi morto, e altos funcionários da Basij também foram mortos, em locais completamente diferentes, sem qualquer interrupção. Fontes da área de defesa afirmaram que a morte de um dos líderes revolucionários iranianos, também pode ajudar os EUA em sua atual situação estratégica para alcançar diversos objetivos de guerra.
ILHA DE KHARG
O presidente Donald Trump confirmou que os ataques dos EUA à ilha iraniana de Kharg, o maior complexo petrolífero iraniano, por onde passam 90% da exportação do petróleo do país, destruiu toda a infraestrutura militar, mas pouparam intencionalmente os oleodutos para evitar prejuízos à reconstrução futura. Embora o objetivo militar de neutralizar a ilha seja descrito como concluído, os mercados globais enfrentam instabilidade e o presidente sofre pressão interna em relação à guerra em curso. Trump disse afirmou que, embora pudesse ter dizimado as exportações de energia da ilha, optou pela contenção para facilitar possíveis esforços futuros de reconstrução. A ilha continua sendo um centro vital para a economia
iraniana. Após os ataques, que ocorreram todos os alvos militares e de mísseis significativos na ilha foram totalmente incapacitados, tornando o local efetivamente inoperante militarmente.
O presidente Trump explicou que a decisão de deixar intactos os oleodutos da ilha foi uma escolha calculada, observando que evitou atingir alvos a menos de 100 metros da infraestrutura energética. Ele enfatizou que a reconstrução dessas instalações exigiria anos de trabalho e indicou uma preferência por preservar essa capacidade para um momento em que a região pudesse ser reconstruída. O Presidente esclareceu ainda que a sua abordagem cautelosa se estende a outras infraestruturas iranianas, incluindo centrais elétricas. Reconheceu que, embora possua a capacidade de atacar esses sistemas, fazê-lo acarretaria traumas significativos a longo prazo e complicaria os futuros processos de recuperação.
ESTREITO DE ORMUZ
O presidente Trump reiterou o seu apelo às nações para que ajudem a desbloquear o Estreito de Ormuz. Ele até condicionou não atacar as estruturas da Ilha de Kharg se
o Irã não fizesse ameaças aos petroleiros em Ormuz. Caso contrário, ele mandaria destruir a estrutura petrolífera da ilha, deixando a economia do Irã em gravíssima situação. Trump quer que as nações ajudem a policiar o estreito depois que o Irã respondeu aos ataques EUA-Israel usando drones, mísseis e minas para efetivamente fechar o canal para os petroleiros que normalmente transportam um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. “Alguns estão muito entusiasmados com isso, e outros não. Alguns são países que ajudamos por muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo importa para mim.” Ele também disse que algumas nações afirmaram estar dispostas a ajudar, mas Trump não mencionou o nome de nenhum país.
Diversos aliados dos EUA afirmaram que não têm planos imediatos para enviar navios com o objetivo de desbloquear o Estreito de Ormuz. Alemanha, Espanha e Itália
estão entre os aliados que descartaram a participação em qualquer missão no Golfo, pelo menos por enquanto. Outros países foram mais cautelosos, com a Grã-Bretanha e a Dinamarca afirmando que considerariam maneiras de ajudar, mas enfatizando a necessidade de reduzir a escalada do conflito e evitar serem arrastados para a guerra. A França afirmou que provavelmente irá ajudar.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os EUA não viam problema na passagem de alguns navios iranianos, indianos e chineses pelo Estreito de Ormuz, pelo menos por enquanto. Sem especificar com qual ou quais países conversou, Trump relatou uma conversa que pareceu ser um pedido de ajuda que foi rejeitado. Durante o fim de semana, Trump ameaçou realizar novos ataques à ilha iraniana de Kharg, após atingir alvos militares na região e provocar novas retaliações de Teerã. Os EUA estão em contato com o Irã, afirmou Trump, embora tenha duvidado que Teerã esteja preparada para negociações sérias com o objetivo de pôr fim ao conflito.

publicada em 17 de março de 2026 às 11:00 





