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OS ACIONISTAS DA PETROBRÁS RECEBERÃO OS DIVIDENDOS DOS LUCROS DO TRIMESTRE A PARTIR DO FINAL DE DEZEMBRO

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o pagamento de dividendos intercalares no valor de R$ 12,16 bilhões, equivalente a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2025. O pagamento proposto, diz a empresa,  está alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas (Política) vigente, que prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano de negócios em vigor (atualmente US$ 75 bilhões), e observadas as demais condições da Política, a Petrobrás deverá distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre. A Petrobrás diz que  esta distribuição não compromete a sustentabilidade financeira da companhia. Os proventos serão pagos em duas parcelas nos meses de fevereiro e março de 2026, da seguinte forma:

Valor a ser pago: R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que:  a primeira parcela, no valor de R$ 0,47160378 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de fevereiro de 2026.  A segunda parcela, no valor de R$ 0,47160377 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de março de 2026. No dia  dia 22 de dezembro de 2025,  para os detentores de ações de emissão da Petrobrás negociadas na B3 e record. Em 26 de dezembro de 2025 para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE). As ações da Petrobrás serão negociadas ex-direitos na B3 a partir de 23 de dezembro de 2025.

Data de pagamento: para os detentores de ações de emissão da Petrobrás negociadas na B3, o pagamento da primeira parcela será realizado no dia 20 de fevereiro de 2026 e o da segunda parcela no dia 20 de março de 2026. Os detentores de ADRs receberão os pagamentos a partir de 27 de fevereiro de 2026 e a partir de 27 de março de 2026, respectivamente. A forma de distribuição será definida, se sob a forma de dividendos e/ou juros sobre capital próprio, ocorrerá até 11 de dezembro de 2025 e será comunicada ao mercado.

O diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Mahatma Ramos( direita), reconhece que nos nove primeiros meses

do ano, a companhia acumulou um lucro líquido de R$ 94,5 bilhões, valor 76,3% superior ao mesmo período de 2024. Os investimentos somaram R$ 76,3 bilhões, com alta de 28,9%, concentrando-se no segmento de exploração e produção, que respondeu a 84,9% do total. Os investimentos em gás e energia de baixo carbono corresponderam a apenas 1,6% do total investido nesses nove primeiros meses de 2025. Ramos questiona, porém, o fato de a empresa ter mantido forte pagamento de dividendos, apesar das incertezas geopolíticas e cenário de queda do brent, equivalente a cerca de 10% nos nove primeiros meses de 2025. Foram distribuídos R$73 bilhões no ano, valor 27,2% superior aos R$ 57,3 bilhões distribuídos nos primeiros nove meses de 2024. Em 2025, o valor da remuneração aos acionistas já equivale ao total do volume investido pela companhia e representa 77,2% do lucro líquido apurado no período.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP)  faz crítica à Petrobrás pelo pagamento do que ela considera “ altíssimos dividendos para acionistas”  e corte de gastos para os trabalhadores, com demissões de terceirizados, e dificuldades na mesa de negociação do acordo coletivo de trabalho (ACT), por conta da da queda do preço do barril de petróleo. A direção da federação disse que “É inadmissível a manutenção de uma política de distribuição de altíssimos dividendos da Petrobrás, a maior parte para estrangeiros. Enquanto isso, a empresa faz corte de gastos com trabalhador por conta de alegada austeridade, e endurece nas negociações de um acordo coletivo digno.

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