NAO DELETAR
HMFLOW

OS ESTADOS UNIDOS MANTÊM ATAQUES PESADOS CONTRA O IRÃ E PROMETEM VOLTAR A EXPLODIR CENTROS DE ENRIQUECIMENTO NUCLEAR

O presidente dos Estados Unidos não parece mais ter paciência com a Guarda Iraniana.  Ele ameaçou  atingir pontes e usinas de energia iranianas sempre que houver disparos no Estreito de Ormuz. “Os EUA vão bombardear e destruir uma ponte ou usina elétrica, incluindo aquelas localizadas próximas ou dentro da capital, Teerã”, disse Trump. As pontes rodoviárias e ferroviárias, ele já está fazendo. “A partir de agora, isso acontecerá sempre que a República Islâmica do Irã atirar contra um navio no Estreito de Ormuz“, afirmou. Isso ocorrerá independentemente de o Irã ter disparado “um míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma”, disse o presidente. Os preços do petróleo subiram ainda mais nas negociações asiáticas nesta quarta-feira. O petróleo Brent estava cotado acima de US$ 91 o barril.

Os comentários de Trump foram feitos enquanto ele estava a caminho da Base Aérea de Dover, em Maryland, para receber os quatro soldados americanos mortos pelo Irã enquanto estavam servindo na Jordânia. “Não podemos, não devemos, permitir que o Irã tenha armas nucleares. Eles não terão armas nucleares“, disse Trump antes de partir para a Base Aérea de Dover. “Vamos prestar nossas homenagens a eles, e essa é uma das coisas mais difíceis para mim. Como presidente, é uma das coisas mais difíceis, mas precisa ser feita”, disse ele sobre a responsabilidade de receber os restos mortais dos soldados. Um repórter presente no local perguntou a Trump como os soldados foram mortos, questionando uma reportagem que afirmava que o Irã havia atacado os alojamentos dos soldados na Base Aérea de Muwaffaq Salti. “Não sei. Mas eles vão pagar um preço muito alto. Estão sendo duramente atingidos. Estão sendo destruídos“, respondeu Trump.

HAVERÁ CONSEQUÊNCIAS

O secretário de Estado Marco Rubio disse que apesar  dos recentes ataques ao Irã,”os EUA permanecem abertos e dispostos a participar de negociações e conversas positivas e construtivas, desde que os compromissos assumidos sejam cumpridos”. O Irã tem como alvo bases americanas na região do Golfo e alega ter atingido bases aéreas na Jordânia e no Bahrein. A Guarda Revolucionária Islâmica alegou ter destruído drones MQ-9 Reaper dos EUA, danificado um hangar de caças F-15,  dois helicópteros militares e “matado e ferido” vários soldados. A Guarda também reivindicou o ataque às bases aéreas Rei Faisal e Príncipe Hassan da Jordânia na tarde desta quarta-feira (22), informou a mídia estatal iraniana.

A Base Aérea Rei Faisal está localizada no sul do reino, perto de al-Jafr. Ela recebeu o nome do então Rei Faisal bin Abdulaziz da Arábia Saudita, que financiou sua construção. No início deste mês, um ataque iraniano ao aeroporto feriu cinco soldados americanos destacados para a base. A Base Aérea Príncipe Hassan está localizada no norte do reino, perto de Sawafi. A Força Aérea dos EUA utiliza a base periodicamente desde pelo menos a década de 1980, assim como outras forças aéreas parceiras da OTAN, incluindo as da França e do Reino Unido.

A agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que o grupo terrorista Houthis disparou drones contra hangares e outras estruturas utilizadas pela Força Aérea dos EUA em uma base militar no Bahrein. “Os ataques agressivos dos EUA nas últimas noites foram realizados sob o pretexto de retaliar pela explosão de navios infratores no Estreito de Ormuz”, disse a Guarda Revolucionária Islâmica.  Na noite passada, apesar da tentação das tripulações dos navios, nenhuma embarcação ousou tentar a passagem ilegal ao sul do estreito. O exército americano, assassino de crianças, não abandonou sua natureza agressiva e repetiu os ataques aéreos e com mísseis contra diversos centros militares e civis dos EUA, e agora está recebendo respostas esmagadoras“, afirmou.

Um comunicado oficial da Guarda diz que “A Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica atacou mais uma vez bases americanas na Jordânia em resposta à agressão inimiga.  Na primeira fase da resposta, um ataque com mísseis e drones contra as bases do Rei Faisal e do Príncipe Hassan teve como alvo um galpão de preparação de caças F-15. Além disso, em um ataque a um galpão de preparação de drones, oito drones MQ-9, novos e reformados, foram completamente destruídos antes mesmo de serem montados, e outros dois sofreram danos consideráveis. Em um ataque subsequente a um hangar, dois helicópteros militares dos EUA foram gravemente danificados. Vários membros das forças invasoras foram mortos e feridos. Se as agressões continuarem, prepararemos uma operação lamentável que levará a uma declaração de luto público nos EUA.

ATAQUES CONTRA A JORDÂNIA

O Irã afirmou ter atacado infraestrutura pertencente à Amazon no Bahrein, onde a empresa de tecnologia americana opera um centro de dados regional. A Amazon não se pronunciou e ninguém  conseguiu verificar a informação do ataque ao Data Center da companhia. Sirenes soaram na Arábia Saudita devido à detecção de ataques iranianos contra o país. O Pentágono ainda não se pronunciou. Sirenes também soaram em Sirik, no Irã, na tarde de hoje (22), em meio a relatos de ataques aéreos. Foi possível observar fumaça subindo da região de Aqaba, na Jordânia, após o Irã lançar mísseis em direção ao país esta manhã Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), nenhum míssil interceptor do sistema Domo de Ferro foi lançado e nenhum destroço da interceptação realizada pela Jordânia caiu em território israelense. A mídia estatal jordaniana informou que seis mísseis iranianos foram interceptados neste incidente. A fumaça teria sido causada por destroços. Pouco tempo depois, as Forças Armadas da Jordânia declararam que quatro drones iranianos também foram interceptados no espaço aéreo jordaniano. Após os lançamentos, um voo da Arkia, que ia do Aeroporto Ben-Gurion para o Aeroporto Ramon, foi obrigado a atrasar o pouso e sobrevoar a área até que as autoridades pudessem verificar se não havia destroços na pista.

BULGÁRIA

A Bulgária negou que aviões-tanque americanos serão usados ​​em operações contra o Irã. O primeiro-ministro Rumen Radev afirmou que “está categoricamente fora de questão a realização de operações militares no Oriente Médio a partir de território búlgaro”. A Bulgária minimizou na quarta-feira o alerta do Irã  de que seu plano de receber aviões-tanque americanos constituiria cumplicidade em “agressão e crimes de guerra” no Oriente Médio, argumentando que as aeronaves serviriam apenas para fins logísticos.”Essas aeronaves de reabastecimento aéreo destinam-se exclusivamente a missões logísticas e serão reabastecidas fora do espaço aéreo búlgaro“, disse Radev aos ministros, segundo a mídia búlgara.

DESCONFIANÇA

“O Irã não está falando sério.”  A afirmação sobre as negociações e os EUA continuam abertos a conversas no Oriente Médio, afirma Marco Rubio, que  discursou em uma reunião de ministros das Relações Exteriores do Sudeste Asiático, em Manila, afirmando que, se o Irã não levar a diplomacia a sério, os EUA “farão o que for necessário” para proteger seus interesses. Um alto funcionário iraniano disse  que Teerã recebeu uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 10 dias, em um esforço para salvar o acordo de cessar-fogo provisório assinado pelos EUA e pelo Irã em junho, que substituiu um cessar-fogo anterior, de abril.

Rubio duvida do compromisso de Teerã com a diplomacia. O Ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão, que atua como mediador, e pediu a Islamabad que prosseguisse com seus esforços. Rubio afirmou que Washington estava “sempre comprometido com a diplomacia”, mas duvidou que Teerã estivesse igualmente comprometida com as negociações. “O problema que estamos enfrentando agora é que eles não estão levando as negociações a sério. Se eles estiverem falando sério, nós também estaremos. Se não estiverem, faremos o que for necessário para proteger nossos interesses e também os interesses de nossos aliados.” Ele enfatizou que não se poderia permitir que o Irã controlasse Ormuz,  argumentando que isso criaria um precedente perigoso para o mundo, incluindo os países do Sudeste Asiático, muitos dos quais têm disputas territoriais com a China no Mar da China Meridional. “Se criarmos um precedente no Oriente Médio em que um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e, caso o pagamento não seja efetuado, explodir os navios, teremos criado um precedente muito perigoso, que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região.”

Sem perspectivas de avanços diplomáticos, as forças armadas dos EUA bombardearam alvos em todo o Irã pela 11ª noite consecutiva. Moradores de Teerã relataram ter ouvido explosões na madrugada de quarta-feira, quando o Irã ativou suas defesas aéreas sobre a capital, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars. Também foram relatadas explosões nas cidades costeiras de Chabahar e Konarak, no sudeste do país, e duas explosões foram ouvidas em Bushehr, cidade que abriga a única usina nuclear do Irã.

MORTES AMERICANAS

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que 18 militares americanos foram mortos até o momento na guerra, incluindo quatro em ataques iranianos contra bases militares americanas na Jordânia e no Iraque nos últimos dias. Trump afirmou que os terroristas Houthis, financiados pelo Irã,  ainda não haviam fechado o Bab el-Mandeb, o estreito conhecido como “Portão das Lágrimas”, que dá acesso ao Mar Vermelho, e ameaçou tomar medidas contra eles caso o fizessem. “Até agora isso não aconteceu. Se algo assim acontecer, nós cuidaremos disso.” Ao longo da guerra, a Arábia Saudita conseguiu contornar parcialmente a interrupção do transporte marítimo enviando petróleo por oleoduto até Yanbu, no Mar Vermelho. No entanto, o fechamento total dessa rota alternativa pelos houthis poderia reduzir a oferta global de petróleo, já que deixaria a maior parte das exportações sauditas de petróleo bloqueada.

Trump renovou suas ameaças de atacar novamente as instalações nucleares iranianas em Natanz “muito em breve”, que ele afirmou em junho de 2025 terem sido “totalmente destruídas” após o bombardeio militar americano às instalações, localizadas em uma cordilheira, naquele mês. O Irã prometeu retaliar. Cinquenta civis foram mortos e 500 ficaram feridos nos recentes ataques dos EUA contra o Irã, disse um funcionário do   governo. O presidente americano  anunciou que buscará a aprovação do parlamento para estacionar até oito aeronaves-tanque americanas em uma base aérea no país balcânico, membro da OTAN e da União Europeia. Espera-se que o parlamento aprove a medida em uma sessão ainda nesta quarta-feira. Trump participará da cerimônia em que os corpos de quatro soldados americanos mortos na guerra com o Irã serão repatriados para os EUA. Os quatro soldados americanos mortos no Irã serão repatriados para a Base Aérea de Dover, em Delaware, para uma cerimônia que contará com a presença de líderes do governo dos Estados Unidos. A cerimônia, conhecida como “transferência digna” dos corpos, ocorre em meio à uma escalada de onze dias de ataques intensos.

 

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