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OS IRANIANOS LEMBRAM HOJE UM DOS MAIORES MASSACRES DA HUMANIDADE FEITO POR UM REGIME APOIADO PELO BRASIL

Enquanto autoridades americanas e iranianas  seguem tentando negociar novamente a paz, milhares de famílias em todo Irã estarão de luto esta semana, seis meses após seus entes queridos terem sido massacrados a sangue frio pelo mesmo regime que fala em Deus, mas é extremamente perverso quando se vê confrontado. Estima-se que entre 35 e 40 mil pessoas foram mortas pelas forças de segurança do regime sanguinário. Para lembrar, os protestos começaram em 28 de dezembro do ano passado, quando os lojistas de Teerã fecharam suas lojas e foram às ruas após meses de deterioração das condições econômicas. Os protestos se espalharam rapidamente por todo o país na primeira semana de janeiro. Este é um dos piores massacres da humanidade contra pessoas desarmadas que estavam protestando contra preços altos, inflação descontrolada, falta de liberdade, principalmente contra as mulheres, obrigadas a leis dos Aitolás Sanguinários, onde nem o cabelo elas podem mostrar em público. Para os brasileiros, a vergonha de saber que o nosso governo apoia uma atrocidade como estas,  calando a boca, fechando os olhos e virando o rosto para outro lado,  para fingir que isso não existe.  Que não sabe e que não viu.

Inicialmente, o regime teve dificuldades para dispersar as multidões antes de recorrer a métodos violentos, por ordem do próprio ex-líder supremo morto no dia 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra contra Estados Unidos e Israel. Hoje (9) ele será finalmente sepultado, depois de uma semana de cerimônias fúnebres.  Com a intensificação dos protestos, o Príncipe Herdeiro exilado Reza Pahlavi convocou os iranianos a saírem às ruas, o que aconteceu aos milhões. Por isso, a  República Islâmica voltou suas armas contra o próprio povo, nos dias 8 e 9 de janeiro. Apesar de admitir cerca de 3.000 mortes, evidências do Irã e de organizações de direitos humanos estimam que o número real de mortos esteja mais próximo de 35 a 40 mil, incluindo crianças, idosos, jovens e milhares de mulheres.  Muitos  nem sequer participavam dos protestos, mas apenas passavam por eles. Os corpos ficaram insepulcros durante dias, espalhados pelas ruas.

Para efeito de comparação, os protestos de Mahsa Amini resultaram em 551 mortes, segundo organizações de direitos humanos. As autoridades do regime impuseram um bloqueio de internet que isolou os manifestantes do mundo exterior e dificultou a localização de parentes desaparecidos pelas famílias. Desde então, grupos de direitos humanos e relatos da mídia descreveram a repressão como uma campanha coordenada que envolveu disparos com munição real, atiradores de elite, prisões em massa, pressão sobre a equipe médica e ataques a manifestantes feridos em hospitais. Segundo relatos citados por organizações de direitos humanos e pela mídia internacional, as forças de segurança iranianas receberam ordens para usar força letal contra os manifestantes, enquanto as famílias dos mortos posteriormente enfrentaram intimidação, restrições a funerais e enterros, e pressão para aceitar as versões oficiais que retratavam seus entes queridos como “manifestantes violentos”.

A agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA) informou que mais de 24.000 pessoas haviam sido detidas até 18 de janeiro, enquanto Hengaw e outros grupos de direitos humanos, argumentaram que os assassinatos deveriam ser investigados como possíveis crimes contra a humanidade.

Ontem e hoje (9) marcam seis meses desde aqueles dias. Muitos dos que foram às ruas exigindo liberdades básicas e prosperidade econômica nunca voltaram para casa.   Para muitas famílias, o assassinato foi apenas o começo do sofrimento. Diversas famílias afirmaram que nunca receberam um relato claro do que aconteceu com seus entes queridos. Não receberam respostas adequadas, apenas corpos. Em alguns casos, as famílias disseram que foram informadas por funcionários do regime de que Israel havia matado seus parentes. Outros disseram que foram obrigados a vasculhar sacos para cadáveres para encontrá-los.

Alguns disseram que as balas permaneceram alojadas nas cabeças das vítimas quando seus corpos foram encontrados. Para o regime, os mortos não deveriam ser reconhecidos como mártires, mas sim rotulados como “rebeldes”. Essa palavra se tornou mais uma ferida para as famílias. Para elas, seus entes queridos não eram revoltosos. Eram iranianos que tinham ido

O Aitolá Mojtaba Khamenei, filho de sanguinário, segue os passos do pai

às ruas para exigir liberdades básicas. Ao receberem os corpos, as famílias esconderam a verdade sobre o motivo dos assassinatos.

Seis meses depois, as famílias dizem que seu sofrimento foi agravado pelo silêncio, pela intimidação e pela recusa das autoridades em dizer a verdade. Muitos não puderam vivenciar o luto livremente, enquanto alguns enfrentaram pressão em relação aos funerais, ao reconhecimento público e até mesmo às palavras usadas para descrever os mortos. Significa saber quem deu as ordens, quem disparou os tiros, quem escondeu os corpos, quem ameaçou as famílias e quem tentou reescrever os mortos como criminosos.

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