PERDIDO NAS AÇÕES PARA CONTROLAR E IMPEDIR GREVE DOS CAMINHONEIROS, GOVERNO APELA PARA A REPRESSÃO CONTRA ELES
O Lula teve boa intenção, repetiu a solução do governo Bolsonaro para impedir que a greve dos caminhoneiros fosse à frente, mas não se limitou a fazer o copia e cola. E isso foi fundamental para que agora está correndo igual barata tonta sob ataque de inseticida. Depois de retirar os impostos PIS e Cofins do preço do diesel, o governo Bolsonaro mandou para o congresso uma alternativa para que os governos estaduais baixassem o ICMS do produto. Conseguiu. O resultado foi que tanto governo federal quanto estaduais virão aumentar a arrecadação porque os preços baixaram e os consumidores gastaram mais. O “copia e cola” de Lula faltou a harmonização com o Congresso.
Ontem, os governadores, através do Comfaz, se recusaram a apoiar a medida de Lula, porque consideraram, também, eleitoreira. Resultado final, os caminhoneiros estão prometendo parar o país, com consequências muito danosas para economia. Estradas esburacadas, pneus, nas grimpas, pedágios caríssimos, sanha de multas contra os motoristas e agora o preço dos combustíveis descontrolado? Fórmula certa para reclamações e protestos.
Lula contava com a Petrobrás, mas a presidente Magda Chambriard, se mostrou tecnicamente independente e seguiu o roteiro da companhia, aumentando os preços, ignorando que o lucro líquida da empresa foi superior a R$ 100 bilhões em 2025. Errada? Zero.
A quarta-feira (18) amanheceu e com ela um corre-corre no Palácio do Planalto com a possibilidade de uma greve de caminhoneiros ocorrer nesta semana. A greve é o vírus letal que vai contaminar o ambiente político-eleitoral, que já anda na UTI respirando por aparelhos por causa das fraudes, envolvimentos de membros do governo e do STF, aliado de Lula. A sensação de medo pode se sentir no ar dos corredores do palácio. E não estão com medo do “amanhã,” não.
O medo é para hoje, para qualquer momento, a medida que as notícias vão acontecendo durante o dia. Consciente de que está perdendo a guerra, Lula parte para a repressão e determinou que se aumente as fiscalizações para que o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete para caminhoneiros e para responsabilizar os infratores, o que parece outro erro. Ele quer punir os caminhoneiros e as empresas de transporte que estão repassando os aumentos nas bombas. A tabela é de uma lei que estabelece parâmetros mínimos para o pagamento de frete a caminhoneiros, baseados no número de eixos do caminhão, no peso da carga e na distância percorrida.
A categoria está imprensada ainda mais em um contexto de aumento do preço de combustíveis. Isto porque o preço do diesel segue em forte alta no Brasil e já ultrapassa os R$ 7. O Levantamento da TruckPag, startup de meios de pagamentos, com base em dados reais de transações, mostra a velocidade da escalada e revela distorções regionais relevantes em um curto intervalo de tempo. Veja os principais destaques deste levantamento:
Alta acelerada em poucos dias
O preço médio do Diesel S10 no país subiu de R$ 5,74 em 28 de fevereiro para R$ 7,07 em 16 de março, uma variação de +R$ 1,33/l, equivalente a +23,10% no período.
Picos expressivos em estados do Nordeste
A Paraíba registrou o maior pico de alta, com +R$ 1,64/l no período. Já a Bahia teve uma das maiores variações proporcionais, com aumento de +R$ 1,57/l (+27,26%).
Pressão em polos logísticos relevantes
Estados estratégicos para o transporte de cargas também registram altas significativas:
São Paulo: +R$ 1,34/l (+23,45%)
Goiás: +R$ 1,44/l (+24,66%)
Paraná: +R$ 1,54/l (+27,09%)
AVANÇO GENERALIZADO
Todas as regiões monitoradas apresentam aumento relevante, com destaque também para Tocantins (+26,16%), Santa Catarina (+26,81%) e Maranhão (+24,20%), indicando um movimento disseminado de alta. Os dados são baseados em transações realizadas em mais de 4.700 postos credenciados, sendo 94% em rodovias (onde os caminhões abastecem). O modelo permite acompanhar a variação do preço ao longo do próprio dia, oferecendo uma leitura mais próxima da realidade operacional das transportadoras. O monitoramento evidencia uma lacuna em relação aos indicadores públicos, que não capturam com a mesma velocidade as oscilações do mercado, especialmente em momentos de alta abrupta. Com a escalada do diesel, cresce a pressão sobre o custo do transporte e sobre negociações com embarcadores, com potencial efeito cascata sobre preços ao consumidor final. A startup compartilha essas informações com uma comunidade de mais de 1.300 transportadores, que acompanham diariamente a evolução dos preços como forma de apoiar decisões operacionais e comerciais em um dos momentos mais sensíveis para o setor.
Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, disse que “Para quem vive do transporte, qualquer instabilidade no diesel preocupa. O combustível é um dos
principais custos da operação e qualquer aumento pressiona o valor do frete. Mesmo com a queda recente do petróleo, o preço ainda segue sensível. Quando isso acontece, o impacto não fica só nas transportadoras, ele pode chegar ao preço final de produtos que dependem do transporte rodoviário em todo o país. Em momentos de volatilidade como este, a gestão de combustível deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a ser estratégica para as transportadoras. Mapear consumo, identificar desperdícios e acompanhar o preço real pago nos abastecimentos e não apenas o valor de tabela passa a fazer diferença direta na sustentabilidade financeira das operações. Regiões mais distantes das refinarias e mais dependentes de diesel importado tendem a sentir primeiro esses efeitos. A queda recente do Brent abre uma janela importante para recomposição de estoques, mas o mercado ainda precisa acompanhar com atenção as próximas semanas”.

publicada em 18 de março de 2026 às 12:00 








