PETROBRÁS ANUNCIA ALTA NOS PREÇOS DO QAV E DO GÁS NATURAL A PARTIR DE MAIO
A Petrobras elevou novamente o preço do querosene de aviação (QAV), com reajuste de 18% a partir desta quinta-feira (1º) para as distribuidoras. O aumento ocorre em meio à alta das cotações internacionais do petróleo e do dólar, fatores que influenciam diretamente a formação de preços do combustível.
Este é o terceiro reajuste consecutivo. Em março, a alta foi de 9,4%, enquanto em abril o aumento chegou a 54,8%. Os preços do QAV são atualizados mensalmente, com base nas variações do mercado internacional. Nesta sexta-feira, os contratos do petróleo Brent para entrega em julho eram negociados na faixa de US$ 108 por barril, após terem superado os US$ 110 no dia anterior — maior nível em cerca de quatro anos.
A companhia informou que, assim como no mês anterior, oferecerá aos clientes a possibilidade de parcelar parte do reajuste em até seis vezes, com início de pagamento previsto para julho. “A medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, disse a Petrobras.
Diante do cenário, o governo federal anunciou, no mês passado, medidas de apoio ao setor aéreo por meio de uma medida provisória. Entre elas, duas linhas de crédito: uma com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, de até R$ 2,5 bilhões por empresa, voltada à reestruturação financeira, com operações via BNDES ou instituições habilitadas; e outra destinada a capital de giro, com R$ 1 bilhão disponível e condições a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Também foi anunciada a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível de aviação, medida que representa uma economia estimada de R$ 0,07 por litro.
REAJUSTE DO GÁS NATURAL
A Petrobrás também informou que reajustou, a partir de 1º de maio, os preços de venda da molécula de gás natural para as distribuidoras, com aumento médio de cerca de 19,2% em relação ao trimestre anterior.
Os contratos firmados com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço vinculada à molécula do gás. Tradicionalmente, esses ajustes acompanham, para cima ou para baixo, as variações do petróleo Brent e da taxa de câmbio entre real e dólar. Desde o início deste ano, também passou a ser considerada a oscilação do Henry Hub, principal referência de preços de gás natural nos Estados Unidos.
Segundo a companhia, no período de referência utilizado para o novo reajuste, o preço do Brent avançou cerca de 24,3%. No mesmo intervalo, o Henry Hub recuou aproximadamente 14,1%, enquanto o câmbio registrou apreciação de 2,5%, o que significa redução na quantidade de reais necessária para a compra de um dólar.
A Petrobras acrescentou que os contratos de venda de gás natural com as distribuidoras já incluem um mecanismo comercial baseado na média trimestral de variação desses indicadores, com o objetivo de reduzir os efeitos de oscilações de curto prazo.

publicada em 1 de maio de 2026 às 13:00 




