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PETROBRÁS AVANÇA COM INVESTIMENTOS EM EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO, MAS PROMETE DISCIPLINA COM GASTOS MESMO COM VALORIZAÇÃO DO BARRIL

P-79_Estaleiro_Coreia-do-Sul

A Petrobrás avançou com seus investimentos em Exploração e Produção (E&P) no primeiro trimestre do ano. Ao todo, a companhia aplicou US$ 4,5 bilhões durante o período, valor que representa um aumento de 27,4% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O crescimento foi impulsionado por maiores investimentos em projetos do pré-sal da Bacia de Santos, especialmente nos novos sistemas de produção dos campos de Búzios e de Sépia, devido ao avanço nas obras de construção das unidades, bem como nos projetos da Bacia de Campos, com o ramp-up da revitalização de Marlim.

Em seu material de apresentação dos dados financeiros do trimestre, a Petrobrás destacou que o aumento nos investimentos foi impulsionado por todas as frentes operacionais, com destaque para as atividades submarinas, que saltaram de US$ 700 milhões para US$ 1,23 bilhão; e a construção de plataformas, que recebeu um aporte de US$ 1,10 bilhão no trimestre.

Em termos de avanço físico, a companhia intensificou suas operações marítimas no primeiro trimestre, com a perfuração de 10 poços e a conclusão de outros 12. No segmento submarino, foram realizadas 14 interligações, sendo três delas localizadas no campo de Búzios, além do avanço nos trabalhos de ancoragem da plataforma P-79. O investimento direto na perfuração de poços somou US$ 1,11 bilhão no período.

Para o biênio 2026-2027, o foco da estatal está voltado para o campo de Búzios e para a ampliação da capacidade produtiva. Após a entrada em operação das unidades P-78 e P-79 (com capacidade de 180 milhões de barris por dia cada), a Petrobrás prioriza a construção dos FPSOs P-80, P-82 e P-83, projetados para adicionar 225 milhões de barris por dia. O cronograma de entregas prevê ainda campanhas robustas de interligação de poços nos projetos Búzios 6, 7 e 8, além de Mero 4, ao longo de 2026, seguidas pelos módulos de Búzios 8, 9, 10 e 11 em 2027.

Apesar dos investimentos recentes e do lucro de R$ 32 bilhões no primeiro trimestre, a Petrobrás reafirmou que quer manter a disciplina com os gastos. A empresa disse que a recente volatilidade e o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional não alterarão a estratégia de gestão. A petroleira afirmou que mantém o compromisso com a disciplina de capital e com a responsabilidade na execução dos investimentos previstos, assegurando que as decisões financeiras permaneçam desvinculadas de oscilações conjunturais de preços.

O foco operacional da estatal continua centrado na expansão da produção, sustentado pelo aumento da eficiência e pela gestão estratégica de ativos. Segundo a Petrobrás, a governança corporativa permanece como um pilar fundamental para a geração de valor, servindo como base para os planos de crescimento e para a manutenção da sustentabilidade financeira do negócio diante dos desafios do setor de energia.

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