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PETROBRÁS BUSCA FORNECEDORES PARA DESENVOLVER SISTEMA DE BATERIAS PARA INTEGRAR A USINAS TERMELÉTRICAS

A Petrobrás está com um desafio de inovação aberta voltado ao desenvolvimento de conhecimentos e metodologias para a integração segura, confiável e eficiente de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) a usinas termelétricas (UTEs). O projeto terá duração prevista de 60 meses e deverá alcançar níveis de maturidade tecnológica (TRL) e comercial (CRL) entre 7 e 9. A iniciativa prevê a implantação de uma unidade piloto integrada a uma termelétrica da companhia, que será utilizada para validar, em campo, diferentes aplicações e arquiteturas de integração dos sistemas de armazenamento. A estrutura deverá combinar um sistema de baterias, uma plataforma de simulação de sistemas elétricos em tempo real com tecnologia Hardware-in-the-Loop (HIL) e um sistema de replicação de cargas elétricas.

Segundo a Petrobrás, embora os sistemas BESS já apresentem elevado grau de maturidade comercial, ainda existem lacunas relacionadas à sua aplicação integrada a unidades termelétricas. Entre os pontos que serão estudados estão engenharia, operação, monitoramento, desempenho eletroenergético e interação com os sistemas elétricos industriais.

O projeto também deverá desenvolver bases e diretrizes para o projeto de BESS, metodologias para seleção da tecnologia de armazenamento mais adequada a cada aplicação e critérios para dimensionamento dos sistemas. Os estudos deverão considerar diferentes modos de operação, incluindo a integração com turbinas a gás, prestação de serviços ancilares, atendimento ao consumo interno da instalação, suporte à partida de grandes motores elétricos, controle de potência reativa e estratégias de despacho capazes de contribuir para a redução do consumo de combustível e das emissões.

ESTUDOS VÃO ABRANGER MANUTENÇÃO E EXPANSÃO

A Petrobrás pretende ainda desenvolver metodologias de manutenção preditiva para os sistemas de armazenamento. A proposta inclui o levantamento dos principais modos de falha, definição de métodos de monitoramento por condição e elaboração de filosofias de manutenção destinadas a aumentar a confiabilidade e reduzir riscos de acidentes e períodos de indisponibilidade.

Outro estudo será dedicado à possibilidade de ampliação da capacidade instalada. A análise deverá avaliar a viabilidade técnica e econômica de aumentar o sistema de armazenamento, com simulações do comportamento da planta antes e depois da expansão. Também será estudada a capacidade da rede elétrica para receber uma eventual ampliação.

O escopo inclui ainda uma metodologia para seleção das tecnologias de baterias mais adequadas de acordo com cada aplicação. Pelo menos duas tecnologias de baterias eletroquímicas deverão ser consideradas para testes comparativos na unidade piloto, permitindo confrontar os modelos computacionais com resultados obtidos em campo.

O segmento de BESS vive um ano especial no Brasil, com a realização dos dois primeiros leilões voltados à contratação de sistemas de armazenamento de energia com baterias de alta potência no país. Os certames estão marcados para os dias 2 e 4 de dezembro.

A Petrobrás já indicou que deverá participar do certame. Em agosto, o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da companhia, William Nozaki, afirmou que a Petrobrás cadastrou projetos para o leilão tanto por meio da Lightsource BP (joint venture com a BP na qual detém 49,99% de participação) quanto de forma independente, para instalação em refinarias e usinas termelétricas. Os projetos próprios têm como objetivo elevar a confiabilidade das unidades.

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