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PETROBRÁS ESTUDA EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA HISEP, QUE PODE AUMENTAR A PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL EM PLATAFORMAS

A Petrobrás está avançando na construção de uma tecnologia que promete ser revolucionária na indústria de petróleo offshore. Como já é conhecido no mercado, a petroleira desenvolve o chamado HISEP. A solução propõe realizar a separação de óleo e gás no fundo do mar, com a reinjeção do gás rico em CO₂ no reservatório. Enquanto avança na construção da fase 1 da tecnologia, a empresa estuda internamente uma evolução do HISEP, que poderia viabilizar uma maior produção de gás natural offshore.

À reportagem do Petronotícias, o gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobrás, Wagner Victer, afirmou que estão em andamento estudos para uma possível fase 2 do HISEP 2. “Na configuração atual, o HISEP realiza a separação de petróleo e gás no fundo do mar. A proposta para a segunda fase é avançar nesse processo, permitindo também a separação do CO₂ do gás, com a perspectiva de aproveitar esse gás natural, ao invés de reinjetá-lo”, detalhou.

HISEP

O executivo frisou que a Petrobrás ainda não bateu o martelo sobre a fase 2 do HISEP e que a fase de estudos ainda foi concluída. A companhia também avalia em qual campo poderia  aplicar a fase 2 da solução. “No entanto, a evolução da tecnologia aponta para a separação do CO₂ do gás, possivelmente por meio de sistemas de membranas, permitindo que o gás tratado seja reaproveitado”, acrescentou.

Para lembrar, o HISEP foi desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES), na Ilha do Fundão (RJ). O principal ganho proporcionado pela solução é o potencial ganho de produção, uma vez que ela desafoga a planta de processamento de gás do topside da plataforma, ao mesmo tempo em que reduz a intensidade de emissões de gases de efeito estufa.

FPSO Marechal Duque de Caxias

A unidade piloto de separação submarina HISEP será interligada ao FPSO Marechal Duque de Caxias, pertencente ao projeto Mero 3, na área do pré-sal da Bacia de Santos. A fase 1 do projeto está sendo desenvolvida em parceria com a TechnipFMC que, em 2024, recebeu um contrato superior a US$ 1 bilhão para engenharia, aquisição, construção, instalação e realização de testes para desenvolvimento do HISEP.

O projeto tem avançado de forma consistente e representa um diferencial relevante para a produção em campos com elevada concentração de CO₂ associado, consolidando-se como mais uma aplicação da tecnologia desenvolvida pela Petrobrás”, afirmou Victer.

Centro de Pesquisas da Petrobrás – CENPES

Os testes da tecnologia em Mero 3 devem começar em 2028. “Trata-se de um projeto considerado bem-sucedido e que posiciona a Petrobrás em um patamar de liderança tecnológica em nível global. Em relação à fase 2, ainda está em definição o local de aplicação, embora haja potencial para implementação em outras áreas além do campo de Mero”, disse o gerente.

O FPSO de Mero 3 é a quarta unidade instalada no campo de Mero, com capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás por dia. O HISEP integra o portfólio de PD&I da Petrobrás e conta com o apoio dos parceiros no Consórcio Libra.

O campo unitizado de Mero é o terceiro maior do pré-sal e está localizado no bloco de Libra, operado pela Petrobrás (38,6%) em parceria com Shell (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNODC (9,65%), CNOOC (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), com 3,5%, responsável pela gestão do contrato de partilha de produção e pela representação da União na área não contratada.

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