PETROBRÁS LUCROU R$ 32,7 BILHÕES NO TERCEIRO TRIMESTRE E APROVOU PAGAMENTO DE R$ 12,6 BILHÕES EM DIVIDENDOS
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões (US$ 6 bilhões) no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 2,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior e de 23% em relação ao segundo trimestre deste ano. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 53,7 bilhões (US$ 9,9 bilhões), sustentado por um EBITDA ajustado de R$ 63,9 bilhões (US$ 11,7 bilhões).
Os investimentos realizados pela companhia no período somaram R$ 30 bilhões (US$ 5,5 bilhões), um avanço de 23,7% frente ao terceiro trimestre de 2024. No acumulado de janeiro a setembro, os aportes totalizaram R$ 78,8 bilhões (US$ 14 bilhões). A maior parte foi destinada ao segmento de Exploração e Produção, com foco no desenvolvimento de projetos do pré-sal, especialmente na construção de novos FPSOs para os campos de Búzios, Atapu e Sépia.
A empresa repassou à sociedade R$ 68 bilhões no trimestre, por meio do pagamento de tributos à União, estados e municípios. No acumulado dos nove primeiros meses de 2025, o montante chega a quase R$ 200 bilhões. Para o mesmo período, foram aprovados R$ 12,16 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
A dívida líquida da Petrobras somou US$ 59,1 bilhões no terceiro trimestre, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior. No período, a estatal realizou captações que foram incorporadas à dívida, fortalecendo sua posição de caixa.
DIVIDENDOS
O Conselho de Administração aprovou o pagamento de dividendos intercalares no valor total de R$ 12,16 bilhões, correspondentes a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial, com base no balanço de 30 de setembro de 2025. O valor será pago em duas parcelas: a primeira, de R$ 0,47160378 por ação, em 20 de fevereiro de 2026, e a segunda, de R$ 0,47160377 por ação, em 20 de março de 2026.
De acordo com a Política de Remuneração aos Acionistas, a Petrobras deve distribuir 45% do fluxo de caixa livre sempre que a dívida bruta se mantiver em nível igual ou inferior ao limite máximo definido no plano de negócios vigente (atualmente US$ 75 bilhões), respeitadas as demais condições previstas. Segundo a companhia, essa distribuição não compromete sua sustentabilidade financeira.

publicada em 6 de novembro de 2025 às 21:00 




