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PETROBRÁS QUER AMPLIAR PRODUÇÃO DE DIESEL EM 500 MIL BARRIS POR DIA PARA GARANTIR AUTOSSUFICIÊNCIA E VIRAR EXPORTADORA

O já anunciado plano da Petrobrás para aumentar a sua produção de diesel para abastecer plenamente a demanda brasileira ganha novos detalhes. O diretor de processos industriais e produtos da companhia, William França, revelou hoje (12) que o próximo plano de negócios da petroleira deve trazer a meta de ampliar a produção do combustível em até 500 mil barris por dia até 2031. Com esse novo patamar, existe a possibilidade de o Brasil se tornar exportador do produto. 

O executivo lembrou que, no ano passado, a Petrobrás já ampliou sua produção de diesel S10 em 70 mil barris diários, graças à nova unidade de hidrotratamento (HDT) da Replan (que contribui com 60 mil barris) e ao revamp realizado na Revap (SP), no Vale do Paraíba. Já em 2026, a Petrobrás também iniciou a operação da ampliação do Trem 1 da RNEST. Em dezembro, a planta operava com 85 mil barris por dia; hoje, já está no patamar de 140 mil barris por dia.

O atual plano estratégico prevê um incremento de 330 mil barris de diesel até 2030. Contudo, o próximo planejamento deve trazer uma ampliação desse número. Já estamos estudando antecipar e ampliar essa meta para o período 2027-2031, visando atingir uma produção de 500 mil barris. Nesse patamar, alcançaremos a autossuficiência com real possibilidade de exportação. Este é o nosso desafio e a meta na qual estamos trabalhando”, disse França durante teleconferência com investidores.

O diretor afirmou ainda que a crise no Oriente Médio e o aumento no preço do barril aconteceram em um momento relativamente favorável à Petrobrás, já que a empresa terá poucas paradas programadas de grande porte em suas refinarias. Isso permitiu elevar o FUT (Fator de Utilização) do parque de refino para acima de 100%. A Petrobrás encerrou o primeiro trimestre com uma utilização de 95% de suas plantas. Atualmente, a empresa opera em patamares de 100% a 103% de sua capacidade total de processamento.

Teremos apenas duas intervenções relevantes: uma no final do primeiro semestre, envolvendo duas unidades de hidrotratamento da RPBC (Cubatão), e outra na Repar (Paraná), prevista para o final do ano. Essas paradas ocorrerão fora do pico da sazonalidade do diesel. Essa disponibilidade das plantas nos permitiu produzir mais de 100 mil barris adicionais. Esse desempenho nos possibilita, no momento, mitigar ou até eliminar a necessidade imediata de importação”, detalhou.

IMPORTAÇÃO DE DIESEL NO SEGUNDO SEMESTRE 

A diretora de Logística, Comercialização e Mercado da Petrobrás, Angélica Laureano, que também participou da teleconferência, destacou que, no momento, não estamos no período de sazonalidade mais intensa do diesel. Por isso, a Petrobrás tem produzido o volume estritamente necessário para cumprir seus compromissos. Contudo, a partir de junho, a empresa deverá começar a importar o combustível.

Prevemos que a importação de diesel será necessária no segundo semestre. É provável que isso ocorra já em junho, mas, para a segunda metade do ano, não há dúvidas quanto à necessidade de importar, devido ao aumento da demanda com a sazonalidade da safra. Reforço, porém, que não existe escassez de diesel no mercado global; se a importação for necessária, o faremos sem qualquer dificuldade”, explicou.

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