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PETROLEIROS DO RIO MANTIVERAM A GREVE MAS FORAM OBRIGADOS PELA JUSTIÇA A MANTER EFETIVO DE 80% NAS UNIDADES DA PETROBRÁS

Sérgio Borges – do Sindicato dos Petroleiros-RJ o único em greve

Como o Petronoticias informou, dos 14 sindicatos ligados a Federação Única dos Petroleiros (FUP) apenas o sindicato do Rio de Janeiro, o maior deles, decidiu manter a greve nas instalações da Petrobrás. Mas, mesmo assim, depois da decisão da justiça, o sindicato terá que fazer algumas concessões que tirarão a força do movimento. A Petrobrás conseguiu que a justiça do trabalho exigisse que pelo menos 80% do efeito em cada unidade seja garantido. Caso contrário a multa será de R$ 200 mil diários de multa pelo   descumprimento da decisão.   O sindicato terá que abster-se de impedir o livre acesso de trabalhadores, pessoas, bens e equipamentos às unidades operacionais. Outra determinação da justiça é que o sindicato se abstenham de impedir ou dificultar o acesso a estabelecimentos utilizados pela Suscitante para o embarque e desembarque de empregados e equipamentos, tais como aeroportos e portos, bem como a estabelecimentos utilizados para recebimento de insumos ou escoamento da produção, sob pena de incidência da multa também de R$ 200 mil por dia, fixada nesta decisão. Foi marcada para o dia 6 de janeiro, às13h30 uma nova sessão especializada em dissídios coletivos.

Para lembrar, a Federação Nacional dos Petroleiros(FUP) informou ter chegado a um acordo para terminar a greve depois da aprovação do  Acordo Coletivo de

Complexo de Energia Boaventura

Trabalho (ACT). Mas, dos 14 sindicatos filiados junto a federação, um deles, o do Rio de Janeiro, não aceitou as propostas da Petrobrás e manteve a greve. A FUP informou que a Petrobrás cedeu  em três eixos das reivindicações. No eixo previdenciário, foi formalizada carta-compromisso para a construção da solução definitiva dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs), com acompanhamento do processo na mediação com o Tribunal de Contas da União (TCU);  No eixo econômico e social, a ampliação de direitos e benefícios com impacto para trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas e prestadores de serviço, incluindo abono, reajustes nos vales alimentação e refeição, criação de auxílio alimentação mensal, redução de custos com transporte e deslocamento, avanços nas condições de trabalho, saúde e segurança, manutenção e ajustes na AMS, anistias, correção de distorções regionais e compromissos com diversidade, proteção social e fiscalização de contratos. No eixo político-estratégico, foi garantida a instalação de um fórum permanente para debater a Pauta pelo Brasil Soberano, com temas como transição energética justa, fortalecimento do Sistema Petrobrás e futuro das subsidiárias.

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