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PORTO SUDESTE AMPLIA INFRAESTRUTURA E PODERÁ REALIZAR 144 OPERAÇÕES COM GRANÉIS LÍQUIDOS POR ANO

O Porto Sudeste, terminal portuário privado localizado em Itaguaí (RJ), está ampliando sua infraestrutura para acompanhar o crescimento da movimentação de petróleo e derivados no Brasil. Com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027, o projeto permitirá a realização de até 144 operações com granéis líquidos por ano.

Atualmente, as operações envolvendo granéis sólidos e líquidos utilizam a mesma infraestrutura portuária. A entrada em funcionamento dos novos dolfins — estruturas marítimas destinadas à atracação e amarração de embarcações — permitirá a criação de uma área exclusiva para petróleo e derivados, aumentando a previsibilidade na programação dos navios.

A expansão ocorre em meio ao avanço da produção brasileira de petróleo, especialmente nas áreas do pré-sal. Com a entrada de novos volumes no mercado, cresce também a demanda por infraestrutura portuária, embarcações e alternativas de transbordo capazes de dar maior eficiência ao escoamento da produção.

“Esse avanço aumenta a demanda por estruturas capazes de dar maior eficiência ao escoamento e atender ao aumento dos fluxos de carga. A ampliação da capacidade do Porto Sudeste contribuirá para reduzir restrições logísticas e oferecer maior flexibilidade às empresas que atuam na produção, no transporte marítimo e na comercialização de petróleo e derivados”, afirma Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste.

Instalado em águas abrigadas da Baía de Sepetiba, região caracterizada pela baixa variação de maré, o terminal possui condições favoráveis para operações de transbordo atracado, conhecidas como Double Banking. A localização próxima à Bacia de Santos, principal área produtora do pré-sal brasileiro, também coloca o Porto Sudeste como uma alternativa para o escoamento da produção offshore.

A expansão contribui ainda para fortalecer a posição de Itaguaí como polo portuário e logístico. O movimento ocorre paralelamente a mudanças no ambiente regulatório do setor. A Resolução nº 1.007/2026 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atualizou as regras para a distribuição de royalties relacionados às operações de embarque e desembarque de petróleo e gás, acrescentando novos elementos ao debate sobre a repartição das receitas geradas por essas atividades e seus impactos sobre os municípios.

Para Itaguaí, o aumento da capacidade portuária pode favorecer a expansão de empresas ligadas ao setor, com oportunidades para fornecedores, prestadores de serviços e operadores logísticos. A ampliação da infraestrutura também pode contribuir para atrair novos negócios e movimentar a economia local.

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