POSSIBILIDADE DE UM ACORDO NAS PRÓXIMAS 48 HORAS ENTRE ESTADOS UNIDOS E IRÃ FAZ PETRÓLEO DESABAR PARA US$ 89,90 O BARRIL
A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra Irã pode acabar? O mercado está acreditando que um acordo está perto de ser assinado nas próximas 48 horas. Apenas esta informação fez o preço do barril do petróleo Brent desabar para US$ 89,90 esta manhã. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que suspenderia brevemente a operação de escolta de navios pelo Estreito de Ormuz, citando “grandes progressos” rumo a um acordo abrangente com o Irã. Os principais pontos incluem o levantamento, por ambos os países, dos respectivos bloqueios ao Estreito de Ormuz em troca da remoção das sanções americanas e do compromisso do Irã com uma moratória de 15 anos sobre o enriquecimento de urânio.
Os Estados Unidos e o Irã estão perto de finalizar um memorando para terminar o conflito entre os três países. A origem desta informação veio de uma fonte paquistanesa, envolvida na negociação de paz que o Paquistão está intermediando há pelo menos um mês, e também de uma fonte da Secretaria de Estado dos Estados Unidos “Vamos concluir isso muito em breve. Estamos chegando perto“, disse a fonte, acrescentando que o Ministro das Relações Exteriores do Paquistão está trabalhando para garantir que o acordo leve a um “fim permanente” do conflito.
Os EUA esperam uma resposta iraniana em até 48 horas sobre os pontos principais de um memorando de entendimento de uma página com 14 itens. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse à CNBC na quarta-feira que a proposta estava sendo “avaliada”. O documento de uma página exigiria, segundo informações, o fim das hostilidades e o início de um período de negociação de 30 dias. Entre os pontos principais, está o levantamento dos respectivos bloqueios ao Estreito de Ormuz por ambos os países. O levantamento dos bloqueios ocorreria em troca da remoção das sanções americanas e do compromisso iraniano com uma moratória de 15 anos no enriquecimento de urânio. O Bloqueio Naval americano fará um mês no próximo domingo, com um prejuízo bilionário ( em dólares) para os iranianos que não conseguem nem enviar e nem receber qualquer mercadoria pelos seus portos. São US$ 450 milhões por dia.
O Irã também concordaria em transferir seu estoque de urânio altamente enriquecido para fora de suas fronteiras,
potencialmente para os EUA. O documento representa o mais próximo que os dois países chegaram de um acordo desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, ressaltando que nenhum acordo foi finalizado ainda. O acordo final está condicionado a negociações futuras. O relatório também observou que vários termos-chave do potencial acordo permanecem condicionados a um futuro acordo final abrangente. As negociações sobre o assunto entre autoridades americanas e iranianas estão sendo conduzidas tanto direta quanto indiretamente, com Steve Whitkoff e Jared Kushner representando a equipe americana. Novas negociações podem ocorrer em Islamabad, no Paquistão, que faz fronteira com o sul do Irã, ou em Genebra, na Suíça. O secretário de Estado americano, Marco Rubio (foto à direita), afirmou que as negociações com o Irã são “altamente complexas e técnicas”. “Precisamos de uma solução diplomática muito clara sobre os temas que eles estão dispostos a negociar e a extensão das concessões que estão dispostos a fazer de antemão para que valha a pena. Alguns dos principais líderes do Irã são ‘insanos'”.
ATAQUES EM ORMUZ
Ontem, antes de ser anunciado como estava o andamento das negociações, um navio francês foi atacado no Estreito de Ormuz, deixando vários tripulantes feridos. Os tripulantes feridos foram evacuados e estão recebendo atendimento médico, informou a empresa. O grupo francês de navegação CMA CGM informou hoje (6) que um de seus navios, “O navio San Antonio, foi alvo de um ataque enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz, resultando em ferimentos entre os tripulantes e danos à embarcação.” O incidente, que segundo a CMA CGM é a mais recente interrupção na crucial rota de navegação durante o conflito no Oriente Médio. A guerra bloqueou centenas de embarcações e praticamente
paralisou cerca de 25% do comércio global de petróleo.
A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, disse a jornalistas nesta quarta-feira que a França “não era de forma alguma o alvo do ataque”. A empresa se recusou a comentar mais sobre o incidente, embora tenha relatado no mês passado que uma de suas embarcações foi alvo de tiros de advertência no estreito, embora nenhum tripulante tenha ficado ferido. A empresa francesa é a terceira maior transportadora de contêineres do mundo e informou que 14 de seus navios ficaram retidos no Golfo Pérsico no início da guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã. Um desses navios, o CMA CGM Kribi, saiu do Estreito de Ormuz no início de abril. O destino do San Antonio, de bandeira maltesa, consta como Mundra, na Índia, segundo dados de navegação.
ATAQUE AO CURDISTÃO
O incidente ocorre depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ter atacado o campo de Surdash, uma área curda iraniana na região de Biban, onde vivem famílias de opositores curdos iranianos, com dois drones, afirmou a Diretoria de Segurança do Governo Regional do Curdistão. Não foram relatadas vítimas, de acordo com a direção de segurança. Moradores das cidades iranianas de Bandar Abbas, Qeshm e Sirik relataram ter ouvido explosões por volta das 4h da manhã, horário local, várias horas depois das explosões relatadas na região de Biban. Segundo a Students News Network, as autoridades provinciais confirmaram posteriormente que os sons foram causados por defesas aéreas interceptando drones. As autoridades acrescentaram que não houve impacto, danos ou explosão.

publicada em 6 de maio de 2026 às 11:00 






