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PPSA FORTALECERÁ SUA ESTRUTURA EM 2026 DIANTE DA PERSPECTIVA DE CRESCIMENTO DO REGIME DE PARTILHA NOS PRÓXIMOS ANOS

Estamos próximos de nos despedirmos de 2025, e as empresas do setor de óleo e gás já começam a definir as prioridades para o próximo ano. É o caso da estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), que viveu um período muito proveitoso em 2025 e se prepara agora para um novo ciclo de crescimento em 2026. Em entrevista à série especial Perspectivas 2026, o diretor-presidente da companhia, Luis Fernando Paroli, afirma que a PPSA deve fechar 2025 com arrecadação total de R$ 30,6 bilhões — valor superior à soma de toda a receita da estatal desde sua criação até 2024. Já para o próximo ano, a expectativa é realizar o 6º Leilão de Petróleo da União, com a comercialização de mais de 100 milhões de barris. A empresa também prevê a contratação de novos concursados e investimentos voltados a dar mais agilidade aos seus processos internos. “Nossas responsabilidades estão crescendo de forma relevante e precisamos fortalecer nossa estrutura para continuar entregando resultados cada vez mais robustos”, declarou Paroli.

Como foi o ano de 2025 para sua empresa e para o setor?

O ano de 2025 foi um ano para entrar para a história. Realizamos com grande sucesso o 5º Leilão de Petróleo da União, promovemos nosso primeiro concurso público, tivemos novas descobertas no pré-sal, firmamos o Acordo de Equalização de Gastos e Volumes da Jazida Compartilhada do Pré-Sal de Jubarte e encerramos o ano com a realização do Leilão de Áreas Não Contratadas e do nosso Fórum Técnico, que reuniu toda a liderança do setor. Foi um ano em que geramos muito valor para a União, tanto pela execução das nossas atividades quanto em termos de arrecadação. A estimativa é de uma arrecadação total da ordem de R$ 30,6 bilhões, valor superior à soma de toda a arrecadação da PPSA desde sua criação até o ano passado.

Quais são as perspectivas da empresa para 2026?

2026 será um ano de muito trabalho e de consolidação desse crescimento. Vamos realizar o 6º Leilão de Petróleo da União, com a comercialização de mais de cem milhões de barris de petróleo, receber novos concursados e avançar em importantes melhorias internas. Entre elas, a contratação do nosso ERP e do SEI (sistema eletrônico de informações), a realização de um estudo para alinhar a cultura e a estrutura organizacional necessárias na PPSA para termos sucesso nos desafios do crescimento e a expansão do espaço físico do nosso escritório. Nossas responsabilidades estão crescendo de forma relevante e precisamos fortalecer nossa estrutura para continuar entregando resultados cada vez mais robustos.

Quais são as últimas estimativas e perspectivas da PPSA em relação ao futuro do regime de partilha e do pré-sal?

Lançamos recentemente, durante o nosso Fórum Técnico, um estudo com as projeções do regime de partilha e, consequentemente, do pré-sal para os próximos dez anos. A partir de 2028, os contratos de partilha deverão produzir cerca de dois milhões de barris de petróleo por dia, volume que representará mais de 40% da produção nacional. O pico de produção está previsto para 2030, considerando os atuais contratos comerciais. Para o desenvolvimento dos campos sob este regime, estimam-se investimentos de US$ 71 bilhões nos próximos cinco anos, incluindo a entrada em operação de sete FPSOs e a perfuração de 182 poços entre 2026 e 2030.

Em 2026 pretendemos nos aproximar ainda mais das companhias parceiras da PPSA e continuar trabalhando em perfeita harmonia com a ANP de forma a colaborar ativamente para que novas oportunidades no polígono do pré-sal sejam consideradas atrativas, destravando assim todo o potencial e riqueza da região para o Brasil.

Quando observamos a produção de petróleo da União, a expectativa é que o pico seja alcançado em 2033, podendo chegar a 506 mil barris por dia. Elaboramos três cenários para medir o impacto do regime de partilha para os cofres públicos. No cenário de referência, a arrecadação potencial para a União com a comercialização de petróleo e gás natural pela PPSA no período de 2026 a 2035 é de R$ 518 bilhões. Quando somamos royalties e tributos, a contribuição total pode chegar a R$ 1,2 trilhão para a sociedade brasileira.

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