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PREÇO DO BARRIL DE PETRÓLEO BEIRA OS US$ 70 NA ESTEIRA DE TEMORES COM POSSÍVEL CONFLITO ENTRE EUA E IRÃ

Ameaças de Donald Trump contra regime do aiatolá Ali Khamenei impulsionam alta do preço do petróleo

A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a impactar o mercado internacional de petróleo. Os preços futuros da commodity atingiram os níveis mais altos em quatro meses nesta quinta-feira (29), impulsionados pelas preocupações com um possível ataque militar dos EUA contra o país do Oriente Médio. Soma-se a isso o temor de que um conflito na região leve ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circulam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Até o momento da última edição desta reportagem, o barril do Brent para entrega em abril era negociado em torno de US$ 69,70, enquanto o WTI era cotado a aproximadamente US$ 65,60.

A valorização do petróleo ocorre à medida que se intensificam as tensões envolvendo o Irã. Movimentações recentes das Forças Armadas americanas na região indicam que as ameaças do presidente Donald Trump vão além do discurso. Na segunda-feira (28), em publicação na rede Truth Social, Trump exigiu que o Irã retorne às negociações para um acordo nuclear “justo e equitativo” e reiterou que o país não pode possuir armas nucleares. O presidente afirmou ainda que um eventual novo ataque seria mais severo do que o realizado no verão passado, quando os Estados Unidos atingiram três instalações nucleares iranianas.

No campo militar, o grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln entrou no Oceano Índico e se aproxima da região, com capacidade para apoiar eventuais operações e proteger aliados dos EUA. Washington também deslocou sistemas de defesa aérea, como baterias Patriot, e planeja enviar equipamentos do sistema THAAD. Além disso, a Força Aérea americana iniciou um exercício aéreo de vários dias no Oriente Médio.

Enquanto isso, no noticiário internacional, há relatos de que Trump avalia a possibilidade de usar um eventual ataque contra forças de segurança e lideranças iranianas como forma de incentivar manifestações internas contra o regime. Há cerca de um mês, o Irã enfrenta uma onda de protestos que teve início em meio ao fraco desempenho econômico do país e se intensificou após a dura e violenta repressão do governo dos Aiatolás. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), ao menos 5.858 manifestantes teriam sido mortos desde o início dos protestos antigovernamentais, no fim de dezembro. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirma que o número de mortos durante as manifestações é de pelo menos 3.117 pessoas.

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