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PREÇO DO PETRÓLEO RECUA DEPOIS DA FALA DO PRESIDENTE TRUMP, QUE PREVÊ ACORDO IMINENTE COM O IRÃ

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (9) que os Estados Unidos declararão “vitória total” sobre o Irã dentro de duas semanas. “Vocês vão ganhar de verdade nas próximas duas semanas, quando declararmos vitória total. Será uma vitória total, acontecerá muito em breve, e os preços do petróleo vão despencar.” Na verdade, eles já caíram de ontem para hoje, apesar dos ataques mútuos entre o Irã e Israel, que estavam congelados por um cessar fogo. Esta manhã o barril do Brent recuou para US$ 92,59 para entrega em julho. Em relação às exigências americanas nas negociações, Trump acrescentou que os negociadores iranianos estão dispostos a dar “tudo” aos EUA.

Por sua vez, o Irã não teria “nenhum problema” em buscar um acordo com os EUA, desde que os negociadores americanos e o presidente dos Trump possam demonstrar sinceridade, disse o chefe do comitê de segurança nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi (direita). Questionado sobre as afirmações de Trump de que um acordo entre Teerã e Washington está próximo, Azizi respondeu: “Não acreditamos que ele esteja sendo honesto”. Já dissemos muitas vezes que aceitamos uma negociação como uma continuação do campo de batalha”, argumentou Azizi. “Se pudéssemos nos convencer da sinceridade dos americanos, especialmente do presidente dos EUA, e se pudéssemos ter confiança de que eles são pessoas de negociação e que também se submetem às regras da negociação, então a República Islâmica não teria problemas em negociar

Simultaneamente, o vice-presidente JD Vance (esquerda) ecoou os sentimentos do presidente Trump de que os EUA pretendem garantir um acordo de longo prazo com o Irã e que, embora esses interesses possam se sobrepor aos de Israel, qualquer acordo com o Irã visa promover os interesses americanos acima de tudo. Os EUA garantirão um acordo mesmo em oposição a Israel. Como disse Vance,Israel pode gostar ou não, mas, em última análise, acreditamos que isso serve aos interesses dos Estados Unidos. Continuaremos a avançar com essa medida, porque é para isso que o presidente dos Estados Unidos foi eleito e é isso que devemos fazer para servir adequadamente o povo americano.”

Trump afirma que as hostilidades entre Israel e Irã cessaram por ora, e que um acordo poderá ser fechado em dois ou três dias. Além disso, Trump acredita que a atual troca de tiros cessou por enquanto: “Não acho que Israel voltará a lutar contra o Irã.  Não acho que isso vá acontecer. Tudo está indo bem.” Trump reiterou seus comentários de que um acordo com o Irã será finalizado em breve, pouco antes de embarcar no Air Force One na pista do aeroporto JFK, após assistir ao Jogo 3 das finais da NBA na cidade de Nova York. Falando a repórteres, Trump disse que um acordo com o Irã poderia ser concluído “em dois ou três dias”, acrescentando: “O Irã e Israel têm trocado golpes com força, e agora ambos concordaram, por meu intermédio, em parar.  Netanyahu foi atingido e revidou, e não posso culpá-lo por isso, mas agora eles chegaram a um acordo”, disse Trump. “Estamos na reta final do que será um acordo muito bom, que não permitirá armas nucleares de forma alguma.”

A PALAVRA IRANIANA

Ebrahim  Azizi, que também chefia o comitê de política externa do Irã, disse que o maior obstáculo atual nas negociações é a implementação de uma estrutura realista, que, segundo ele, está sendo bloqueada pelo congelamento de ativos iranianos pelos EUA. Ele afirmou que os EUA haviam concordado inicialmente em liberar os ativos iranianos congelados no exterior durante as negociações e  acrescentou que o Irã continua irredutível em relação às questões do urânio enriquecido e das armas nucleares, diferentemente do que diz o presidente americano.

Questionado se acredita que haverá um acordo de paz, Azizi respondeu que isso depende do comportamento dos EUA. “Se esses mesmos comportamentos continuarem“, disse ele, “então não, não temos nenhuma confiança, e com essa falta de confiança, não é possível que as negociações continuem. Se as condições especificadas pela República Islâmica do Irã forem cumpridas, e se na prática virmos isso refletido nos interesses nacionais do país, especialmente na esfera econômica, em assuntos financeiros, bancários, sanções e na questão do Líbano, que é muito, muito importante para nós, de forma alguma recuaremos na questão da frente de resistência, de seus membros e, especialmente, do Líbano”, concluiu.

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