PRESIDENTE DA PETROBRÁS DESTACA MARGEM EQUATORIAL, GÁS NA COLÔMBIA E PRODUÇÃO DE DIESEL NA ABERTURA DA ROG.e
Começou oficialmente a ROG.e 2026, no Riocentro. A abertura do evento, com plenária lotada, teve alguns indicativos daqueles temas que deverão ditar os debates desta edição do evento. Durante a cerimônia de inauguração do congresso, a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, destacou os principais focos da companhia daqui em diante. Segundo a executiva, a empresa deve confirmar em breve a meta de garantir a autossuficiência do Brasil na produção de diesel. Além disso, a companhia vai continuar avançando na exploração de novas fronteiras exploratórias, tanto na promissora Margem Equatorial, na região Norte, bem como em outros países.
Na Colômbia, Magda afirmou que a Petrobrás possui descobertas relevantes de gás a desenvolver e que a companhia está divulgando novas possibilidades no país. “Temos descobertas relevantes a desenvolver de gás na Colômbia. Estamos divulgando hoje a descoberta dessas possibilidades na Colômbia, onde já temos, inclusive, contratos assinados para fornecimento de gás, em parceria com a Ecopetrol”, declarou.

Plenária lotada na cerimônia de abertura da ROG.e 2026
Para além dos movimentos na América do Sul, a Petrobrás tem mostrado muito interesse no offshore da África. No último dia 17, a empresa assinou oito contratos para exploração e produção de petróleo no mar da Costa do Marfim, seguindo a estratégia de buscar oportunidades em regiões com características geológicas semelhantes às brasileiras.
Segundo Magda, a expansão das fronteiras exploratórias é parte da estratégia da Petrobrás para sustentar a produção brasileira nas próximas décadas. No Brasil, além da recente descoberta no bloco FZA-M-059, na Margem Equatorial, a companhia está avançando na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul.
A presidente também ressaltou que a expansão das novas fronteiras não significa abandonar os campos maduros. Segundo ela, a Petrobras pretende utilizar tecnologias para prolongar a vida produtiva dessas áreas. “Não renunciaremos aos nossos campos maduros. Buscamos e desenvolvemos tecnologias para extensão das suas vidas produtivas”, destacou.
DIESEL E NOVAS ENERGIAS
A executiva também abordou o papel da indústria de petróleo e gás na segurança energética. Segundo Magda, o Brasil se beneficia de sua posição geográfica e de um arcabouço regulatório que considera maduro e experimentado.
A presidente da petroleira voltou a reafirmar o compromisso para aumentar a produção de diesel no Brasil. Atualmente, a empresa fornece mais de 70% do diesel consumido no país. De acordo com Magda, a companhia deve confirmar a possibilidade de atingir a autossuficiência na produção de diesel no Brasil no horizonte de seu plano de negócios 2027–2031, que será divulgado até o final do ano.
Na parte final da fala, Magda apresentou uma lista de frentes tecnológicas que fazem parte da estratégia da Petrobras para a transição energética, incluindo combustíveis sintéticos, biocombustíveis, conversão de biomassa, hidrogênio de baixo carbono, pequenos reatores nucleares modulares, armazenamento de energia de longa duração e CCUS. A presidente afirmou que a Petrobras olha para 2050 mantendo, segundo ela, alinhamento com os compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.

publicada em 21 de setembro de 2026 às 11:19 




