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PRIMEIRO DIA DE GREVE DE PETROLEIROS TEVE PRISÕES NA REDUC, ENQUANTO PETROBRÁS GARANTE NORMALIDADE NA PRODUÇÃO

O primeiro dia de greve dos petroleiros teve momentos de tensão com a prisão dos sindicalistas Marcello Bernardo, secretário geral do Sindipetro Caxias, e Fernando Ramos, membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Eles foram detidos durante manifestação em frente à REDUC, às margens da BR-040, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e chegaram a ser levados à delegacia local, mas foram liberados após permanecerem detidos por mais de duas horas.

A FUP classificou as prisões como “ilegais e autoritárias” e disse que os presos estão com marcas pelo corpo, como feridas nos pulsos das algemas e arranhões no rosto. Eles devem ir ao IML para realizar exame de corpo de delito.

Manifestação na Reduc

Em nota encaminhada à reportagem do Petronotícias, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar (PMERJ) alegou que alguns “manifestantes abordavam caminhoneiros e intimidavam” pedestres que tentavam acessar a área interna da refinaria. Ainda segundo a assessoria da PMERJ, a manifestação causava grande congestionamento na BR-040 e, dessa forma, os agentes comunicaram aos manifestantes que o protesto poderia continuar, desde que a via não fosse interditada e não houvesse intimidação a pessoas que desejassem entrar na refinaria.

Por fim, a PM declarou que alguns manifestantes desrespeitaram as orientações dos policiais, sendo necessária a prisão de dois indivíduos. “Os detidos resistiram à prisão, o que exigiu o emprego dos meios necessários para contê-los. Após serem imobilizados, eles foram conduzidos à 60ª DP (Campos Elíseos), onde o caso foi registrado“, informou a Polícia Militar.

PRODUÇÃO NORMAL APESAR DE MANIFESTAÇÕES

O dia foi marcado por manifestações e paralisações em algumas das unidades da Petrobrás. Segundo a FUP, o movimento grevista teve a adesão dos trabalhadores de seis refinarias, de 16 plataformas, dos campos de produção terrestre da Bahia, da UTGCAB, da Transpetro, da TBG e da Pbio. A entidade sindical disse ainda que trabalhadores do turno e do regime administrativo, bem como petroleiros em confinamento nas plataformas também participaram da greve.

Em nota, a Petrobrás disse que a sua produção segue normal, apesar das manifestações. Leia o comunicado da empresa na íntegra:

A Petrobrás informa que foram registradas manifestações em unidades da companhia em virtude de movimento grevista. A Petrobras afirma que não há impacto na produção de petróleo e derivados. A empresa adotou medidas de contingência para assegurar a continuidade das operações e reforça que o abastecimento ao mercado está garantido.

A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas.

A Petrobrás está em processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho desde o final de Agosto deste ano. Na última terça-feira (09/12) a companhia apresentou sua última proposta, que contempla avanços aos principais pleitos sindicais. A Petrobras segue empenhada em concluir a negociação do acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais.

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