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PROTESTOS CONTRA DITADURA DOS AITOLÁS DO IRÃ COMPLETAM UM MÊS COM MILHARES DE PRISÕES E MORTES DE MULHERES E CRIANÇAS

O massacre no Irã está completando hoje (28) exato um mês, depois do início  das manifestações populares, que se espalhou pelas 41 províncias  do país, para protestar contra a o arrocho econômico imposto pelo governo dos Aitolás. A inflação descontrolada, foi o primeiro motivo dos protestos,  ampliado para o tratamento que a ditadura de Ali Khamenei estabelece para o povo iraniano, principalmente contra as mulheres iranianas. A liberdade é zero. O resultado é alarmante sobre todos os aspectos. Oficialmente mais de 6.100 mortes e 43 mil prisões. Números do próprio governo macabro de Khamenei. Organizações Humanitárias do próprio Irã e ONGs internacionais que fiscalizam os Direitos Humanos pelo mundo, contaram, até agora, 17.091 possíveis mortes. Desse total, 86 são crianças. Mas os números podem passar de longe dos 20 mil mortos.

Tão impressionante quanto esta tragédia contemporânea, foi a posição do Brasil na ONU. O governo Lula, apoiador do Irã e de grupos terroristas como o Hamas e o HezBolah, decidiu virar o rosto para esta tragédia, fingir que nada está acontecendo com a população massacrada iraniana, e se abster na votação realizada no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas na sexta-feira (23). A votação é para a uma resolução que condenava as violações de direitos humanos no Irã e determinava a

O governo Lula virou as costas para o massacre iraniano e optou por se abster em um voto conivente com a violência contra o povo iraniano

abertura de uma investigação internacional sobre a repressão aos protestos em curso no país persa. Apesar desta posição conivente do governo brasileiro, a resolução, que terminou sendo aprovada, foi apresentada durante sessão de emergência do conselho convocada por Islândia, Reino Unido, Alemanha, Moldávia e Macedônia do Norte. A resolução recebeu 25 votos favoráveis, 7 contrários e 14 abstenções. O Conselho ordenou uma “investigação urgente” sobre as violações cometidas durante a repressão do regime islâmico a protestos que ocorrem no Irã desde o fim de dezembro. A medida também amplia o mandato da Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos sobre o Irã e do relator especial da ONU para o país, com previsão de apresentação de relatórios ao conselho e à Assembleia Geral da ONU ainda este ano.

ARMADA AMERICANA

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que uma “bela armada” americana estava a caminho do Irã e que esperava que Teerã chegasse a um acordo com Washington. “Há outra bela frota navegando em direção ao Irã neste momento.”  As forças militares americanas vão iniciar vários exercícios na região do Golfo Pérsico. Trump não descartou uma intervenção militar contra o Irã devido à repressão aos protestos. O governo do Irã já afirmou que existe um canal de comunicação aberto entre o Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o enviado dos EUA, Steve Witkoff, apesar da ausência de relações diplomáticas entre os dois países. No entanto, hoje(28), o ministro iraniano  afirmou que não havia entrado em contato com Witkoff nos últimos dias, embora intermediários estivessem realizando consultas. “Não houve contato com Witkoff nos últimos dias e nenhum pedido de negociação foi feito de nossa parte,”  disse Araghchi à mídia estatal iraniana, acrescentando que vários intermediários estavam “realizando consultas e em contato com Teerã. Nossa posição é clara: negociações não toleram ameaças e as conversas só podem ocorrer quando não houver mais ameaças e exigências excessivas.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, criticou as “ameaças” dos EUA em uma ligação com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, dizendo que elas “visam perturbar a segurança da região e não alcançarão nada além de instabilidade”. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita afirmou que o príncipe herdeiro prometeu a Pezeshkian que Riad “não permitirá que seu espaço aéreo ou seu território sejam usados ​​para quaisquer ações militares” contra o Irã. Os Estados Unidos mantêm diversas bases no Oriente Médio, o que levou um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica a emitir um novo alerta aos vizinhos do Irã, com a aproximação da armada norte-americana: “Os países vizinhos são nossos amigos, mas se seu solo, céu ou águas forem usados ​​contra o Irã, eles serão considerados hostis”, disse Mohammad Akbarzadeh, vice-presidente político das forças navais da Guarda Revolucionária Islâmica, citado pela agência de notícias iraniana Fars. Desde que o Irã iniciou a repressão aos protestos no início deste mês, acompanhada por um bloqueio total da internet, Trump tem dado sinais contraditórios sobre a intervenção, que alguns opositores da liderança clerical de Teerã consideram a única maneira de promover mudanças.

Analistas afirmam que as opções incluem ataques a instalações militares ou ataques direcionados contra a liderança do Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, numa tentativa de derrubar o sistema que governa o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, que depôs o xá Reza Pahlevi. Teerã já afirmou no passado que atacaria alvos militares israelenses e americanos no Oriente Médio caso Trump ordenasse ataques. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que “Trump decidirá o que decidir. O Estado de Israel decidirá o que decidir”. Mas, acrescentou, se o Irã atacar Israel, “responderemos com uma força que o Irã jamais viu”.

PRISÕES EM MASSA

Enquanto o regime iraniano realiza a  sua brutal repressão contra a população, as organizações de direitos humanos descreveram a repressão como “a mais mortal já vista contra protestos no Irã” e alertam que a contagem de vítimas tem sido dificultada por um bloqueio de internet de quase três semanas, que, segundo elas, visa mascarar a extensão da repressão. Na terça-feira, a Monitor Netblocks relatou conectividade intermitente, mas alertou que o acesso à internet permanecia “fortemente filtrado com base em listas de permissão” e que os usuários ainda precisariam de soluções alternativas, apesar da disponibilidade de satélites colocado pela empresa Star Link, de Elon Musk. Em uma atualização do balanço, a agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos EUA, afirmou ter confirmado a morte de 6.126 pessoas, incluindo 5.777 manifestantes, 86 menores, 214 membros das forças de segurança e 49 civis. Mas o grupo, que possui uma extensa rede de fontes dentro do Irã e acompanha os protestos diariamente desde o seu início, acrescentou que ainda está investigando outras 17.091 possíveis mortes. Isto significa que o número de mortes pode passar de 23 mil. Segundo as informações, pelo menos 41.880 pessoas foram presas. “As agências de segurança continuam a adotar uma abordagem centrada em prisões em massa, intimidação e controle da narrativa”, afirmou a HRANA. Durante o fim de semana, o canal de televisão em língua persa Iran International, com sede fora do Irã, afirmou que mais de 36.500 iranianos foram mortos pelas forças de segurança nos dias 8 e 9 de janeiro, citando relatos, documentos e fontes.

Autoridades de países mediadores como a  da Turquia, Omã e Catar  enviaram uma  mensagem ao Irã é: “Aja racionalmente. Ofereça algo ao presidente Trump para que a guerra possa ser evitada.” O Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, foi o portador desta mensagem. Vários países têm tentado, nos últimos dias, mediar o conflito. Mas esses esforços para promover o diálogo não produziram resultados até o momento. Para Fidan,  “O Irã está pronto para retomar as negociações sobre a questão nuclear iraniana.” Ele sugeriu a seus “amigos americanos” que resolvessem as questões pendentes com o Irã uma a uma, começando pela questão nuclear. “Primeiro, encerre o dossiê nuclear e, em seguida, passe para outras questões.”

EXECUÇÕES

O Irã executou nesta  quarta-feira (28) um homem acusado de espionagem para Israel, informou o veículo de comunicação Mizan, ligado ao judiciário iraniano, identificando-o como Hamidreza Sabet Esmaeilipour. Envolvido em uma guerra secreta de décadas com Israel, o Irã executou muitas pessoas que acusou de terem ligações com o serviço de inteligência israelense e de facilitarem suas operações no país. “Hamidreza Sabet Esmaeilipour, que foi preso em 29 de abril de 2025, foi enforcado pelo crime de espionagem e cooperação de inteligência em favor de um serviço de inteligência hostil ( Mossad) por meio da transferência de documentos e informações confidenciais, após a confirmação da sentença pelo Supremo Tribunal e por meio de procedimentos legais”, disse o Mizan.

As execuções de iranianos condenados por espionagem para Israel aumentaram significativamente desde o ano passado, após um confronto direto entre os dois inimigos regionais em junho, quando forças israelenses e americanas atacaram as instalações nucleares do Irã, segundo o The Jerusalem Post.  O Irã executa regularmente indivíduos que alega serem espiões de Israel. No início deste mês, a República Islâmica executou o iraniano Ali Ardestani,pelo crime de espionagem em favor do serviço de inteligência Mossad, ao fornecer informações confidenciais do país”, disse Mizan na ocasião. O grupo de direitos humanos Iran Human Rights, com sede em Oslo, afirmou na época, em sua conta no Twitter, que o homem, identificado como Aghil Keshavarz, um estudante de arquitetura de 27 anos, foi condenado à morte por acusações relacionadas à espionagem para Israel, “com base em confissões obtidas sob tortura”. Antes disso, em setembro de 2025, a República Islâmica executou um homem chamado Bahman Choubi  alegando que ele era “um dos espiões mais importantes de Israel no Irã”.

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