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REGIME CUBANO SUSPENDE O ABASTECIMENTO DE AVIÕES E MANDA PRENDER QUEM CRITICAR OS LÍDERES DA DITADURA

A situação em Cuba está de vaca não reconhecer bezerro. O país está no mato sem cachorro. Perdido. Sem petróleo, não tem o que fazer. É só esperar por uma guerra civil à medida que o tempo passa. Os líderes da ditadura acabam de anunciar um alerta às companhias aéreas sobre a falta de combustível de aviação e anuncia medidas drásticas em meio ao bloqueio petrolífero dos EUA. As empresas aéreas foram notificadas oficialmente do problema. Elas não podem mais reabastecer nos aeroportos da ilha, à medida que a crise energética do país se agrava após as medidas do presidente Donald Trump para cortar o fornecimento de petróleo da ilha, numa tentativa de impulsionar as negociações. A Administração Federal de Aviação (FAA) publicou avisos alertando as companhias aéreas americanas de que o combustível Jet A-1, comumente usado em voos internacionais, não estará disponível nos aeroportos internacionais de Cuba, incluindo os de Havana, Santiago de Cuba e Varadero, a partir de terça-feira, e não estará disponível novamente antes de 11 de março.

Nenhum voo de Miami para Cuba foi cancelado na manhã desta segunda-feira (9), mas as companhias aéreas regulares e as empresas que operam voos fretados estavam avaliando o impacto do anúncio. “Estamos monitorando a situação de perto”, disse a American Airlines, que opera 11 voos diários para seis destinos em Cuba. A companhia aérea não informou se espera cancelamentos. A Delta Air Lines afirmou que não houve “nenhum impacto operacional” em seus voos para Havana neste momento. A Delta opera um voo diário de ida e volta de Miami para Havana. Um representante de uma empresa de voos fretados em Miami, disse que a companhia estava avaliando a possibilidade de reduzir o número de passageiros e bagagens nos voos, para que as aeronaves pudessem retornar de Havana sem reabastecer.

O representante acrescentou que a empresa ainda não considerava a suspensão dos voos. Embora Cuba já tenha emitido alertas temporários semelhantes em outras ocasiões de escassez de petróleo, desta vez pode ser diferente. Líderes cubanos afirmaram que não recebem petróleo desde dezembro, quando uma frota naval americana bloqueou os carregamentos de petróleo da Venezuela com destino à ilha. Trump também assinou recentemente uma ordem executiva para impor tarifas aos fornecedores de petróleo de Cuba, numa tentativa de pressionar o México a interromper o envio de petróleo para a ilha, o que foi feito. A empresa de consultoria e análise de dados Kpler afirmou que Cuba recebeu 84.900 barris este ano de um único carregamento mexicano em 9 de janeiro. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, confirmou na semana passada que a petrolífera estatal, Pemex, suspendeu os embarques, aguardando uma solução diplomática com os EUA para retomar o fornecimento.

A empresa disse que as reservas de petróleo de Cuba se esgotarão até o final deste mês. O alerta às companhias aéreas demonstra a situação crítica na ilha e pode agravar as perspectivas para o setor turístico, uma das principais fontes de receita externa de Cuba, que vem declinando à medida que a crise econômica do país se aprofundou nos últimos anos. Na sexta-feira, o vice-primeiro-ministro de Cuba, Oscar Pérez Oliva-Fraga, afirmou que o governo planeja “aglomerar” os turistas em um número menor de hotéis como parte de um plano de austeridade que inclui severas restrições ao transporte público,  especialmente entre províncias, jornada de trabalho de quatro dias para funcionários públicos, redução do horário escolar e suspensão de cirurgias não emergenciais.

O governo também suspendeu a venda de gasolina em pesos cubanos e racionou as vendas em dólares, uma medida que provavelmente afetará as entregas de alimentos feitas por supermercados online e empresas privadas sediadas em Miami. Oliva-Fraga tranquilizou a população, afirmando que o país “não entraria em colapso”, em contraste com o tom mais alarmante adotado pelo ditador do país, Miguel Díaz-Canel, no dia anterior, que  alertou  a população de que a crise de combustíveis também afetaria a distribuição de alimentos pelo Estado. “Vamos comer o que for produzido em cada lugar”, disse ele. “Se houver menos combustível agora, os alimentos não poderão ser transportados de um município para outro.” Ele também propôs que a população usasse “fornos solares” para cozinhar, o que provocou escárnio entre muitos cubanos, que recorreram às redes sociais para questionar suas declarações e seu apelo por maior sacrifício em nome da revolução de 67 anos. A realidade é que as pessoas estão arrancando portas e janelas para cozinhar o que ainda resta de alimento.

Apesar dos apelos por mudanças feitos por cubanos na ilha e no exterior, os líderes cubanos afirmaram estar prontos para dialogar com os Estados Unidos, mas descartaram alterações em seu sistema econômico ou político. Mesmo neste momento difícil, as autoridades cubanas continuaram prendendo aqueles que criticam o governo nas redes sociais. O Departamento de Estado dos EUA solicitou a libertação de dois influenciadores que administram contas nas redes sociais com o nome El4tico, que se identificam como dissidentes e frequentemente se referem ao governo cubano como uma ditadura. “O regime ilegítimo cubano continua com seus atos diários de repressão e abusos. Deteve #El4tico Kamil Zayas Pérez e Ernesto Ricardo Medina em Holguín simplesmente por denunciarem a má gestão econômica da ditadura”, publicou o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado no X. Outros jovens influenciadores da ilha, incluindo quatro que usam bonés com a inscrição “Make Cuba Great Again” (Faça Cuba Grande Novamente), pediram a libertação dos dois influenciadores em vídeos que circulam nas redes sociais. “

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