RELATÓRIO DA MP DA PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS PREVÊ AÇÕES PARA VIABILIZAR ELETRONUCLEAR E CONCLUIR ANGRA 3
A comissão mista da medida provisória que permite a privatização da Eletrobrás e de seis subsidiárias votou o relatório do deputado Júlio Lopes. A MP também reestrutura o setor elétrico na Região Norte. A estatal é responsável por um terço da geração de energia no país e tem valor patrimonial avaliado em R$ 46,2 bilhões, com ativos que podem somar R$ 170 bilhões, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. A medida provisória altera leis relacionadas ao setor elétrico e permite que a Eletrobrás e suas controladas – Furnas, Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Eletronorte, Eletrosul e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) – sejam incluídas no Programa Nacional de Desestatização. O Relatório do Deputado, entre outras propostas, inclui o equacionamento de temas considerados de extrema urgência e de grande relevância para o país: as medidas necessárias para evitar o colapso financeiro da Eletronuclear, em razão dos problemas afetos ao financiamento da Usina de Angra 3, o que traria graves consequências para o Grupo Eletrobrás e para todo o setor elétrico. Confere maior transparência quanto aos subsídios que existem no setor elétrico, sobre os valores associados a cada subsídio, e sobre quem é beneficiado.
Garante também a a prorrogação do Programa Luz Para Todos até 2022, em razão de seus benefícios sociais. A criação de sistemática de leilões para aquisição de energia de fontes incentivadas de menor escala, por intermédio de empreendimentos conectados diretamente às instalações de distribuição, de modo a aproveitar os benefícios que esses empreendimentos agregam a matriz energética brasileira e ao meio ambiente. A criação de um fundo para prover recursos para a expansão da malha de gasodutos no Brasil, que apresenta uma rede de dimensões muito inferiores a países muito menores que o nosso, tanto em relação ao tamanho do território quanto da economia, como Argentina e Bélgica.
O relatório propõe a a revisão do prazo para a prorrogação, limitada a 36 meses, dos contratos de fornecimento de energia elétrica nos Sistemas Isolados vigentes. A concatenação dos prazos de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado relacionados a empreendimentos termelétricos que contam com reembolso da Conta de Consumo de Combustíveis aos prazos de outorga da infraestrutura de transporte dutoviário de gás natural.

publicada em 25 de abril de 2018 às 17:00 





Privatizam a Eletrobrás sob o pretexto de concluir Angra 3. Depois privatizam Angra e o País perde completamente o controle do setor elétrico, nuclear e do petróleo. Pior todos são vendidos a preço de banana? Não dizem eles! O mercado precifica os ativos. Sob quais critérios ou momentos? No Brasil de hoje de crise aguda e recuperação econômica só sabida pela propalação da mídia dominante e conivente, e que nunca chega ao povo, que é somente agraciado com aumentos abusivos de energia elétrica e combustíveis, fertilizantes etc., por conta das privatizações realizadas ou potenciais, com pressupostos até mesmo forjados ,… Leia mais »