REPRESENTANTES POLÍTICOS E MEMBROS DA INDÚSTRIA RECONHECEM O PAPEL ESTRATÉGICO DA ENERGIA NUCLEAR PARA O FUTURO DO BRASIL E DO RIO DE JANEIRO
Propostas viáveis e concretas para acelerar o desenvolvimento do setor e contribuir para que a tecnologia nuclear ocupe o espaço estratégico que o país necessita. Essa é a Agenda Nuclear para um Brasil Competitivo, documento apresentado oficialmente nesta semana pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) durante evento na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O lançamento marca o início de uma série de encontros que irão reunir governo, indústria, academia e sociedade para discutir temas como segurança energética, medicina nuclear, inovação, cadeia produtiva e desenvolvimento industrial.
“Este é apenas o primeiro passo para colocar a tecnologia nuclear no centro das decisões que definirão o futuro do país”, disse o presidente da ABDAN, Celso Cunha. O dirigente lembra que o Brasil possui ativos que poucos países reúnem ao mesmo tempo: reservas minerais estratégicas, capacidade industrial instalada, conhecimento técnico e aplicações nucleares consolidadas em áreas como energia, saúde e indústria.
“A Agenda Nuclear para um Brasil Competitivo nasce para contribuir com propostas concretas que permitam transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, inovação e geração de oportunidades para a sociedade”, acrescentou Cunha.
Já o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, destacou que o Rio de Janeiro é o polo nuclear do Brasil. “Temos aqui as únicas usinas nucleares em operação, Angra 1 e Angra 2. Em Resende está localizada a INB, responsável por etapas estratégicas do ciclo de combustível nuclear, e em Itaguaí temos o Prosub, a parceria entre os governos do Brasil e da França responsável pela construção do primeiro submarino de brasileiro de propulsão nuclear”, apontou.
Caetano reforçou que é preciso enfrentar, de forma definitiva, o desafio da conclusão de Angra 3, empreendimento que se encontra paralisado há anos, mesmo já tendo aproximadamente sessenta e cinco por cento de sua construção concluída. “O projeto, claro, é da maior importância para o Estado do Rio de Janeiro, gerando cerca de sete mil empregos no pico das obras e impulsionando investimentos em infraestrutura. A energia nuclear é a segunda maior fonte em capacidade instalada de geração de energia elétrica no Estado, evidenciando sua relevância para a segurança do suprimento e para o desenvolvimento regional”, declarou.
O presidente da Firjan frisou ainda que a energia nuclear voltou ao centro das estratégias energéticas das principais economias do mundo – impulsionada pela necessidade de garantir segurança energética, reduzir emissões de carbono e atender ao crescimento da demanda por eletricidade.
Ele completou dizendo que a Firjan atua intensamente em defesa da conclusão de Angra 3 e do avanço da energia nuclear no Brasil. “Uma agenda nuclear para o Brasil, portanto, é imprescindível. Envolve a criação de um arcabouço regulatório que reduza a insegurança jurídica e estimule os investimentos no setor. Exige também um Plano Estratégico Nacional que assegure previsibilidade, continuidade e visão de longo prazo para o desenvolvimento da cadeia nuclear”, finalizou.
Presidente da Frente Parlamentar da Tecnologia e Atividades Nucleares (FPN), o deputado federal Julio Lopes apresentou a visão do Congresso Nacional sobre o papel estratégico do setor para o desenvolvimento do país. Segundo ele, a obra de Angra III é vital para o país e essencial para o Rio de Janeiro. “Com Angra 3, cerca de 70% da energia consumida no estado do Rio seria nuclear. Além disso, ela é vital para o crescimento e implantação de novos data centers em todo o país, entre outras aplicações”, destacou o parlamentar.
Reforçando o caráter plural do debate e a importância do tema para diferentes setores da sociedade e na formulação de políticas públicas, também participaram do encontro os deputados federais Reimont Otoni e Daniel Soranz, entre outras autoridades. Reimont defendeu investimentos em pesquisa e desenvolvimento e para a formação de mão de obra qualificada, que a indústria nuclear proporciona. Já Soranz destacou a importância da energia nuclear para o desenvolvimento de recursos na saúde pública do país.
Veja a seguir um resumo das principais propostas da Agenda Nuclear para um Brasil Competitivo:

publicada em 15 de julho de 2026 às 5:00 







