REPRESSÃO DA DITADURA CUBANA FAZ RENASCER IMAGENS TERRÍVEIS DE SERES HUMANOS QUE SOFRERAM COM O HOLCAUSTO
Absurdo como este precisa ser denunciado. A Imagem do prisioneiro político Alexander Díaz Rodriguez (foto principal) ao deixar a prisão em Cuba repete a imagem degradante da época do Holocausto, durante a segunda guerra. Justamente quando em Israel lembra o dia do Holocausto, com cerimônias que começam a partir da noite desta segunda-feira (13) no horário de Tel Aviv. O impressionante é que esta é a realidade de um regime sanguinário, cruel e perverso contra seres humanos em pleno Século XXI. Alexander Díaz, ativista do Movimento 11J, de combate ao regime Castrista, foi libertado após cumprir integralmente a sua pena, doente e em condições que colocam a sua vida em sério risco. A libertação de Díaz Rodríguez, reacendeu as queixas sobre as condições do sistema prisional cubano, após a divulgação das imagens de suas fotos que mostram uma grave
deterioração física ea falta de assistência médica durante o seu encarceramento. O líder da oposição José Daniel Ferrer(direita), chefe da União Patriótica de Cuba, denunciou publicamente o caso de Díaz Rodríguez. Segundo Ferrer, o ex-presidiário passou a sofrer de câncer na prisão e não recebeu qualquer tratamento: ” Muito semelhante aos prisioneiros nos campos de concentração nazistas. Ele precisa de remédios, comida, cuidados urgentes. Sua vida está em perigo.” Ferrer denunciou ainda as condições das prisões cubanas como espaços desumanos e com práticas sistemáticas de maus-tratos contra presos políticos.
Por sua vez, Javier Larrondo(esquerda), presidente da organização Defensores dos Prisioneiros, afirmou que conseguiu entrar em contato com Díaz Rodríguez imediatamente após sua libertação da prisão e que seu estado físico era “chocante”. “Quando vi o estado em que ele se encontrava, vi o que já havia visto em outras ocasiões com prisioneiros que deixavam Cuba: pareciam ter sido resgatados de um campo de concentração,” disse Larrondo, que explicou que esse tipo de situação não é excepcional, mas faz parte de um padrão que eles documentaram em inúmeros casos. O exilado cubano enfatizou que Díaz
Rodríguez foi preso por participar dos protestos de 11 de julho de 2021 em Artemisa e que sua libertação não se deve a nenhum indulto, mas sim ao cumprimento integral de sua pena. O caso trouxe à tona, mais uma vez, as queixas recorrentes de organizações de direitos humanos sobre a falta de assistência médica, a deterioração física, Segundo Larrondo, sua organização apresentou centenas de denúncias a órgãos internacionais, incluindo
as Nações Unidas, onde vários casos foram classificados como detenções arbitrárias.
Tanto Ferrer como Larrondo, alertaram para a situação de outros presos políticos que, segundo ele, também enfrentam problemas de saúde em condições adversas, incluindo Felix Navarro (esquerda) e Luis Manuel Otero Alcântara(direita) . As alegações surgem em meio à crescente pressão social e econômica sobre a ilha, onde as condições de vida dentro e fora das prisões continuam a se deteriorar. Para ativistas e organizações independentes como a Cubalex, o caso de Díaz Rodríguez não é um incidente isolado, mas sim um “reflexo de um problema estrutural dentro do sistema prisional cubano”.
REPRESSÃO AUMENTA A CADA DIA
A cada dia que passa, com os interesses prioritários dos Estados Unidos voltados para o Irã, as agruras do povo cubano aumentam. A situação permanece há meses com
falta de energia, apagões constantes, falta de água, ruas tomadas pelo lixo, pouco dinheiro em circulação, inflação descontrolada, pouquíssima alimentação. Tudo que chega de graça, doado por outros países, como o México e mesmo os Estados Unidos, são desviados para atender prioritariamente a cúpula da ditadura castrista. Primeiro, os líderes políticos e militares. Em seguida, as forças armadas. Depois os policiais e o que sobra, quando sobra, vai para a população, c distribuições feitas em rações, sem qualquer critério.
Pelo andar da carruagem, apenas quando o governo Trump decidir de que forma atuará com ou contra os ditadores castristas, a situação se resolverá. O que os Estados Unidos com a Venezuela, pode ser replicado em Cuba. Lá, depois da prisão do ditador Nicolás Maduro, a vice-presidente, Delcy Rodrigues, assumiu o cargo, com a força do poder dos Estados Unidos. Por enquanto as coisas estão serenas em Caracas, com os militares temerosos e bem caladinhos. A escassez de combustível em Cuba afeta até mesmo um dos poucos canais de assistência que ainda operam na ilha: a ajuda humanitária da Igreja Católica, que recebe donativos diretamente dos Estados Unidos. Mas, longe de ser um fenômeno temporário, essa deterioração expõe uma crise estrutural que se arrasta há anos.
O arcebispo de Miami, Thomas Wenski, afirmou que “a distribuição da ajuda enviada dos Estados Unidos tem se tornado cada vez mais difícil devido à
falta de transporte na ilha”. Ele descreveu como um carregamento recente de alimentos para a Cáritas Cuba teve que ser distribuído por meios rudimentares , dada a impossibilidade de usar veículos. Segundo funcionários de organizações ligadas à Cáritas Cuba , cada vez mais pessoas chegam aos refeitórios comunitários com recipientes para levar comida para casa, um sinal de que a insegurança alimentar agora faz parte do cotidiano de muitas famílias.
Hoje (13) o presidente Donald Trump disse que “Talvez façamos uma escala em Cuba quando terminarmos com o Irã. Cuba é uma nação em colapso”, reiterando que o embargo às exportações de petróleo continuará. Ele disse que assim que a guerra contra o Irã for resolvida, resolverá os problemas com o regime de Havana.”Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar adiante esta iniciativa para impedir que receba petróleo regularmente e talvez façamos uma parada em Cuba assim que terminarmos isso.” Washington anunciou no final de março que analisaria cada carregamento de petróleo para Cuba “caso a caso”, depois de permitir que o navio russo Anatoly Kolodkin entregasse 100 mil toneladas de petróleo bruto à ilha. O presidente dos EUA se referiu a Cuba em diversas ocasiões desde que emitiu um ultimato a Havana em janeiro, exigindo a mudança de regime. Entre outras coisas, ele afirmou que “Cuba é a próxima” em seus planos contra regimes que considera uma ameaça aos EUA.

publicada em 13 de abril de 2026 às 17:00 




