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RESERVAS EMERGENCIAIS JÁ ESTÃO INDO EM DIREÇÃO À ÁSIA E AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA NÃO DESCARTA A LIBERAÇÃO DE NOVOS VOLUMES

O diretor da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou na manhã de hoje (16) que parte das reservas emergenciais anunciadas na semana passada já está indo rumo ao mercado da Ásia. Segundo o dirigente da entidade, o continente asiático é o que mais sofre atualmente os efeitos imediatos da crise no fornecimento desencadeada pela guerra no Irã.

Os consumidores mais afetados pela escassez de oferta e pelos picos de preços estão nas economias emergentes e em desenvolvimento do Sul e do Sudeste Asiático. É ali que estamos vendo medidas emergenciais não apenas para o transporte, mas também para combustíveis de cozinha em economias que enfrentam escassez de GLP”, detalhou Birol. Ele ressaltou ainda que produtores importantes do Oriente Médio, como o Iraque, estão agora sendo privados de grande parte de sua principal fonte de receita fiscal.

Para lembrar, na semana passada, um grupo de 32 países-membros da IEA anunciou a liberação de uma reserva de 400 milhões de barris de petróleo para o mercado em resposta às interrupções resultantes do conflito no Oriente Médio. Esta é a sexta vez que os países-membros da IEA tomam uma ação coletiva emergencial para apoiar os mercados de petróleo na história da agência, criada em 1974. Ações coletivas anteriores foram tomadas em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022.

A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção de oferta na história do mercado global de petróleo”, frisou Birol. “O volume de fornecimento de petróleo atualmente fora do mercado já é maior do que a perda de oferta durante o choque do petróleo de 1973. E é maior do que qualquer uma das grandes interrupções que testemunhamos desde então. As interrupções no Oriente Médio também estão criando desafios significativos nos mercados de gás natural”, acrescentou.

O diretor da IEA disse ainda que a agência está coordenando de perto com todos os países-membros para garantir que os estoques de petróleo que eles concordaram em liberar cheguem ao mercado em tempo hábil. Por fim, Birol destacou que a liberação de 400 milhões de barris reduzirá os estoques emergenciais nos países em cerca de 20%, mas garantiu que ainda há muitos estoques disponíveis. Ele sugeriu ainda que novas reservas podem ser liberadas ao mercado, se necessário.

Em termos de estoques governamentais e estoques industriais mantidos sob obrigação governamental, se combinarmos ambos, ainda restarão mais de 1,4 bilhão de barris. Isso significa que podemos fazer mais posteriormente, se e quando necessário”, concluiu.

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