SEGUEM PROTESTOS NO IRÃ. AUMENTA O NÚMERO DE MORTOS. MAIS UM DESTRÓIER CHEGA AO GOLFO PÉRSICO E PREÇO DO PETRÓLEO FICA INSTÁVEL
As repercussões da crise iraniana desde ontem chegaram ao preço do barril do petróleo, à medida que a frota americana foi se aproximando do Golfo Pérsico. Esta manhã (30), o preço do barril de petróleo Brent, referência internacional, opera próximo a US$ 69, mas apresentam instabilidade, influenciados por estas tensões geopolíticas. Em reais, o barril de petróleo bruto está cotado por volta de R$ 362,07. Hoje, mais um Destróier americano entrou em águas do Oriente Médio, ao mesmo tempo em que o comando da ditadura iraniana acenava com a chegada de mais mil drones armados se alinhavam ao arsenal da Guarda Revolucionária. O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, disse que planejava conversar com o Irã, mesmo enviando mais um navio de guerra para o Oriente Médio. O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os militares estariam prontos para executar qualquer decisão do presidente. Trump não deu detalhes sobre a natureza ou o cronograma de qualquer diálogo, nem disse quem, em Washington, lideraria as negociações. “Sim, estou planejando isso. Temos muitos navios grandes e poderosos navegando para o Irã neste momento, e seria ótimo se não precisássemos usá-los“, disse aos repórteres no Kennedy Center.
O USS Delbert D. Black entrou na região nas últimas 48 horas, elevando para seis o número de Destróieres no Oriente Médio, enquanto autoridades iranianas se preparam para um confronto militar com os EUA. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) recebeu um lote de 1.000 novos drones enquanto e se prepara para um confronto militar, já que Teerã acredita que chegar a um acordo que atenda às exigências dos EUA seria mais custoso do que a guerra, disseram fontes ao jornal libanês Al-Akhbar, alinhado ao Hezbollah, em Beirute.
Em comunicado, a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim informou que um lote de 1.000 drones foi recebido por
vários ramos do exército iraniano. “Em consonância com as ameaças futuras, o exército mantém e aprimora suas vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta contundente contra qualquer agressor“, afirmou o comandante-em-chefe do exército, Amir Hatami. Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou ainda ao Al-Akhbar que as alegações dos EUA de que o Irã teria entrado em contato com Washington para chegar a um acordo eram falsas. No início deste mês, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã havia solicitado o retorno às negociações. “Acho que eles estão cansados de apanhar dos Estados Unidos”, disse Trump na época. “O Irã quer negociar.”
Segundo o jornal Al-Akhbar, “As alegações americanas sobre o pedido do Irã para negociar e chegar a um acordo são infundadas e visam travar uma guerra psicológica e pressionar Teerã, coincidindo com o fortalecimento da presença militar americana.” Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores acrescentou que os EUA querem que o Irã desmantele seu programa nuclear, limite suas capacidades de defesa e reconheça Israel. “Isso não tem nada a ver com um acordo equilibrado. Significaria a rendição do Irã.” O funcionário prosseguiu dizendo ao jornal que o Irã permanecia aberto a um acordo “equilibrado”, mas optaria pelo conflito armado caso isso não fosse oferecido. “Se forçado a escolher entre o acordo proposto por Trump e a guerra, o Irã escolherá a segunda opção, por considerá-la menos custosa, pois não se renderá antecipadamente.”
Relatos do The Jerusalem Post, dizem que estava preparado e considerando uma nova ação militar contra a República Islâmica, incluindo opções destinadas a provocar uma mudança de regime no país, após as negociações não terem produzido resultados. Vários países, incluindo Turquia, Omã e Catar, estavam tentando mediar o conflito na região persa para evitar uma guerra. Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia adotaram novas sanções contra o Irã, visando indivíduos e entidades envolvidos na repressão violenta de manifestantes. É esperado também que os ministros cheguem a um acordo político para incluir a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã na lista de organizações terroristas do bloco, colocando a IRGC em uma categoria semelhante à do Estado Islâmico e da Al-Qaeda e marcando uma mudança simbólica na abordagem da Europa em relação à liderança iraniana.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, proibiu a entrada de altos funcionários iranianos e seus familiares nos Estados Unidos. “Enquanto o povo do Irã continua a lutar por seus direitos básicos, Rubio tomou medidas esta semana para revogar o privilégio de altos funcionários iranianos e seus familiares de estarem nos Estados Unidos“, escreveu o Departamento de Estado no X. “Aqueles que lucram com a brutal opressão do regime iraniano não são bem-vindos para se beneficiarem do nosso sistema de imigração”, acrescentou a publicação nas redes sociais.
O Irã está pronto para retomar as negociações com os EUA, afirma. O ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Aragchi, defendeu a volta das negociações e disse
que “ o Irã está pronto para retomar as negociações justas e equitativas”. Aragchi, que descreveu suas conversas com Hakan Fidan, seu homólogo na Turquia, em Istambul, como “boas e úteis”, também afirmou que Teerã estava pronta para se engajar com os países da região para promover a estabilidade e a paz. Na conferência, Fidan disse que conversou com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff e que continuaria a conversar com autoridades americanas sobre o Irã. Ele disse esperar que uma solução possa ser encontrada para evitar conflitos e o isolamento do Irã.
Enquanto isso, a repressão às manifestações nas 41 províncias iranianas segue cada vez mais. O líder da ditadura iraniana, o Aiatolá Ali Khamenei, quer que a Guarda Revolucionária, “quebrem a coluna dorsal das manifestações.” As mortes a tiros prosseguem, mas a população segue protestando contra a violência do governo dos Aiatolás sanguinários. O número correto de prisões, mortes e feridos, diverge a cada dia. Oficialmente, são mais de seis mil mortes e 41 mil presos. Não há números oficiais de pessoas feridas. Informações de organizações humanitárias do Irã e dos Estados Unidos, informam que o número de mortes pode passar de 31 mil.

publicada em 30 de janeiro de 2026 às 12:00 





