SEM INTERNET HÁ 70 DIAS, IRÃ ESTÁ COM ECONOMIA EM FRANGALHOS, DESABASTECIDO, POPULAÇÃO SOFRENDO E O PAÍS DE CABEÇA PRA BAIXO
Com uma liderança não reconhecida, mas violenta ao extremo, a população alegre do Irã segue sendo oprimida por clérigos retrógados que sequer permitem que a mulher ande nas ruas com liberdade. Eles consideram todas as mulheres como se fossem animais e reprodutoras. A população é reprimida e massacrada sob ordens de uma ditadura violentíssima, que não liga para o bem estar geral. A ditadura ainda luta para ter uma bomba atômica e não importa nem com o desastre econômico quase letal que a economia do país atravessa. No domingo fará um mês do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, que não deixa nem sair um navio com origem em portos iranianos ou a entrada de qualquer embarcação com destino aos portos do Irã. Nada, nenhum produto. Não há comércio. Um prejuízo diário de US$ 450 milhões de dólares diários. O mundo, o mercado internacional do petróleo, quer uma definição do Irã sobre as propostas americanas. Mas até agora as respostas são insuficientes para que a guerra se encerre definitivamente.
A nação iraniana segue refém de ditadores sanguinários. Protestos globais estão sendo planejados enquanto o apagão da internet no Irã chega a quase 70 dias. A
crescente necessidade de acesso à internet levou alguns iranianos a se conectarem por meio de Redes Virtuais Privadas (VPNs) e antenas parabólicas da Starlink. Essa conexão acarreta um risco significativo. Manifestações globais estão programadas para ocorrer no domingo (10), visto que civis na República Islâmica terão passado mais de 70 dias sem acesso a serviços de internet, de acordo com dados publicados pelo serviço de monitoramento de internet NetBlocks.
O gabinete do príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi (esquerda), anunciou que as manifestações iriam prosseguir, descrevendo as restrições atuais como uma forma de manter o povo iraniano refém. O gabinete de Pahlavi acrescentou que, embora a grande maioria dos iranianos não consiga se conectar com o mundo exterior, o regime islâmico realizou prisões em massa e intensificou o ritmo de suas execuções. O Irã tem usado regularmente o bloqueio da internet como meio de controle, restringindo o acesso nas províncias curdas após o assassinato de Mahsa Amini e o início dos protestos “Mulheres, Vida, Liberdade” em 2022, e em resposta aos protestos dezembro e janeiro, que eclodiram em decorrência da grave crise financeira do país. A inflação está sem controle e com o bloqueio, o dinheiro iraniano está virando fumaça. Diferentemente de janeiro, a maioria das pessoas no Irã ainda consegue acessar algumas redes domésticas controladas pelo Estado e a mídia estatal.
CONTROLE TOTAL
Embora a grande maioria da sociedade civil iraniana não tenha conseguido se conectar, dizimando pequenos negócios e dificultando o monitoramento internacional das
violações dos direitos humanos no país, o regime permitiu que um pequeno número de indivíduos alinhados ao Irã acessasse a internet por meio de cartões SIM brancos e pacotes de internet profissional. Amir Rashidi (direita), especialista em cibersegurança da Miaan, um grupo de direitos digitais focado no Irã, explicou que o Irã havia implementado uma nova infraestrutura, tornando o acesso à internet um privilégio em vez de um direito. Alguns membros da sociedade iraniana, especialmente aqueles que atuam nas áreas da política ou da academia, têm acesso à internet em certa medida, dependendo do nível de autorização concedido pelo regime. Embora o regime não tenha esclarecido os requisitos necessários para essa autorização, Rashidi alertou que fatores como etnia e gênero podem ser levados em consideração.
“Embora o Pro Internet seja uma forma flagrante de discriminação digital, o nível de acesso a esses serviços também varia entre diferentes profissões, e não está claro com base em quais critérios ele foi concebido. Ao pagar os mesmos 40.000 tomans por cada gigabyte de Pro Internet, um professor universitário recebe um acesso mais limitado em comparação a um jornalista. Resta saber qual será o nível de acesso que outras classes sociais receberão em troca do valor pago, à medida que essa tendência continua.”
A crescente necessidade de acesso à internet, seja para contatar parentes no exterior, trabalhar ou denunciar as violações dos direitos humanos cometidas pelo regime, levou algumas pessoas a se conectarem por meio de Redes Virtuais Privadas (VPNs) e antenas parabólicas Starlink. A organização de direitos humanos Fundação Abdorrahman Boroumand relatou que as forças de segurança prenderam o empresário depois que ele visitou uma instalação para verificar o paradeiro de seu irmão, que havia sido detido. Ambos
os irmãos foram acusados de usar o serviço Starlink e foram agredidos pelas forças de segurança, segundo o grupo.
Além de ser extremamente arriscado, o acesso ao Starlink tornou-se cada vez mais caro. Kits Starlink que antes eram vendidos por cerca de US$ 1.000 no mercado negro agora custam mais de US$ 5.000, segundo informações da DW News, e as VPNs podem chegar a custar 1 milhão de tomans por gigabyte de dados (cerca de US$ 6). Outros iranianos têm procurado soluções para as restrições individuais causadas pelo apagão generalizado. Nariman Gharib(direita), ativista da oposição iraniana radicado no Reino Unido e investigador independente de ciberespionagem, anunciou a criação de um aplicativo, o “Eagle Eye”(esquerda), que permite aos iranianos receber transmissões de agentes não estatais sem usar a internet.
Os iranianos, já sofrendo com a alta inflação e a crise econômica no Irã, viram a situação piorar ainda mais nos últimos meses, com o acesso às vendas no exterior praticamente bloqueado. A economia iraniana está sofrendo uma perda diária de cerca de US$ 37,7 milhões e estimou que cerca de 70% das empresas foram afetadas pelas restrições. Estima-se que a queda na receita dos negócios online esteja
entre 50 e 90%. Muitas empresas fecharam completamente.
Membros da liderança do regime islâmico não foram afetados pelas restrições à internet e puderam continuar usando suas redes sociais normalmente, sem serem impactados pelo bloqueio. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime, Esmaeil Baghaei(direita), usou seu acesso irrestrito para reclamar de “censura seletiva” após seu selo azul ter sido removido da popular plataforma X. “Essa desverificação arbitrária se encaixa no padrão de censura seletiva e pirataria digital americana de X, com o objetivo de suprimir a verdade sobre a guerra ilegal dos EUA contra o Irã”, publicou em uma postagem rapidamente inundada por membros da oposição iraniana, que apontaram a aparente ironia.
EXECUÇÕES
Familiares de prisioneiros iranianos que estão sendo executados detalham abusos e torturas antes das execuções Yaghoub Karimpour, de 43 anos, e Nasser Bakerzadeh (esquerda), de 26, foram enforcados no sábado (2), e Mehrab Abdollahzadeh (direita), de 28, foi executado no domingo (3) na Prisão Central de Orumiyeh. Segundo cartas e gravações de telefonemas compartilhadas com o The Jerusalem Post pela Rede Curda de Direitos Humanos (KHRN), o regime islâmico torturou e maltratou prisioneiros antes de sua execução no sábado.
Yaghoub Karimpour e Nasser Bakerzadeh, foram enforcados e Mehrab Abdollahzadeh, foi executado no domingo
na Prisão Central de Orumiyeh. Os três homens puderam falar com a KHRN antes de suas execuções. Nenhum dos familiares dos homens foi informado da execução, apesar da lei iraniana garantir às famílias uma última visita, observou a organização, e os homens não sabiam de sua execução quando Rebin Rahmani, da KHRN, falou com eles no sábado anterior às suas execuções. O regime islâmico torturou Yaghoub Karimpour, um cidadão turco azerbaijano com deficiência, acusado de compartilhar informações com o Mossad, o serviço secreto israelense, antes de sua execução, de acordo com uma carta escrita por Karimpour em janeiro.

publicada em 8 de maio de 2026 às 11:00 




