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SEM PETRÓLEO, ENERGIA, ÁGUA E GÁS, POPULAÇÃO CUBANA ESTÁ USANDO PORTAS E JANELAS PARA COZINHAR O QUE AINDA RESTA PARA COMER

Cuba, um país mergulhado na escuridão

Daqui pra frente em Cuba, é só para trás. Com aumento da pressão dos Estados Unidos, principalmente depois da prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro,  e a interrupção dos embarques de petróleo, os problemas agravaram. Cuba contava com o apoio também do Brasil, mas o presidente Lula que sempre foi um defensor ferrenho do regime comunista cubano, virou as costas até para seu aliado mais próximo e amigo pessoal, Nicolás Maduro. Em entrevista ontem, ele disse que a “libertação de Maduro não era prioridade.” Cuba também não parece ser. Pressionado também pelos Estados Unidos, Lula finge que não conhece as agruras da economia de desminlingua em Havana.

Depois de negar Maduro, amizade de Lula e Diaz-Canel parece ter virado pó

O Programa Mais Médicos ainda era uma saída para alimentar a ditadura criada pelos Castros, mesmo em detrimento dos trabalhadores. Hoje, a única coisa que resta de benesses do Brasil para o regime cubano é fingir que os bilhões emprestados dos impostos de brasileiros pelo BNDES para construir o Porto de Mariel, não são cobrados.

Sem o petróleo venezuelano e sem o petróleo mexicano e muito menos o russo, a refinaria de Havana já não tem petróleo para transformar em combustíveis. O que foi transformado se transformou em reserva estratégica militar e das autoridades mais graduadas do regime comunista. Sem combustível para ligar os geradores de energia a diesel e as bombas de água, o país mergulhou de vez na escuridão literalmente. Um drama diário. O que ainda há para alimentação só pode ser preparado em carvão e fogo a lenha, mas nem todos podem ter este “luxo”. Não há gás. A realidade parece ser insustentável. Alguns estão usando as janelas, as portas, para cozinhar. “O colapso reside na mentalidade imperial, mas não na mentalidade dos cubanos”, disse o ditador cubano, Miguel Diaz-Canel “Sei que vamos passar por tempos difíceis, mas vamos superá-los juntos com resiliência criativa.”

Refinaria Cubana já não tem mais petróleo para processar

O governo cubano permanece em silêncio sem se pronunciar sobre se a Rússia ou qualquer outro país mandaria petróleo para processamento ou mesmo combustíveis. Diaz-Canel descreveu a situação como “complexa” e classificou a postura dos EUA como “agressiva e criminosa“, afirmando que ela está afetando setores como transporte, hospitais, escolas, turismo e produção de alimentos. Ele disse que, em uma semana, daria detalhes sobre como Cuba lidaria com a crise. Mais uma vez o regime comunista depende o regime capitalista para buscar sobreviver.  O presidente Donald Trump disse que “Bem, agora é uma nação falida. Eles não estão recebendo dinheiro da Venezuela, e não estão recebendo dinheiro de lugar nenhum.”

Para Diaz-Canel, Serguey Lavrov é a única salvação

Autoridades cubanas elogiaram recentemente uma conversa telefônica que tiveram com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, embora não tenham divulgado detalhes. A Presidente do México, Claudia Scheinbaum, também de esquerda, prometeu “enviar ajuda humanitária, mas não petróleo.” Mas este “socorro” está sendo visto como apoio ao regime comunista e não está sendo bem visto pelos Estados Unidos. A marinha mexicana ficou de enviar esta ajuda. Miguel Díaz-Canel, afirmou que seu país está preparado para dialogar com os Estados Unidos, mas apenas em termos de igualdade e sem pressão. Talvez ele não encontre isto como uma realidade. A pressão agora será da própria população cubana que pode enfrentar o medo da repressão violenta do Estado, como no Irã, em busca de sobrevivência. Diaz-Canel disse que que quaisquer negociações devem ocorrer “em posição de igualdade, com respeito à nossa soberania, à nossa independência e à nossa autodeterminação  e sem interferência em nossos assuntos internos”. Não podemos explicar abertamente tudo o que estamos fazendo”, disse ele, mas “Cuba não está sozinha”. Trump e o secretário de Estado Marco Rubio,  filho de imigrantes cubanos e nascido em Miami, não esconderam o desejo de promover uma mudança de regime em Havana.

O Presidente Trump e o Secretário Marco Rúbio aguardam os acontecimentos antes de agir.

A Porta-Voz da Casa Branca,   Karoline Leavitt, disse a repórteres que “Acho que, considerando que o governo cubano está em seus últimos suspiros e o país está prestes a entrar em colapso, eles deveriam ser cautelosos em suas declarações dirigidas ao presidente dos Estados Unidos.” Questionada sobre a negação de Cuba da existência de negociações, ela disse que o presidente Trump estava “sempre disposto a se engajar na diplomacia e acredito que isso é algo que está acontecendo, de fato, com o governo cubano”.

Portas e janelas arrancadas para cozinhar a alimentação que ainda resta

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que forneceria US$ 6 milhões em ajuda direta aos cubanos por meio da Igreja católica cubana. A medida surge após um auxílio anterior de 3 milhões de dólares, também fornecido pelos mesmos mecanismos, com a ajuda material sendo entregue por representantes das paróquias locais.

Além de todos os percalços da economia, Cuba está vivendo um inverno pra lá de atípico, com a temperatura chegando a zero grau. Agravando ainda mais os problemas. A economia de Cuba entrou em colapso nos últimos anos e o país já atravessava sua pior crise.

 

O Conselho de Ministros da ilha preparou um plano para lidar com a escassez “aguda”  baseado nas diretrizes de Fidel Castro durante o chamado Período Especial, a crise que se seguiu à queda da União Soviética. O plano atualizou as diretrizes para a chamada Opção Zero, uma situação de extrema escassez. Ele afirmou que o país teria que se adaptar para viver da sua produção nacional de petróleo bruto e que a população teria que enfrentar medidas restritivas. E pronto e acabou-se.

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