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SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL E PETROBRÁS FECHAM PARCERIA PARA NOVO MAPEAMENTO NA BACIA DO MARAJÓ

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) firmou nesta semana um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Petrobras para a revisão e atualização da carta estratigráfica da Bacia do Marajó. O projeto tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a região, incluindo a análise de sistemas petrolíferos e áreas com potencial exploratório, além de gerar informações para avaliação de recursos minerais e hídricos. O investimento previsto é de R$ 2,8 milhões.

Localizada no Pará, na confluência dos rios Amazonas e Tocantins, a Bacia do Marajó ocupa cerca de 53 mil km² e está situada entre as bacias do Amazonas e do Parnaíba. A região apresenta potencial para armazenamento de petróleo. O projeto busca consolidar dados existentes e reduzir lacunas de conhecimento, especialmente na seção rifte, com prazo de execução de 18 meses. Segundo o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, a cooperação entre as instituições deve contribuir para o avanço do conhecimento técnico em uma área estratégica.

Essa parceria para realização de estudos na Bacia do Marajó fortalece a produção de informações técnicas qualificadas, que contribuem para o planejamento e para a tomada de decisão sobre o uso sustentável dos recursos naturais, em sintonia com as diretrizes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem reafirmado o papel estratégico da ciência e da soberania nacional no desenvolvimento do país”, afirmou.

Os estudos serão conduzidos por uma equipe multidisciplinar com 21 pesquisadores, sendo 15 do SGB e seis de universidades brasileiras. O projeto prevê o uso de tecnologias como inteligência artificial para mapeamento de sismofácies, além de métodos de geocronologia e termocronologia, que permitem analisar a evolução térmica das rochas e a geração de hidrocarbonetos.

De acordo com a chefe da Divisão de Bacias Sedimentares (DIBASE), Cleide Moura, os estudos devem contribuir para o avanço das pesquisas em geologia sedimentar, estratigrafia e geotectônica. “A Bacia do Marajó é um elo de conexão entre o interior continental e as bacias marginais oceânicas. Ocupando extensas áreas do Pará, a bacia está inserida em um arcabouço tectônico complexo e registra fases fundamentais da evolução geodinâmica associada à abertura do Oceano Atlântico Equatorial, constituindo elemento-chave para a compreensão da evolução da margem norte da América do Sul”, explicou.

A carta estratigráfica é um instrumento que organiza, em diagramas cronoestratigráficos, o arranjo das camadas geológicas ao longo do tempo. O documento sintetiza as características do preenchimento sedimentar das bacias e permite posicionar as formações dentro de escalas geocronológicas internacionais.

Além do SGB, participam do projeto pesquisadores da Universidade Federal do Pará, Universidade Federal do Amazonas, Universidade de São Paulo, Universidade de Brasília, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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