TRABALHO REALIZADO NA PARADA DA USINA NUCLEAR ANGRA 2 ENVOLVEU MIL PROFISSIONAIS DURANTE 56 DIAS SEM INTERRUPÇÃO
Depois de reconectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), após a conclusão da 21ª parada programada para reabastecimento de combustível, pode se chegar a conclusão de que o trabalho de quase dois meses e meio de parada para a troca do combustível e da manutenção geral, os resultados foram considerados muito bons. A parada incluiu atividades de inspeção, modernização e preparação da unidade para um novo ciclo de operação. Durante o período em que a usina esteve desligada, foram executadas cerca de 5 mil atividades de inspeção, testes e revisões em diferentes sistemas da planta. Também foram substituídos 56 elementos combustíveis, o equivalente
a aproximadamente 30% do núcleo do reator. Mais de mil profissionais participaram das atividades, entre empregados da Eletronuclear e especialistas de empresas parceiras, atuando em regime contínuo, com equipes organizadas em turnos ao longo de 24 horas.
Segundo o superintendente de Angra 2, Fabiano Portugal, a parada programada permitiu realizar intervenções importantes para a continuidade da operação da usina. Ele explicou em uma entrevista ao Petronotícias o grau de importância de uma atividade com estas características: “A parada programada é um momento essencial para realizarmos uma grande
revisão na usina, com atividades que garantem a confiabilidade dos equipamentos e preparam a unidade para um novo ciclo de geração. Estamos trabalhando para que Angra 2 possa operar por mais 20 anos após os 40 anos iniciais.”
– Como foi o trabalho que o senhor liderou desta vez em Angra 2?
– A parada da usina desta vez teve a duração de 56 dias, marcando mais um importante ciclo de revisões e
preparação para operação segura e eficiente. Quero registrar o reconhecimento a todos os profissionais envolvidos neste trabalho. A dedicação das equipes foi evidente ao longo de todo o trabalho. Sabemos que o ritmo de trabalho em uma parada é intenso. Há muita pressão em função do prazo, do grande volume de atividades e um ambiente naturalmente exigente. Ainda assim, o que se viu foi o destaque para o profissionalismo da equipe, a competência técnica e, acima de tudo, o comprometimento com a segurança e com a missão da empresa.
– É grande o volume de atividades que precisam ser executadas quando há a paralisação de uma usina nuclear?
– Olha, foram dias intensos. Foram realizados mais de 7000 trabalhos, abrangendo inspeções, manutenções e intervenções essenciais para garantir mais um ciclo seguro e confiável de operação da usina. Entre as atividades de maior relevância técnica, destacam-se o reparo de pontos quentes do gerador principal e a revitalização do gerador, intervenções que contribuem diretamente para aumento da confiabilidade e extensão da vida útil desse equipamento estratégico para a usina.
– Manutenções assim fazem prolongar o tempo de vida útil de uma usina nuclear?
– Com certeza, porque também foram executadas diversas inspeções e testes nos sistemas de refrigeração do reator, que integram o Programa de Gerenciamento de Envelhecimento da usina. Esses trabalhos são fundamentais para sustentar tecnicamente
o processo de extensão da vida útil da usina, garantindo que continue operando com elevados padrões de segurança nuclear por mais de 40 anos.
– Em relação aos custos de uma parada como aquela ficou dentro do previsto?
– Este é um aspecto importante que devemos ter em primeiro plano. É outro aspecto importante porque há muita disciplina no controle dos custos de uma parada. O acompanhamento financeiro foi realizado de forma rigorosa ao longo de toda a execução e a estimativa foi para que o projeto fosse concluído aproximadamente 5% abaixo do orçamento previsto. Além disso, identificou-se uma oportunidade relevante de reclassificação contábil de despesas da parada. Aproximadamente 45% dos custos associados poderão ser avaliados para unitização como investimento em ativos existentes, o que representa um alívio significativo no orçamento da empresa.
– Então pode ser considerado que deu tudo certo nos trabalhos realizados pelas equipes que participaram do projeto?
– Sem dúvidas. Os resultados alcançados nesta parada são fruto do trabalho integrado entre equipes próprias, contratadas, áreas técnicas, planejamento, operação e apoio. Cada atividade executada contribui diretamente para manter a usina como um ativo estratégico para o sistema elétrico nacional.
– Pelo o que o senhor informa, o trabalho em equipe foi fundamental para que tudo desse certo.
– Eu quero voltar a falar sobre isso. Faço questão de dizer à todos que participaram desta parada, expresso meu agradecimento e reconhecimento. O desempenho demonstrado reafirma a capacidade técnica e o compromisso das equipes com segurança, confiabilidade e excelência operacional. Segue-se agora para mais um ciclo de operação com a confiança de que a usina continua preparada para cumprir seu papel com segurança, eficiência e responsabilidade.

publicada em 20 de março de 2026 às 18:00 





Paramos 56 dias em Angra 2, falamos que faríamos em 50 enquanto o prazo razoável e suficiente seria de 25 dias. Em 36 dias de excesso deixamos de gerar cerca de um milhão de MWh. Adicionalmente estendemos contratos de 1000+ pessoas com excelentes overheads, talvez umas 200 estrangeiras, custando provavelmente mil dólares por dia. E ainda sofismamos para o público ingênuo. Pior, talvez nem os gerentes tenham ideia do prejuízo, da destruição de valor, talvez nem os boards do setor nuclear, talvez nem os ministérios. Ninguém. A causa raiz do fracasso nuclear do Brasil não passa pelos átomos de urânio… Leia mais »
Kkkkk pqp, irmão. Si tu abrir um site de notícias eu vou ser o primeiro a ler
Parabéns a todos os colaboradores de Angra 2 que contribuíram para este sucesso, pois foi uma parada bastante desafiadora. Que este seja um ciclo semelhante ao de 2025, quando Angra 2 bateu o recorde de geração de energia em toda a sua história e, provavelmente, se colocará entre as 10 maiores usinas do mundo em geração de energia elétrica. Nesse mesmo ano, Angra 2 apresentou taxa de perda forçada igual a zero e fator de capacidade de 100%. A parada foi mais longa que o habitual (Angra 2 tem tempo médio histórico de parada de 32 dias, enquanto usinas europeias… Leia mais »
Se continuarmos assim, vamos falir. É preciso coragem para enfrentar as dificuldades e saná-las. Sofismas são inverdades camufladas, com objetivo de exaltar o que é bom e esconder o que não é. Por exemplo, fator de capacidade deve envolver dois períodos, com a usina funcionando e ela parada para manutenção e recarga. Limitar ao período funcionando apenas é um sofisma, pois esconde o período parado. Falar em 100% de fator de capacidade esquecendo a parada ofende a capacidade do leitor. Falar em geração entre 10 das maiores do mundo sem esclarecer que a usina também é uma das maiores, é… Leia mais »