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TRUMP CANCELA SEGUNDA ONDA DE ATAQUES CONTRA A VENEZUELA E VAI SE REUNIR COM PETROLEIRAS AMERICANAS NA CASA BRANCA

As reunião com as empresas petrolíferas americanas convidadas pelo presidente Donald Trump a investirem na reconstrução da indústria do petróleo da Venezuela está agendada para esta sexta-feira, na Casa Branca. Halliburton, ExxonMobil, ConocoPhilips e Chevron enviaram seus representantes. E vão levar os primeiros números da realidade nua e crua se quiserem fazer um desembolso. A Chevron, que também estará presente, é a única empresa americana do segmento a permanecer explorando o petróleo venezuelano, mesmo sob o julgo do ditador sanguinário Nicolás Maduro, preso em Nova Iorque como traficante e violador de direitos humanos aguardando uma nova audiência na justiça que está marcada para o dia 17 de março. O encontro desta sexta trará informações mais dentro da realidade sobre o que será preciso para reerguer poços, equipamentos, oleodutos, refinarias, portos e navios para exportação.

Trump quer o petróleo e não está se importando se o petróleo da Venezuela, apesar da reserva gigantesca, é o mais poluidor dos óleos explorados no mundo. Com API entre 8 e 10, ele é ainda mais pesado daquele que é extraído das areias betuminosas do Canadá. Tanto um quanto outro, nos Estados Unidos, só podem ser refinados por duas refinarias no Golfo. Elas são únicas refinarias americanas calibradas para isso. Remontar a indústria da Venezuela, desde as pesquisas até a venda final, vai exigir tantos bilhões de dólares que ainda nem se sabe quanto efetivamente, mas passa da casa dos 3 dígitos, acredita-se. Exatamente por isso, surgem duas perguntas: os Estados Unidos precisam mesmo do petróleo venezuelano ou ele será usado apenas como estratégia  junto aos seus adversários políticos. A outra é: individualmente as petroleiras americanas estão dispostas e capitalizadas para estes investimentos,  porque só terão retorno mesmo em  mais de dois anos?

É muito comum na indústria do petróleo que as empresas, tecnicamente concorrentes, sejam também parceiras nos investimentos. O Brasil está careca de ter exemplos deste tipo nos leilões que organiza por aqui. E talvez seja a grande saída para que Trump possa dobrar os executivos das empresas. Ele já disse anteriormente que elas desempenharão um papel fundamental na reconstrução da indústria petrolífera da Venezuela. “Eles vão reconstruir toda a infraestrutura petrolífera. Vão investir pelo menos 100 bilhões de dólares, e o petróleo que eles têm é inacreditável, tanto em qualidade quanto em quantidade”, disse na época. A reunião de hoje (9) surge em meio a uma semana de turbulência política em Caracas, após a posse da presidente interina Delcy  Rodriguez (direita), chavista e madurista de carteirinha.

Enquanto os Estados Unidos observam se a nova liderança poderá mesmo exercê-la em prol dos interesses norte-americanos, a Venezuela acorda a cada dia com um olho no poço e outro no mar do Caribe. Num gesto de “boa vontade” o governo mandou soltar das prisões quase 100 pessoas que foram presas por discordarem das políticas do ditador. Ao mesmo tempo, as milícias armadas continuam a circular pelas ruas, intimidando que aparenta festejar a queda de Maduro. Pela libertação dos presos, o presidente Trump cancelou a  segunda onda de ataques à Venezuela. Ele disse que os EUA e a Venezuela estavam trabalhando bem juntos, acrescentando que pelo menos 100 bilhões de dólares seriam investidos. Ele acrescentou, no entanto, que todos os navios petroleiros na Venezuela “permanecerão no local onde estão por motivos de segurança”, apertando o torniquete de fornecimento para Cuba ainda. Havana terá agora que se contentar em pagar o preço de mercado apenas do petróleo Mexicano para sobreviver. Mas a pressão sobre a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum Pardo (esquerda), vai aumentar a partir de agora porque os Estados Unidos já estudam atacar os cartéis de narcoterroristas em território mexicano.

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