TRUMP E MARCO RUBIO QUEREM LEVAR REGIME CUBANO ATÉ O LIMITE, MAS A POPULAÇÃO FAMINTA E DESARMADA NÃO REAGE
A ditadura cubana continua enganando o povo. Oito dias depois da chegada e do desembarque de 730 mil barris de petróleo transportados dos Urais, na Rússia, pelo navio petroquímico Anatoly Kolodkin até o Porto de Matanzas, nada aconteceu em benefício da população. Os apagões seguiram todos os dias, falta água, gás para cozinhar o que ainda resta de alimentos, remédios, transporte, o lixo continua acumulado nas ruas, enquanto os líderes da ditadura, continuam gordinhos e corados. Talvez o presidente Trump e o secretário Marcos Rubio, estejam esperando uma revolta popular capaz de tirar os ditadores sanguinários do poder, mas a máquina de repressão ainda está muito forte. Os Estados Unidos precisam sair desse “chove não
molha”; Nem dança e nem sai da pista” se quiserem ajudar de verdade a população cubana a tirar da pele as garras sanguinárias dos Castristas.
Apenas aqueles que reprimem são beneficiados pelo governo. Suas famílias recebem salário em dia, alimentos e remédios. Um levante tão forte para ser capaz de uma mudança no regime, pode demorar muito tempo. Há muitas prisões e muita violência. Desarmada, a população não reage. Se o petróleo russo foi um teste para saber como a ditadura castrista iria se comportar, deu pra ver bem que a máxima “farinha pouca, meu pirão primeiro” foi levada ao pé da letra. Só o regime e quem pertence a ele, se beneficiou até agora.
Os setores de transporte e produção de eletricidade seriam revitalizados com geração distribuída, bombeamento de água ou com a operação de indústrias vitais. Isso não aconteceu para a população, mas apenas para abastecer os que pertencem ao regime. O Kolodkin foi o primeiro navio transportando petróleo bruto russo a chegar a Cuba desde dezembro de 2025. No dia 23 daquele mês, o Jasper atracou em Matanzas com aproximadamente 300.000 barris de petróleo bruto russo, cumprindo a frequência de carregamento trimestral que a Rússia vinha seguindo nos últimos três anos.
FALTA ÁGUA E SOBRA LIXO
Moradores de vários bairros de Havana estão consumindo água contaminada devido a vazamentos. A situação é pior em La Güinera, onde não há mais água potável. No município de Arroyo Naranjo, estão bebendo esta água contaminada há mais de dez dias devido a um rompimento na rede de esgoto ocorrido há 20 dias e que as autoridades ainda não consertaram, segundo relatos de moradores afetados. Sem qualquer previsão, de vez em quando, o governo manda um carro pipa para
abastecer os bairros. Segundo o que é dito pelos funcionários da empresa estatal Águas de Havana justificam a situação como uma das consequências da falta de combustível.
Nas ruas de Havana, montanhas de lixo se acumulam. E além de ser fonte de doenças, cheia de ratos, serve também para centenas de famílias, como fonte de alimentação. A busca por alimentos nos lixos da cidade é de uma tristeza profunda. Mas nem isso sensibiliza ou abala os ditadores do regime. O que chega de doações, principalmente do México, primeiramente é distribuído entre os líderes do regime, que ficam com as melhores coisas. Em seguida, os beneficiados são as guardas da repressão. As poucas coisas que sobram são distribuídas para as regiões onde o regime ainda tem prestígio.
TRAFICANTES DA SAÚDE
A crise de combustíveis chegou a tal ponto que carvão é um “luxo” e lenha a “solução”. Portas e janelas estão sendo arrancadas para se cozinhar o que ainda resta. Muitas
famílias são obrigadas a cozinhar na rua para reduzir os efeitos da fumaça. O drama na saúde é ainda mais terrível. Surgiram contrabandistas que estão trazendo os medicamentos da República Dominicana. Não se sabe como, mas eles tem de tudo, desde dipirona até remédios para quimioterapia. É uma nova modalidade de tráfico. Os traficantes da Saúde. Santiago de Cuba, até onde se sabe, é o foco de distribuição desses remédios. Acredita-se que deva haver autoridades envolvidas, porque os remédios chegam de um jeito ou de outro, sem controle. Mas nem todos os medicamentos que circulam em redes ilegais vêm do exterior. Há também drogas fabricadas em Cuba, roubadas de fábricas, hospitais e farmácias , e desviadas para o mercado negro.
A situação é especialmente grave para pessoas com doenças crônicas ou câncer. Algumas pedem ajuda nas redes sociais, e aquelas que têm condições financeiras compram o tratamento: um lote completo de medicamentos quimioterápicos fabricados em Cuba custa mais de 60.000 pesos (cerca de US$ 116,50). A maioria recorre a parentes no exterior. Mesmo assim, ainda há o risco de serem roubados mesmo dentro dos hospital. A proliferação de vendedores ilegais em Santiago de Cuba é tão disseminada que os clientes já sabem onde eles estão. Sentados em bancos ou muros, os mais ousados exibem as drogas em caixas, bandejas ou simplesmente seguram cartelas de comprimidos nas mãos.
ACUSANDO UM MENOR DE TERRORISMO
O regime cubano parece desesperado e cruza mais uma linha vermelha. Depois de prender o adolescente Jonathan Muir Burgos, filho de um pastor, por protestar
contra os apagões e contra a falta de alimentos, o governo mergulhou no colapso da ilegalidade. O menino é acusado de sabotagem (um dos crimes mais rigorosos em Cuba, cuja pena básica varia de sete a quinze anos de prisão), por participar de um protesto. O menor está sendo vítima de arbitrariedades e crueldade judicial. A prisão de Muir, trouxe novamente à tona o uso do sistema penal em Cuba como instrumento de controle social. Os acontecimentos apontam para
uma prática que transcende o caso individual: a instrumentalização da justiça para punir o exercício de direitos fundamentais , mesmo quando aqueles que os exercem são menores de idade. Muir Burgos foi preso após participar de um protesto em Morón, em Ciego de Ávila, durante um prolongado apagão. Desde então, permanece detido em condições que agravam seu estado de saúde e lhe negam acesso efetivo a garantias básicas, como representação legal adequada ou verdadeira supervisão judicial.
O protesto em Morón, inicialmente pacífico, degenerou em episódios de violência após a intervenção das forças de segurança. Contudo, transferir essa dinâmica coletiva para a responsabilidade penal de um menor, e fazê-lo sob uma acusação como a de sabotagem, revela um uso expansivo do direito penal, incompatível com o princípio da legalidade, que exige que toda
intervenção penal se baseie na lei, e não em interpretações amplas ou critérios políticos. A negação do habeas corpus e um sistema de justiça que se recusa a ser questionado. A isso se soma seu estado de saúde. Muir Burgos sofre de problemas dermatológicos que, sem o tratamento adequado, podem levar a complicações graves, tornando sua prisão contínua potencialmente perigosa.
Em sistemas que respeitam padrões mínimos, circunstâncias como essas levariam à adoção de alternativas à prisão. No entanto, as ações do Estado reforçam a percepção de que o objetivo da prisão não é preventivo, mas punitivo. O contexto familiar também não pode ser ignorado. O pai do adolescente é o pastor Elier Muir Ávila, conhecido por suas críticas ao regime, o que levanta a possibilidade de que a detenção do menor esteja sendo usada como forma de pressão indireta. Esse
elemento abre caminho para a ativação de mecanismos supranacionais de proteção. O caso poderia ser analisado por órgãos como o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária. O que está em jogo no caso de Muir Burgos transcende a situação de um único adolescente. Seu caso estabelece um precedente preocupante: a normalização do uso de crimes graves — como sabotagem — para punir o exercício de direitos fundamentais, mesmo por menores de idade. Quando isso acontece, a linha divisória entre legalidade e arbitrariedade torna-se perigosamente tênue. Um Estado que prende um menor por protestar não apenas viola suas próprias leis e compromissos internacionais: mina os próprios fundamentos da justiça. Assim, a gravidade da situação exige uma resposta proporcional: da comunidade internacional, dos atores políticos e da sociedade civil. A omissão dessa resposta implicaria aceitar, por negligência, que a linha vermelha pode continuar a mudar. E essa é precisamente a maior ameaça.

publicada em 6 de abril de 2026 às 12:00 









