UCRÂNIA DISPARA CHUVA DE DRONES QUE VOARAM 2 MIL QUILÔMETROS ATÉ UM PORTO RUSSO COM BASE DE PETRÓLEO NO MAR NEGRO
A Ucrânia lançou um ataque maciço com drones durante a noite de ontem(13) contra Novorossiysk, um importante porto russo no Mar Negro, provocando um incêndio no terminal petrolífero de Sheskharis, uma importante instalação petrolífera. Não há muitas informações até agora sobre as reais consequências no local. A Rússia não está publicando mais dados detalhados sobre refino. Também não houve nenhum comunicado formal do Ministério da Energia. No primeiro trimestre, a Ucrânia atingiu importantes refinarias em Ryazan, Volgogrado, Saratov, Tuapse, Ufa e Astrakhan. Desde o início de agosto, a Ucrânia lançou pelo menos 58 ataques contra instalações energéticas russas, enviando drones a até 2.000 km dentro do território russo, de acordo com dados compilados pelo Open Source Centre, uma organização sem fins lucrativos sediada no Reino Unido. Desde agosto, drones ucranianos também atingiram refinarias em Novokuibyshevsk, Kirishi e Salavat.
As consequências para o setor de petróleo da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, são bem palpáveis para os russos. Os ataques
com drones e mísseis da Ucrânia deixaram 20% da capacidade de refino da Rússia inoperante entre agosto e outubro deste ano, mas a interrupção reduziu a produção em apenas 3 a 6%, já que Moscou utilizou unidades ociosas para absorver os danos. O processamento de petróleo na Rússia caiu apenas 3% este ano. Enquanto isso, os ataques na Ucrânia resultaram em uma queda de 6% no volume total de refino russo. A produção de refino caiu para cerca de 5,1 milhões de barris por dia durante esse período, 300 mil a menos do que um ano antes, apesar das interrupções em pelo menos 17 grandes refinarias desde o início de 2025. A capacidade total de refino da Rússia é de cerca de 6,6 milhões de barris por dia.
A maioria dos ataques ocorreu no início do ano e foram retomados em agosto, forçando a Rússia, o segundo maior exportador de petróleo bruto do mundo, a restringir as exportações de combustível e a implantar defesas aéreas adicionais em torno de infraestruturas energéticas essenciais. As refinarias russas estavam operando bem abaixo da capacidade total antes dos ataques, dando aos operadores espaço para reiniciar unidades reservas tanto em instalações danificadas quanto em não danificadas e para colocar as unidades atacadas de volta em operação assim que os reparos fossem concluídos. De janeiro a outubro, o processamento de petróleo na Rússia caiu para cerca de 5,2 milhões de barris por dia, uma queda de 3% em relação ao ano passado.
A Agência Internacional de Energia informou que a receita da Rússia com petróleo bruto e derivados caiu para um dos níveis
mais baixos desde o início da guerra em agosto. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou no mês passado que os ataques de longo alcance podem ter reduzido o fornecimento de gasolina na Rússia em até um quinto. O Kremlin mantém a posição de que o mercado interno de combustíveis permanece estável. As receitas de exportação de petróleo da Rússia caíram para US$ 13,4 bilhões em setembro de 2025, uma queda de cerca de US$ 0,2 bilhão em relação ao mês anterior, já que o aumento nos ganhos com o petróleo bruto foi compensado por uma queda de US$ 0,4 bilhão nas receitas com produtos petrolíferos, de acordo com o Instituto KSE. A aplicação das sanções também permaneceu fraca, com 153 navios-tanque de frota paralela operando em setembro e 109 embarcações sancionadas carregando em portos russos, enquanto todos os tipos de petróleo bruto russo eram negociados acima do teto de preço revisado pela UE.

publicada em 14 de novembro de 2025 às 13:00 




