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UM DRONE UCRANIANO MATA O ENGENHEIRO-CHEFE DA CENTRAL NUCLEAR DE ZAPORIZHZHIA, A MAIOR DA EUROPA

O engenheiro-chefe da Usina Nuclear de Zaporíjia (ZNPP), da Rosatom, Alexander Yakovlev,  foi morto ontem (15) em um ataque com drone próximo a Central Nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, a maior de toda Europa.  A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)  através de seu  Diretor-Geral, Rafael Mariano Grossi, divulgou um comunicado condenando o assassinato do engenheiro: “condenamos o incidente relatado, que, segundo ele, representa um ataque inaceitável à usina e à sua administração, ameaçando seriamente a segurança nuclear”. Em uma publicação no X ontem à noite, a agência afirmou: “A AIEA foi informada pela Federação Russa de que o engenheiro-chefe da Usina Nuclear de Zaporíjia (ZNPP) foi morto em um ataque com drone próximo ao local hoje. O Diretor-Geral Rafael Grossi condena o incidente relatado, que, segundo ele, representa um ataque inaceitável à usina e à sua administração, ameaçando seriamente a segurança nuclear. A AIEA pede o fim imediato de todos os ataques a instalações nucleares ou em suas proximidades, bem como aos seus funcionários.”

Segundo a corporação estatal russa de energia nuclear Rosatom, Alexander Yakovlev, engenheiro-chefe da usina, foi morto em um ataque de drone, juntamente com o motorista, quando o veículo em que estavam foi atingido ” na divisa entre o complexo industrial da usina e a cidade de Energodar”. A Central Nuclear de Zaporizhzhia, com seis unidades, está sob controle militar russo desde o início de março de 2022. Ela está localizada próxima à linha de frente entre as forças russas e ucranianas. Uma equipe de especialistas da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) está presente na usina desde setembro de 2022, como parte dos esforços para garantir a segurança do local. A AIEA mantém uma política de longa data de não atribuir culpa por incidentes durante o conflito, o que foi explicado por seu diretor-geral em 2024, em uma coletiva de imprensa do Conselho de Segurança das Nações Unidas: “Não somos comentaristas. Não somos especuladores ou analistas políticos, somos uma agência internacional de inspetores. E para afirmar algo assim, precisamos de provas, evidências indiscutíveis, de que um ataque, ou restos de munição ou qualquer outra arma, estejam vindo de um determinado lugar.”

A AIEA publicou sua atualização mais recente sobre a situação na Ucrânia, afirmando que “nos últimos dias, a ZNPP relatou diversos ataques com drones em Energodar, onde muitos funcionários da usina residem. Em 12 de julho, ataques com drones teriam causado várias vítimas, incluindo trabalhadores e subcontratados da ZNPP. Em 13 de julho, novos ataques teriam atingido prédios residenciais, o quartel dos bombeiros da cidade, supermercados e o hospital de Energodar, que permaneceu em funcionamento apesar dos danos a um veículo de serviço e a um gerador a diesel. A equipe da AIEA observou fumaça na direção do hospital. Em 14 de julho, um veículo de transporte de funcionários da ZNPP também foi alvo de um ataque com drone, sem relatos de vítimas ou feridos, segundo a ZNPP”.

Grossi afirmou, em uma atualização anterior, que os funcionários da usina “continuam trabalhando em circunstâncias extremamente difíceis. A atividade militar em Energodar pode aumentar a pressão sobre eles e suas famílias. Isso é diretamente relevante para a segurança nuclear e para os Sete Pilares Indispensáveis ​​da AIEA, que estabelecem que a equipe operacional deve ser capaz de cumprir suas funções e tomar decisões sem pressão indevida. Mais uma vez, apelo à máxima contenção militar nas proximidades de usinas nucleares para evitar qualquer risco de acidente nuclear”.

Ele também informou que a usina ficou sem energia externa por um curto período na tarde de terça-feira, pela 22ª vez desde o início da guerra. A usina está atualmente dependendo de sua única linha de energia de reserva em operação, enquanto os trabalhos para restabelecer a energia da linha principal externa continuam. Quando há queda de energia externa, a usina precisa recorrer a geradores a diesel de emergência.  “As frequentes interrupções no fornecimento de energia externa demonstram a fragilidade da situação da rede elétrica… a usina precisa de uma conexão de rede confiável e estável para manter suas funções essenciais de segurança, inclusive em seu atual estado de desligamento. As repetidas interrupções demonstram a necessidade de esforços contínuos para reforçar o fornecimento de energia externa, e a AIEA continuará seu trabalho intensivo nessa área.”

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