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UNIÃO EUROPEIA AUTORIZA A SUSPENSÃO DOS CONTRATOS PARA COMPRA DO GÁS RUSSO COM PREJUÍZO DE 13 BILHÕES DE LIBRAS PARA PUTIN

Mais um problema para a dor de cabeça do presidente russo Vladimir Putin. E bota dor de cabeça nisso, porque vai doer, e muito, também no bolso. A União Europeia decidiu suspender todas as importações de gás russo. Isto significa um  prejuízo certo de £13 bilhões. A UE começará a eliminar gradualmente as importações de gás russo, com os primeiros contratos a serem cancelados a partir de abril deste ano. A indústria de exportação de gás da Rússia está prestes a sofrer um grande revés após a publicação destes  novos planos da UE. O bloco publicou o regulamento REPowerEU em seu Diário Oficial, estabelecendo a cessação gradual das importações do gás. A regulamentação entra em vigor hoje(4), com os primeiros contratos a serem cancelados a partir de 25 de abril. Isso ocorre como parte da decisão da UE de se retirar completamente das importações e realizar compras até 2027.

As regulamentações implementam diversas restrições, incluindo a proibição de contratos de curto prazo para gás natural liquefeito (GNL) a partir de 25 de abril, contratos de curto prazo para gás de gasoduto a partir de 17 de junho;  contratos de longo prazo para importações de GNL a partir de 1º de janeiro de 2027 e importações de gás de gasoduto sob contratos de longo prazo a partir de 30 de setembro de 2027. Em um comunicado, a EU disse que “Publicado hoje, o Regulamento REPowerEU sobre o Gás (UE/2026/261) estabelece as disposições legais para a eliminação gradual das importações de gás natural da Rússia. Esta decisão histórica, adotada no final do ano passado, visa acabar de vez com a dependência da UE do gás russo até 2027.”

Em 26 de janeiro, os países da UE aprovaram definitivamente um plano gradual para proibir as importações de gás russo. No mesmo dia, o Ministro das Relações Exteriores  da Hungria,  Péter Szijjártó, revelou que  planejava entrar com uma ação judicial no Tribunal de Justiça da UE (TJUE) assim que a decisão sobre o plano REPowerEU fosse publicada. Posteriormente, descobriu-se que  a Eslováquia, também  seguiria o exemplo da Hungria e tomaria medidas legais contra a proibição da UE às importações de energia da Rússia. Segundo o  jornal russo já  os Estados-Membros da UE podem prorrogar o prazo para o fornecimento de gás por gasoduto até 31 de outubro de 2027, caso os seus níveis de armazenamento estejam abaixo do limite exigido.

No início de 2026, o gás russo ainda representava cerca de 13% das importações da UE e valia aproximadamente € 15 bilhões.  Somente em 2025, as exportações de gás russo para a UE renderam ao Kremelin essa quantia impressionante. Algumas estimativas sugerem que, entre o início de 2025 e o final de 2027, a UE ainda poderia enviar entre € 30 bilhões e € 40 bilhões para a Rússia em importações de gás e petróleo sob contratos de longo prazo, antes que essas importações cessem completamente.

Embora a Rússia tenha redirecionado com sucesso parte de suas exportações de energia para a Ásia, a perda do valioso mercado europeu reduz significativamente sua flexibilidade orçamentária. Em 2025, as receitas com petróleo e gás já haviam caído para o menor nível em cinco anos, com uma queda de 24%, para 8,48 trilhões de rublos (81 bilhões de libras esterlinas). A China e a Índia são os principais destinos do petróleo bruto russo, enquanto a Turquia lidera as compras de derivados de petróleo, substituindo grande parte do mercado europeu perdido devido às sanções. O teto de preços do G7 visa limitar a receita petrolífera da Rússia, embora o país tenha encontrado maneiras de contorná-lo, utilizando sua “frota paralela” e redirecionando os fluxos. Desde ontem, com a opção da Índia comprar dos Estados Unidos o petróleo da Venezuela, em troca da redução das tarifas de 50% para 18%, a situação da Rússia agrava-se ainda mais.

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