WEB OIL & GAS AMPLIA ATUAÇÃO E ENTRA NO MERCADO SUBSEA DE OLHO EM NOVOS NEGÓCIOS
A WEB Nordeste passou por um reposicionamento de marca e agora passa a se apresentar ao mercado como WEB Oil & Gas. O movimento acompanha outro movimento estratégico da companhia: a entrada no segmento subsea. A empresa já possui produtos qualificados para aplicações em até 10.000 psi e 3.000 metros de lâmina d’água e iniciou fornecimentos para projetos nesse setor. Em entrevista ao Petronotícias, o Country Manager da WEB Oil & Gas, Adyr Tourinho, explica a estratégia de expansão do portfólio, os desafios técnicos para avançar no segmento e as perspectivas de crescimento da empresa. “Nosso objetivo é construir uma presença consistente no subsea e ser reconhecidos como um parceiro capaz de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria”, declarou.
Poderia explicar aos nossos leitores quais foram as janelas de oportunidades que se abriram e permitiram a ampliação da atuação da empresa?
O desenvolvimento de produtos de alta complexidade de engenharia faz parte do DNA da WEB Oil & Gas. Já havíamos desenvolvido soluções para aplicações offshore e identificamos no mercado subsea brasileiro uma oportunidade de ampliar essa atuação. É um mercado de grande dimensão, com projetos desafiadores e demandas técnicas exigentes. Nesse cenário, vimos espaço para contribuir com operadoras, grandes fabricantes de equipamentos subsea e empresas responsáveis por projetos de engenharia, suprimentos, construção e instalação, desenvolvendo componentes críticos para suas operações.
Como a empresa pretende atuar no mercado subsea? Quais são os planos da companhia nesse segmento?
Queremos atuar como um parceiro estratégico no desenvolvimento e fornecimento de produtos de alta complexidade para o mercado subsea. Nosso plano é ampliar o portfólio de forma estruturada, combinando nossa capacidade de engenharia com as demandas dos clientes e parceiros. Mais do que fornecer componentes, queremos contribuir para viabilizar soluções para os desafios técnicos de seus projetos.
Quais foram os principais desafios técnicos e operacionais para migrar do topside de FPSOs para o subsea?
A atuação no subsea exige uma estrutura muito robusta de gestão de projetos e qualidade, além de elevada competência técnica para desenvolver, qualificar e testar produtos. O principal desafio é assegurar que essas capacidades estejam integradas para atender às exigências de cada aplicação. Isso demanda rigor em todas as etapas, da engenharia à validação do produto.
Quais são os componentes e equipamentos críticos que devem passar a fazer parte do portfólio da empresa?
Já contamos com produtos qualificados para aplicações subsea em condições de até 10.000 psi e 3.000 metros de lâmina d’água. Entre eles estão swivels, conectores hidráulicos, MCVs, PLRs e stress joints.
Também estruturamos um roteiro de desenvolvimento tecnológico para os próximos anos, que orientará a ampliação desse portfólio. Esse planejamento contempla a possibilidade de incorporar novos produtos a partir de demandas específicas dos nossos parceiros.
Como estão as primeiras negociações em busca de novos negócios nessas novas frentes de atuação?
As primeiras movimentações são bastante promissoras e já se traduzem em fornecimentos. Estamos fornecendo swivels para um grande fabricante de árvores de natal submarinas e também para uma empresa do segmento de sistemas submarinos de produção – SURF em um projeto no exterior. São avanços importantes para consolidar nossa presença nesse mercado.
A ampliação do portfólio exige expansão do parque fabril, novas certificações ou contratação de mão de obra especializada? Há previsões de investimentos em CAPEX para suportar esse momento?
Uma das principais mudanças está na nossa estratégia de fabricação. Adotamos um modelo que permite fabricar onde houver maior competitividade, seja no Brasil ou no exterior. Para executar essa estratégia, três pilares são fundamentais: engenharia, gestão de projetos e qualidade.
Ao mesmo tempo, manteremos em nossa fábrica na Bahia os programas de qualificação e os testes de desenvolvimento de novos produtos. Dessa forma, combinamos flexibilidade na fabricação com a manutenção de uma base técnica própria para sustentar a evolução do portfólio.
Quais são as perspectivas de crescimento da empresa a partir dessa nova frente de atuação?
Vemos um mercado com grande potencial, mas queremos avançar com cautela e concentrar nossos esforços em projetos estratégicos. Nosso objetivo é construir uma presença consistente no subsea e ser reconhecidos como um parceiro capaz de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria. É com essa visão de longo prazo que estamos orientando nosso crescimento.

publicada em 27 de outubro de 2026 às 5:00 




