A MARINHA VAI CONSTRUIR QUATRO LANCHAS RÁPIDAS BLINDADAS PARA ELA E O EXÉRCITO PATRULHAREM AS FRONTEIRAS FLUVIAIS
Mais fôlego para a indústria naval brasileira. A Marinha e o Exército assinaram um novo contrato para a construção de quatro embarcações blindadas para patrulha e fiscalização nas fronteiras. As unidades serão uma versão aperfeiçoada das lanchas de Operações Ribeirinhas da Classe “São Félix do Araguaia”, produzidas entre 2024 e 2025 e entregues aos Comandos Militares da Amazônia, do Norte, do Oeste e do Sul. As construções serão realizadas no Arsenal de Marinha, no Rio de Janeiro. “Essa evolução contínua é natural e de extrema relevância, incorporando lições aprendidas com base nos relatórios de desempenho de material elaborados pelos usuários”, afirmou o Diretor de Fabricação do EB, General de Divisão Tales Villela.
A blindagem e a capacidade de manobra proporcionam maior proteção aos combatentes e melhor mobilidade tática, contribuindo para a repressão a práticas ilícitas e
para o controle de vias fluviais estratégicas. “Ao integrar esforços entre as Forças, essas embarcações potencializam a presença do Estado nos diversos Comandos Militares de Área para os quais serão distribuídas, traduzindo-se em maior efetividade operacional”, disse o general. As características principais da lancha, como deslocamento, dimensões, capacidade de tripulação, motorização e autonomia, permanecem as mesmas da Classe “São Félix do Araguaia”. Ela é construída em alumínio de alta resistência, equipada com proteção balística e metralhadoras 50 mm e MAG 7,62 mm. Os motores de 320 hp (cavalos de força) permitem desenvolver a velocidade máxima de 35 nós, cerca de 65 km/h, transportando um total de 17 pessoas.
Segundo o Diretor do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), Contra-Almirante Mauro Nicoloso Bonotto, esse segundo Termo de Execução Descentralizada (TED) confirma a confiança do EB na experiência e no conhecimento técnico da MB. “Ele demonstra que conseguimos atender às expectativas com as primeiras entregas e, nesta nova oportunidade, vamos aperfeiçoar ainda mais as lanchas de operações ribeirinhas. Essa encomenda, conjuntamente com a construção simultânea de dois Navios-Patrulha de 500 toneladas, o ‘Mangaratiba’ e o ‘Miramar’, além de uma embarcação para transporte de pessoal para o Centro de Munição da Marinha e outra para lançamento de barreiras de contenção para o Depósito de Combustíveis da Marinha, atestam que o AMRJ retomou a sua capacidade de construção naval, honrando o seu legado de 262 anos a serviço da Pátria”,

publicada em 25 de fevereiro de 2026 às 20:00 




