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ROUBO EM OLEUDUTO DENTRO DE HARAS DA FAMÍLIA DE BICHEIRO CARIOCA PODE CHEGAR A R$ 6 MILHÕES

Segue o combate aos roubos milionários  aos oleodutos no Rio de Janeiro. Agora, a  investigação chegou numa tradicional família ligada ao jogo do bico. Foi descoberto que um dos ataque aos dutos  era feito a partir do  haras da Família Garcia, em Guapimirim. O combustível era roubados e  distribuído para outros estados. O Ministério Público disse que havia muita a organização para os crimes, inclusive  uma  forte segurança armada. Apenas em roubos do duto nesses Haras, o montante pode chegar a R$ 6 milhões. Sete pessoas foram presas nesta operação policial, embora ninguém seja da família Garcia diretamente.  A polícia está apurando se a família tem algum tipo de envolvimento.

Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval carioca e já foram vítimas de atentados. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado. As  investigações apontam que  o grupo possuía uma estrutura com divisão de tarefas e articulação interestadual. A operação se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais. O petróleo, por sua vez, era vendido sem notas fiscais falsas e circulavam entre estados, o que dificultava o rastreamento e ampliava o alcance da quadrilha.

Haras Garcia

Em um dos flagrantes citados na denúncia, em junho de 2024, policiais encontraram três caminhões, cada um com 41 mil litros de petróleo, totalizando 123 mil litros armazenados dentro da fazenda. O local era protegido por integrantes do grupo fortemente armados. Com um dos suspeitos responsáveis pela segurança, a polícia apreendeu pistola, escopeta, munições e celulares. Além do dano financeiro, o MP lembra o grave risco ambiental, já que a perfuração irregular de oleodutos pode provocar vazamentos de grandes proporções. Além do Rio de Janeiro e São Paulo, o produto do roubo pode envolver quadrilhas nos seguintes Estados:   Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Sergipe.

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