PETROBRÁS ANUNCIA LUCRO DE R$ 32,7 BILHÕES NO PRIMEIRO TRIMESTRE E PAGAMENTO DE R$ 9 BILHÕES DE DIVIDENDOS
Impulsionada pela alta do barril de petróleo Brent, a Petrobrás anunciou na noite desta segunda-feira (11) que encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 32,7 bilhões. O valor representa um aumento de 110% em relação ao quarto trimestre de 2025. Contudo, quando comparado com o primeiro trimestre de 2025, o montante é 7,3% inferior.
Excluindo eventos exclusivos, o EBITDA ajustado foi de R$ 61,7 bilhões (US$ 11,7 bilhões), 4,5% superior na mesma base de comparação, impulsionado pelo aumento nas vendas de derivados produzidos e pelas menores despesas operacionais, em especial pela redução dos custos exploratórios. Já o lucro líquido do período, sem considerar os eventos exclusivos, foi de R$ 23,8 bilhões (US$ 4,5 bilhões), uma redução de 7,2%.
A empresa também informou que sua geração de caixa permanece forte, com fluxo de caixa operacional de R$ 44 bilhões (US$ 8,4 bilhões). Outro destaque do período foram os investimentos, que totalizaram R$ 26,8 bilhões, aumento de 25,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.
“Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção de petróleo e de derivados, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor. Batemos, mais uma vez, recordes de produção de petróleo e gás e estamos convertendo em ganhos toda a eficiência de nossas refinarias. Operamos nosso parque de refino no primeiro trimestre próximo da capacidade máxima, priorizando derivados de maior valor agregado, e entregamos produção recorde de diesel S-10”, afirma o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo.
A dívida bruta totalizou US$ 71,2 bilhões no trimestre, dentro do limite previsto no Plano de Negócios 2026-30, abaixo de US$ 75 bilhões. A companhia mantém a expectativa de convergência para US$ 67 bilhões em 2026 e US$ 65 bilhões no horizonte do Plano.
DIVIDENDOS
A Petrobrás também anunciou que seu Conselho de Administração aprovou nesta segunda-feira o pagamento de dividendos aos acionistas no valor de R$ 9,03 bilhões, equivalente a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026, declarada com base no balanço de 31 de março de 2026.
Para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3, a data-base será em 1º de junho de 2026. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos a partir de 2 de junho de 2026.
O valor a ser pago será de R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que a primeira parcela, no valor de R$ 0,35048636 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de agosto de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.
Já a segunda parcela, no valor de R$ 0,35048636 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 21 de setembro de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.

publicada em 11 de maio de 2026 às 20:43 




