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A PETROBRÁS FAZ O PAPEL DE PALANQUE ELEITORAL PARA LULA ANUNCIANDO INVESTIMENTOS DE R$ 37 BILHÕES ATÉ 2020 NA REPLAN

Lula e Magda. Mesmo chapéu, mesmas ideias,  com a empresa servindo como trampolim da campanha

O presidente Lula continua usando a Petrobrás como trampolim de campanha. Na semana passada a empresa liberou um contrato de R$ 11 bilhões para construir 4 embarcações e escolheu um estaleiro cheio para fazer a obra. Justamente em Santa Catarina, onde a sua candidatura vai mal, com uma grande rejeição e a abaixo dois dígitos do candidato da oposição. Isso não é por acaso. Na sexta, foi a Camaçari, na Bahia, dar o ponta pé inicial na operação de produção de fertilizantes na Fábrica da Fafen. Hoje, viajou para Paulínia, em São Paulo, onde anunciou um investimento de R$ 37 bilhões até 2020. A campanha para presidência só está na fase “pré” no papel. Os números são inflados. Um comunicado da companhia diz que vão ser criados 38 mil empregos diretos e indiretos. A empresa diz que o valor a ser investido “fortalece a posição da companhia no estado, com destaque para projetos inovadores em refino, biorrefino, E&P, descarbonização e geração de energia sustentável.” Mas parece mesmo que alimenta a campanha de Lula. Ele é quem fica “fortalecido.” Parte desse valor (R$ 6 bi) será aplicada na Replan, a maior refinaria da Petrobrás, responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro. Por seu faturamento anual, a refinaria representa, aproximadamente, 1% do PIB do Brasil.

Na Fafen, a Bahia, a Fafen serve de palco eleitoral

A presidente da empresa, Magda Chambriard, colocada por Lula à frente da companhia, faz o seu papel de gratidão:  “As refinarias de São Paulo são responsáveis por 50% da produção de derivados da Petrobras, e quatro cidades paulistas estão entre as dez maiores recebedoras de tributos da Petrobras, justamente aquelas que abrigam nossas refinarias. Tudo isso gera emprego e renda direta e indiretamente.”

Com previsão de conclusão em 2027, o projeto de ampliação da capacidade de processamento da Replan vai possibilitar o incremento da produção dos atuais 434 mil barris/dia para 459 mil barris/dia, um aumento de 5%. Além do aumento da capacidade de processamento previsto para o próximo ano, a Petrobrás já concluiu, na Replan, a construção de uma Unidade de Hidrotratamento de Diesel, que iniciou sua operação em 2025 e recebeu um investimento de R$ 2,1 bilhões. A planta aumentou em 10% a produção nacional de Diesel S-10, contribuindo de forma significativa para reduzir a dependência do mercado internacional desse produto.

Somando-se aos investimentos na produção de diesel S-10, uma outra Unidade de Hidrotratamento será adaptada para produzir o SAF, combustível sustentável de aviação, desenvolvido através de coprocessamento de resíduos e óleos de origem animal e vegetal.  A unidade deve entrar em operação até o fim deste ano. Com previsão de partida após 2030, a construção de uma planta dedicada de ATJ (Alcohol to Jet) vai permitir a utilização de uma tecnologia para a produção de SAF tendo etanol como matéria-prima. Outra iniciativa, que visa gerar energia limpa para o consumo da refinaria, é a instalação de uma usina fotovoltaica, com previsão de entrada em operação em dezembro de 2026.

Além da Replan, outras refinarias, E&P e logística também  terão investimentos antes das eleições:

  • Implantação de Unidade de SAF e Diesel Renovável na RPBC (Cubatão);
  • Ampliação de unidade de Hidrotratamento de Diesel da Revap (São José dos Campos), com impacto no aumento da produção de Diesel S-10. A unidade já está

    Na Replan, um novo palanque organizado pela empresa estatal

    operando e contribui com a redução da dependência de diesel importado;

  • Aumento da capacidade da Unidade de Craqueamento Catalítico Fluido de Resíduos na Recap (Mauá), permitindo o uso mais eficiente de óleos do Pré-Sal. Projeto previsto para conclusão em 2028;
  • Implantação do oleoduto OBAPI (Barueri-Pilões), que passará por 13 municípios de São Paulo e irá fortalecer a logística de transporte de derivados, reduzindo riscos socioambientais;
  • Construção de novo píer no Terminal Aquaviário de Santos e instalação de tancagem para bunker B24, aprimorando a logística portuária, gerando maior capacidade para movimentação de derivados e aumentando a eficiência no abastecimento nacional;
  • Investimentos na Bacia de Santos em poços complementares e exploratórios, além de manutenções operacionais. Os principais campos a receberem recursos são Sapinhoá, Mexilhão e Aram.

As benesses da companhia não pararam por aí. No evento, foi assinado o patrocínio da Petrobrás ao Museu do Futebol, em São Paulo. A companhia e o Governo Federal patrocinam o Museu por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet-  possibilitando a ampliação das ações culturais e educativas. Como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que ocorrerá no Brasil em 2027, será realizada uma exposição itinerante, que percorrerá quatro cidades do Brasil no primeiro semestre do ano que vem.

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