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ABEGÁS E ABRACE SAEM EM DEFESA DA PROPOSTA DE GAS RELEASE APRESENTADA HOJE PELA ANP

Mais repercussões sobre a proposta de programa de Gas Release apresentada hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) disse que a abertura da consulta pública sobre o tema é bastante positiva. A entidade considera que o debate sobre a desconcentração da oferta de gás natural é extremamente oportuno para o desenvolvimento de um mercado de gás mais aberto, dinâmico e que propicie maior competitividade no preço da molécula para todos os
consumidores.

Na visão da Abegás, a diversidade de agentes na oferta é um ponto importante para que o mercado tenha acesso a condições comerciais em linha com o interesse da sociedade”, afirmou a entidade. “É fundamental que a implementação do Gas Release respeite as realidades, as especificidades e as características de cada elo da cadeia e de cada mercado regional, uma vez que as distribuidoras possuem necessidades distintas para atender seus consumidores”, acrescentou.

A associação finalizou dizendo que a prioridade do Brasil deve ser o fomento à competição do tipo “gás-gás”. Na avaliação da Abegás, a viabilização dessa concorrência direta entre ofertantes permitirá que as metodologias de correção de preço se diversifiquem, deixando de se limitar à indexação ao Brent (indicador internacional de petróleo), que hoje não reflete a realidade da produção nacional e prejudica a  competitividade do energético.

Já a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia) afirmou que o avanço dado hoje pela ANP. Para a entidade, o gas release não é uma escolha de agora: trata-se de determinação legal trazida pela Lei do Gás há cinco anos. Não discutir esse tema, já previsto na própria lei, traria grande insegurança ao mercado.

A ANP apresentou, para consulta pública, uma proposta moderada de modelo de gas release. Essa proposta será submetida a amplo debate, no qual todos os interessados poderão manifestar suas visões, amparados por pareceres técnicos e jurídicos, pela experiência internacional e pela avaliação criteriosa das consequências, positivas e negativas, para o desenvolvimento do mercado de gás no Brasil”, apontou.

A Abrace Energia entende que vivemos um momento especial nestes cinco anos da Lei do Gás. “Diversos movimentos conduzidos pelo governo e pela ANP permitem otimismo quanto ao desenvolvimento do mercado, inclusive quanto a uma oferta futura de gás mais robusta, vinda tanto do território nacional quanto de importação, particularmente da América Latina”, destacou.

Por isso, a Abrace Energia manifestou apoio ao trabalho da ANP e sua plena disposição ao diálogo em torno da consulta pública. “O consumo industrial de gás no Brasil está estagnado há mais de uma década o Gás natural pode ter um papel muito importante na descarbonização e na promoção da competitividade da produção industrial brasileira”, concluiu.

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